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Eumundo

Arquivo: Julho 2008

26/07/2008 GMT -3

"Lista suja" da AMB não inclui processo contra Kassab

rprota @ 22:38
Rosanne D'Agostino
Em São Paulo


Processo no Tribunal de Justiça de São Paulo em que o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) consta como co-réu não foi incluído pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) em lista divulgada nesta terça (22) contendo candidatos com ações em andamento na Justiça. Apelidada de "lista suja", a relação contém na capital paulista apenas os adversários do candidato à reeleição à prefeitura, Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).

O que você acha da divulgação da lista dos candidatos com "ficha suja"? 

Panfleto da campanha de Kassab explorou inclusão de Marta Suplicy e Paulo Maluf na "lista suja" da AMB; Alckmin condena atitude.

O processo contra Kassab teve início em 1997, quando ele ainda era secretário de Planejamento do então prefeito Celso Pitta, que também é réu. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público paulista, com origem na 10ª Vara da Fazenda Pública, foi julgada improcedente, mas, segundo o TJ-SP, continua em andamento.

A Promotoria acusou o então prefeito, assessorado por Henrique Ferreira Nunes, assessor chefe de imprensa do gabinete, de ter feito promoção pessoal com dinheiro público ao divulgar um informe publicitário em grandes jornais com o intuito de se defender de denúncias feitas pela CPI de Títulos Públicos. A publicação ocorreu, segundo a ação, com a anuência de Gilberto Kassab e de José Antonio de Freitas, então secretário de Finanças. Todos são réus.

O MP-SP classificou que a atitude atentou contra os princípios da administração pública, por isso, entrou com ação civil pública baseada na Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade). Entre as penas está a perda da função pública. Os réus perderam em primeira e segunda instância. Depois, conseguiram vitórias no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no TJ-SP, que anulou as decisões anteriores, sob o entendimento de que o conteúdo foi apenas informativo, e não uma promoção pessoal. O processo, contudo, não está encerrado e aguarda apreciação de novo recurso pelo TJ. O último andamento no tribunal data desta sexta-feira (25).

Critérios contestados

A AMB anunciou na terça que restringiu a divulgação em seu site aos nomes dos candidatos que respondem a ações penais e por improbidade, desde que o autor seja o Ministério Público. As demais ações não seriam citadas. O processo envolvendo Gilberto Kassab é movido pelo Ministério Público. As informações relativas à ação foram enviadas na quarta (22) pela reportagem para que entidade analisasse os dados.

Nesta quinta (23), a AMB argumentou que seguiu o critério de somente publicar as ações em andamento que estão nos sites dos tribunais especificamente mencionadas como de "improbidade administrativa". Assim, no caso da nomenclatura constar como apenas "ação civil pública", o processo não será inserido. Ainda que a ação possa estar relacionada à improbidade e ser movida pelo Ministério Público, a entidade alega que não irá inserir ação, sob o argumento de que nem sempre essas ações são movidas pelo MP.

Outro lado

A assessoria de imprensa de Gilberto Kassab afirma que "a ação civil pública ajuizada contra Celso Pitta, em que o candidato foi citado como co-réu, foi considerada improcedente pelo TJ-SP em 7 de maio de 2008".

Mais:

Para o promotor de Justiça da Cidadania da capital Sérgio Turra Sobrane, autor da ação, o critério utilizado pela AMB não é confiável, já que as informações contidas nos sites dos tribunais não têm valor legal e estão incompletas. "A ação de improbidade é uma espécie de ação civil pública e esta ação (contra Kassab) deve, sim, ser incluída na lista", afirma. "Se a AMB não se limitasse à consulta processual ao site do tribunal e olhasse com mais profundidade as decisões tomadas nesse processo, constataria muito facilmente que se trata de uma ação de improbidade movida pelo MP", completou.

O especialista em direito eleitoral Alberto Rollo repudia a publicação de uma lista "seletiva". "Este caso do Kassab só aumenta a minha convicção de que esta lista tem um critério precário, comete uma odiosa discriminação deixando processos de fora. É política. O melhor seria mesmo é que não se publicasse nenhum processo", afirmou.

O site de Kassab, que defendeu a divulgação da lista após o anúncio de que Maluf e Marta estavam nela, até a quarta-feira (23) possuía como manchete os recortes de todas as chamadas publicadas na imprensa sobre a presença dos nomes dos adversários na "lista suja" da capital, inclusive a do UOL desta terça. O TRE-SP determinou a retirada do link do ar indícios de uma "propaganda negativa ou depreciativa".

Polêmica

A lista, que provocou reações de advogados, juristas e candidatos, contém até agora dados relativos aos candidatos a prefeito e vice em todas as capitais brasileiras. Foram analisados 350 candidatos e, destes, 15 estão listados.

Em São Paulo, figuram os nomes de Paulo Maluf (PP) e de sua vice na chapa, Aline Correa (PP). A candidata Marta Suplicy (PT) também foi elencada. Enquanto Maluf afirmou que "juízes não devem se meter em política", Marta classificou a lista de "arbitrária, tendenciosa e leviana". Em todo o país, candidatos citados repudiaram a iniciativa.

Em entrevista ao UOL, o jurista Dalmo Dallari alertou que a publicação poderá ser considerada inconstitucional, caso haja dúvida de que apenas uma condenação definitiva (quando não cabe mais recurso) pode macular a "ficha" de um cidadão. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, também repudiou a lista, que classificou de "populismo".

O ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Torquato Jardim classificou a atitude da associação de "engajamento público politizado". Já cientistas políticos defenderam a divulgação.

O assunto deve ser decidido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em ação da própria AMB. A tendência é que o tribunal rejeite a ação, seguindo entendimento já firmado pelo TSE de que os candidatos com processos em andamento podem concorrer às eleições.

Fonte: eleições UOL

24/07/2008 GMT -3

BC aprova compra do ABN pelo Santander;

rprota @ 20:21

Plantão | Publicada em 24/07/2008 às 18h23m

Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central anunciou nesta quinta-feira que aprovou na terça-feira a compra dos ativos do ABN Amro Real pelo Santander.

"O Banco Central aprovou a transferência de controle do Banco ABN AMRO Real para o grupo Santander, com sede na Espanha. A operação decorre da aquisição do Banco ABN Amro, com sede na Holanda, pelo consórcio RFS", diz o comunicado enviado à imprensa.

Com isso, o Santander confirmou que Fabio Barbosa, que presidia as operações do ABN no Brasil desde 1998, assumiu o comando do novo grupo, tendo José Berenguer e José Paiva Ferreira com vice-presidentes.

Juntas, as duas instituições têm mais de 55 mil funcionários, 8 milhões de correntistas e 500 mil clientes empresas no país.

Também em comunicado, o Santander informou que cada banco manterá sua estrutura comercial separada até a concretização do programa de integração.

"Tudo continua igual no relacionamento com clientes e funcionários", diz o informe.

A compra das operações globais do ABN envolveu um consórcio de bancos que incluiu Royal Bank of Scotland, Santander e Fortis, numa operação de 71,1 bilhões de euros (cerca de 100 bilhões de dólares), a maior da história do sistema bancário mundial.

Com a junção dos dois, o grupo passa a reunir ativos de 282 bilhões de reais no Brasil, assumindo a quarta posição entre os maiores bancos brasileiros, ficando atrás apenas de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú .

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Vanessa Stelzer)

Sargento gay pede liberdade ao STF

rprota @ 20:14


Portal Terra

BRASÍLIA - O Sargento Laci Marinho de Araújo, que assumiu publicamente um relacionamento homossexual com outro militar, pediu habeas-corpus ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira. Araújo está preso desde o dia 4 de junho por deserção.

Dias antes de ser preso, Araújo assumiu, em entrevista, manter um relacionamento homossexual com um colega de trabalho, o também sargento Fernando Alcântara. Ele pediu liberdade provisória à Justiça Militar, mas o pedido foi negado. Araújo negou ter desertado e disse que faltou ao trabalho por motivos de doença. A ausência do sargento foi o motivo da prisão, segundo o Exército.

O companheiro de Araújo, Fernando Alcântara, também chegou a ser preso temporariamente no Exército, sob a acusação de ter se apresentado mal fardado. Ele pediu baixa da corporação.

21 municípios de SP apresentam candidatura única a prefeito

rprota @ 20:07

No total, 145 cidades brasileiras ainda apresentam só um candidato.
Se isso permanecer, candidato será eleito com qualquer número de votos.

Do G1, em São Paulo

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 21 dos 645 municípios de São Paulo apresentam, até agora, apenas um candidato a prefeito. No total, o TSE registrava até as 21h15 de terça-feira (24) 1.945 candidaturas a prefeito no estado.  
Estão nessa situação os municípios de Altair, Américo de Campos, Bálsamo, Fernando Prestes, Floreal, Gabriel Monteiro, Getulina, Itaju, Junqueirópolis, Macaubal, Marinópolis, Mira Estrela, Mirassolândia, Mombuca, Palmital, Paraíso, Paulicéia, Quatá, Ribeirão dos Índios, São João Do Pau D'alho e Vitória Brasil.

No total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 145 cidades brasileiras ainda apresentam um único pedido de registro de candidatura a prefeito. A situação, conforme o TSE, pode ser alterada porque o sistema continua recebendo informações dos tribunais regionais eleitorais dos estados.

São Paulo é o terceiro estado com maior número de cidades com candidatura única. Em primeiro aparece o Rio Grande do Sul, que conta com 31 municípios nessa situação. Em seguida vêm o Paraná (23). Já Minas Gerais totaliza 20.

O TSE informou que todas as 145 cidades têm menos de 200 mil eleitores e, caso algum dos municípios continue nesta condição, com um único candidato, ele será eleito com qualquer número de votos.

Segundo o tribunal, o maior colégio eleitoral que apresenta um único registro de candidatura é Rio das Ostras, com 57,6 mil eleitores. De acordo com o TSE, até o momento, há registro de 2.774 cidades com dois candidatos e 1.616 municípios com três nomes na disputa.

COI confirma veto à participação do Iraque nos Jogos Olímpicos

rprota @ 20:02

BAGDÁ (AFP) — O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou o veto à participação do Iraque nos Jogos Olímpicos de 2008, jogando por terra as esperanças de sete atletas iraquianos de ir a Pequim em agosto próximo, segundo um documento ao qual a AFP teve acesso.

Em uma carta com data de 23 de julho e dirigida ao ministro iraquiano da Juventude e Desportos, Jassim Mohammed Jaffer, o COI confirmou o veto, que impôs ao Iraque no passado mês de junho, apesar das tentativas para revogar a decisão.

"Apesar de todos os esforços do COI e do Comitê Olímpico Asiático para encontrar uma solução positiva com o (...) Governo iraquiano, lamentamos informar que a decisão do COI de 4 de junho de 2008 de suspender o Comitê Olímpico nacional iraquiano está confirmada", de acordo com a carta, da qual a AFP obteve uma cópia .

O COI havia suspendido o Iraque provisoriamente, devido "à interferência" do Governo no esporte do país. Bagdá revogou por um decreto de 21 de maio o Comitê Olímpico nacional, substituindo-o por um novo organismo, sob a direção do ministro Jassim Mohammed Jaffer.

Em comunicado, o COI reagiu dizendo que não reconhecia nenhum "comitê interino" ou outro "nomeado pelo Governo iraquiano para supervisionar o Comitê Olímpico Iraquiano", que há cinco anos não realiza eleições e tampouco consegue resolver suas disputas internas.

O responsável pelo Comitê Olímpico do país, Ahmed Al-Samarrai, foi seqüestrado por homens armados em julho de 2006 e, desde então, não se tem notícias de seu paradeiro.

Em 5 de junho, apenas algumas horas depois da decisão do COI sobre a suspensão provisória, o Iraque apresentou um recurso contra a medida.

Em fins de maio, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) proibiu o Iraque de participar de toda competição internacional durante um ano, mas depois levantou a sanção.

23/07/2008 GMT -3

Economistas prevêem inflação acima do teto da meta do Governo

rprota @ 19:58

Fonte: G1


Rio de Janeiro, 21 jul (EFE).- Os economistas dos bancos privados situaram sua previsão para a inflação deste ano pela primeira vez acima de 6,5%, teto da meta do Governo, informou hoje o Banco Central.

Segundo a pesquisa semanal Focus realizada com cem economistas de bancos e instituições financeiras particulares, a nova previsão para a inflação em 2008 é de 6,53%, em comparação ao 6,48% registrado há uma semana.

A meta do Governo é terminar o ano com inflação de 4,5%, mas com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, com teto máximo de 6,5%.

Apesar de esperarem um maior aumento dos preços este ano, os economistas mantiveram a previsão para a inflação de 2009 em 5%.

Caso a previsão dos economistas se confirme, o Brasil terá este ano sua maior inflação desde 2004, quando o índice ficou em 7,6%.

Em 2005, a inflação caiu para 5,69%, em 2006 recuou para 3,18% e encerrou o ano passado em 4,46%.

A última previsão do Banco Central, no entanto, era de que a inflação terminaria o ano em 6%.

Segundo números oficiais, a inflação acumulada no primeiro semestre já chegou a 3,64%, a maior para o período desde 2003 (3,64%) e muito acima do 2,08% registrado entre janeiro e junho de 2007.

Por causa da projeção de inflação superior à meta do Governo, os economistas esperam agora que o Banco Central continue elevando a taxa básica de juros para combater o aumento dos preços e que o indicador se mantenha elevado por mais tempo do que o esperado.

Segundo a pesquisa divulgada hoje, os economistas prevêem que o Banco Central eleve a taxa de juros esta semana dos atuais 12,25% ao ano para 12,75% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne amanhã e na quarta-feira para decidir se mantém ou altera a taxa de juros.

Segundo os economistas, o Banco Central continuará elevando os juros e o Brasil fechará o ano com taxa de 14,25% ao ano.

Este nível, segundo a pesquisa, será reduzido para 13,75% em dezembro de 2009.

Nas últimas semanas, o Governo anunciou várias medidas em uma tentativa de reduzir o preço dos alimentos, os principais responsáveis pelo aumento da inflação.

Entre estas medidas, destacam-se a redução dos impostos sobre o trigo e subsídios para os produtores. EFE

22/07/2008 GMT -3

AMB: 15 candidatos a prefeito e vice-prefeito das capitais respondem a processo na Justiça

rprota @ 20:10

Plantão | Publicada em 22/07/2008 às 16h55m

O Globo Online

RIO - Quinze candidatos a prefeito e vice-prefeito em dez capitais do país respondem a ações penais, de improbidade administrativa ou eleitorais. No total, de acordo com a lista divulgada nesta terça-feira pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), eles respondem a 22 processos.

O candidato que responde a mais processos é Paulo Maluf (PP), que disputa a prefeitura de São Paulo. São sete no total. Marta Suplicy (PT), também candidata a prefeita em São Paulo, responde a dois processos.

São Paulo e Belém (PA) são as capitais com mais candidatos com problemas na Justiça. São três no total. Além de Maluf e Marta, a candidata à vice de Maluf, Aline Corrêa (PP) responde a um processo.

Em Belém, o candidato a prefeito Marinor Jorge Brito (PSOL) e os candidatos à vice Leila Márcia Silva Santos (PCdoB), vice de Mário Cardoso (PT), e Jorge Carlos Mesquita (PSL), vice do delegado João Moraes (PSL), respondem a um processo cada um.

Porto Velho, em Rondônia, têm dois candidatos com problemas na Justiça. Hamilton Nobre Casara (PSDB) e Lindomar Barbosa Alves (PV), respondem a um processo cada um na Justiça.

Nove candidatos a prefeito respondem a processos judiciais. Sete deles tem um processo na Justiça. Além de Jorge Brito, Casara e Barbosa Alves, há ainda Amazonino Mendes (PTB), candidato e Manaus (AM), Maria Dalva de Souza Figueiredo (PT), candidata em Macapá (AP), Iris Rezende (PP), candidato em Goiânia (GO) e Raul de Jesus Lustosa Filho (PT), candidato em Palmas (TO).

Outros seis candidatos à vice-prefeito aparecem na lista da AMB. Além de Aline Corrêa, em São Paulo, Jorge Carlos Mesquita e Leila Márcia Silva Santos, em Belém, respondem a processo na Justiça Sérgio Braga Barbosa (PPS), vice de Luiz Gastão (PPS) em Fortaleza (CE), Pitágoras Lincoln de Matos (DEM), vice de Gustavo Valadares (DEM) em Belo Horizonte, e Maria Suely Silva Campos (PP), vice de Iradilson Sampaio (PP) em Boa Vista (RR). Todos respondem a um processo cada um.

21/07/2008 GMT -3

A Sabedoria do Romance

rprota @ 18:29

Citador

O homem deseja um mundo em que o bem e o mal sejam nitidamente discerníveis, porque nele há o desejo, inato e indomável, de julgar antes de compreender. Sobre esse desejo são fundadas as religiões e as ideologias. Estas não se podem conciliar com o romance a não ser que traduzam a linguagem de relatividade e de ambiguidade dele para o seu discurso apodítico e dogmático. Exigem que alguém tenha razão: ou Anna Karenina é vítima de um déspota limitado, ou Karenine é vítima de uma mulher imoral; ou então K., inocente, é esmagado por um tribunal injusto, ou então, por trás do tribunal, está escondida a justiça divina e K. é culpado.
Neste «ou então-ou então» está contida a incapacidade de suportar a relatividade essencial das coisas humanas, a incapacidade de olhar de frente a ausência do Juiz supremo. Por causa desta incapacidade, a sabedoria do romance (a sabedoria da incerteza) é difícil de aceitar e de compreender.

Milan Kundera, in "A Arte do Romance"

BBB, INVASÃO DE PRIVACIDADE E A MORAL SOCIAL

rprota @ 17:19

Fonte: midia independente 

NARCISO ACHA BELO TUDO QUE É ESPELHO

Atualmente os valores da sociedade tornaram-se questões relativas. Não há uma certeza sobre a definição de como encarar a vida com ética. A invasão de privacidade proporcionada por câmaras, localizadas em locais estratégicos, é apenas mais um exemplo do dualismo em que caracteriza os valores humanos atuais.

Tal fato, pode ser explicado pelo processo de coisificação do homem moderno. As relações sociais trasformaram-no em mero objeto, ou porque não, em moeda de troca no cotidiano urbano. O fato de as pessoas serem expostas ou se exporem, não as torna vítimas ou algozes, visto que, a banalização da condição humana tornou-se lugar comum. E ainda, através de um complexo processo histórico, atualmente, leva a efeito, delimitar o que é público e o que é privado de maneira confusa.

As pessoas perderam a sua individualidade e identidade quando se tranformaram em "coisas" na sociedade moderna. Não há vontade ou ação, todos são espectadores da tragédia humana, diante da massificação e alienação cultural. O sentido maniqueísta do que é bom ou ruim, do que é virtude ou o que é vício são fortuítas em uma sociedade que as idéias são produzidas em série através da mídia. Desta forma, a invasão de privacidade implica do descaso da sociedade com os valores mais básicos, de imediato não se pensa em o que é ético ou anti-ético. As contradiçoes da sociedade moderna é legitimada pela relatividade de seus valores. E poderíamos considerar o narcisismo como a fonte desta relatividade. Afinal, Narciso não acha belo tudo o que não é espelho?

20/07/2008 GMT -3

A serpente e o mestre

rprota @ 22:10

Conta-se que na Índia, numa era muito distante desta, havia uma serpente muito temida por todos na floresta. Esta serpente mordia e devorava tudo o que via se mechendo. Certa vez, visitando aquele lugar, ela ouviu os ensinamentos de um mestre sábio. O mestre dizia que ninguém devia ser como a serpente que morde e ataca a todos na floresta. A serpente, ouvindo aquelas palavras, também quis mudar e logo passou a não mais importunar ninguém com suas mordidas mortíferas. O que se passou então foi surpreendente para a cobra pois todos começaram a não ver mais nela uma ameaça e passaram a nem sequer notá-la, ela, rastejante na floresta, passou a ser pisoteada e machucada pelas patas dos animais que se movimentavam de  um lado para o outro da mata. O mestre, retornando de sua viagem pelo mesmo caminho, deparou-se com a cobra agonizante: _"Mestre, eu segui seu conselho e estou toda pisoteada pelos bichos da mata." O mestre respondeu então: -"Você não precisa morder mas às vezes é preciso mostrar os dentes."

19/07/2008 GMT -3

França promete rever práticas de segurança após vazamentos de urânio

rprota @ 17:30



Paris, 18 jul (EFE) - O ministro de Ecologia francês, Jean-Louis Borloo, prometeu hoje uma revisão total das práticas de segurança nas instalações nucleares após admitir dois vazamentos em duas usinas, das quais os responsáveis afirmam que não têm conseqüências para a saúde ou para o meio ambiente.

Borloo afirmou em entrevista coletiva que serão passados pelo filtro, até o final do ano, "os dispositivos de informação, de análise e de segurança", para o que os responsáveis industriais, militares, operadores e associações ecologistas serão ouvidos.

"Quero assegurar aos franceses que, desde que se detecte um incidente, haja informação, se avise às autoridades", afirmou.

O titular de Ecologia teve que comparecer perante a imprensa poucas horas depois que a Autoridade de Segurança Nuclear (ASN) informou de um vazamento de urânio do complexo de combustíveis de Romans-sur-Isère que ocorria há anos pela ruptura de uma canalização em um depósito de material atômico de uso militar.

Três inspetores da ASN estiveram hoje nas instalações de Romans-sur-Isère, onde, na quinta-feira à noite, fizeram uma inspeção e revelaram a ruptura dessa canalização enterrada, e o organismo de controle indicou que a companhia estatal Areva devia iniciar a descontaminação de toda a zona e retirar o material.

O presidente do laboratório independente de vigilância radiológica CRIIRAD, Roland Desbordes, que participou hoje de uma reunião convocada pelas autoridades em Valence, reconheceu que os fatos de Romans-sur-Isère, "a priori, são menos graves que os ocorridos em Tricastin".

Ele se referia ao vazamento de urânio que ocorreu no dia 7 de julho nas instalações de uma empresa, filial da gigante Areva, que trabalha no complexo da usina nuclear de Tricastin.

O problema em Tricastin, além do vazamento e da contaminação detectada em várias camadas freáticas das zonas limítrofes do complexo, é que a empresa, Socatri, só informou do acidente horas depois que esse aconteceu.

A gestão do incidente custou o cargo ao diretor-geral da Socatri, e hoje a presidente da Areva, Anne Lauvergeon, pretendia se deslocar às instalações para dar informações.

Desbordes disse se sentir, "em parte", satisfeito pela reunião à qual foi convidado a participar hoje em Valence sobre os dois episódios.

Ele contou à emissora "France Info" que a origem do vazamento de Romans-sur-Isère são 770 toneladas de resíduos que serviram para fabricar as primeiras bombas atômicas e que, desde há alguns anos, foram assumidos pela Areva.

O especialista independente criticou que, até agora, a Areva tinha rejeitado que esses materiais representassem problemas, e pediu à empresa estatal que os retire de onde estão para evitar que sigam poluindo, algo que, em sua opinião, é possível e que, além disso, a companhia pôde assumir devido à sua solidez financeira.

As revelações sobre os acidentes podem ter conseqüências políticas em um momento em que o Governo francês cogita reativar o programa nuclear, com a possível construção de uma segunda usina de tecnologia EPR, além da que está sendo erguida no litoral de Normandia.

Além disso, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinou acordos com vários países aos quais poderia ser vendida a tecnologia francesa para a implementação de usinas nucleares de uso civil para a produção de energia. EFE


URL:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL651567-5602,00.html

Olha que texto legal que eu achei na net...

rprota @ 16:27

Uma letra de música para conquistar um homem

interney 

Conversava outro dia com o Nelson Moraes sobre este estranho fenômeno de as pessoas verem o Google como uma espécie de “oráculo”. Elas não fazem mais simples buscas por termos específicos, mas sim perguntas diretas sobre filosofia, economia, amor e o sentido da existência humana.

Vejam algumas buscas muito interessantes que tiveram este blog como resultado: “mamilos dos seios femininos” (nesta a pessoa acertou em cheio, pois modéstia a parte eu sou mesmo conhecedor do assunto), “lembranças modernas de festas de 15 anos” e, a genial e minha preferida, “anos luz pentecostais”. Também acertou quem chegou aqui procurando por “carência afetiva” e “sotaque paulistano”.Mas a grande vencedora sem dúvida é “uma letra de música para conquistar um homem”.

Fico imaginando se a moça em questão – claro que pode não ser uma moça, mas enfim – não está lá com muita vontade de se esforçar para conquistar o rapaz e quer algo direto e rápido; ou se ela já não tem mais recursos para fisgar o coração do cara e resolveu apelar. Bem, mocinha, espero que você volte aqui para ler o que vou escrever: concordo que homens não são seres muito complexos, mas acho bastante difícil que você possa conquistar um apenas com uma música. Imagino que você seja romântica e queira mais que uma conquista fugaz para sexo casual, porque se fosse esse o caso era só mesmo vestir a roupa certa – de preferência decotada – e escolher o alvo. As chances de acerto seriam enormes!

Mas sendo uma romântica incorrigível (e eu te entendo), deve saber que para conquistar aquele que você vai chamar de seu é preciso um pouco mais que uma música. Mas fique calma que não é tão difícil: seja bem humorada e espirituosa, saiba rir das situações inusitadas que a vida nos impõe e também saiba rir de si mesma. É um charme quando uma mulher se mostra tão segura e “resolvida” que sabe rir de si mesma.

Saiba ser um pouco femme fatale – use e abuse do salto alto, entre outras coisas, mas seja também um pouco menina. Aqui é importante ter cuidado: a mulher que soube crescer mantendo viva a garotinha de sorriso largo é diferente da mulher que nunca cresceu. Demonstre interesse. Dê atenção. Vivo ouvindo de amigas que os homens não sabem parar para ouvir e concordo com elas. Também gosto que seja assim, afinal eu sei ouvir e isso é uma vantagem competitiva, mas poucas sabem que homens também gostam de ser ouvidos. Entendo que alguns assuntos do universo masculino são mesmo maçantes, mas faça um esforço. Costumamos ter verdadeiras paixões por coisas aparentemente bobas, mas ficamos encantados quando encontramos uma mulher que valorize e respeite isso sem tentar nos “consertar”. A maioria de nós já teve uma mãe que nos educou, não precisamos de outra.

Também não precisa ter medo de mostrar que o quer. Sim, muitos precisam se sentir “no comando das ações”, mas é um jogo onde cada um dá um movimento, então não esconda totalmente o que sente, deixando tudo nas mãos dele. No mais, seja autêntica e sincera. Seja você mesma. Já dissemos que a conquista é um jogo, mas não necessariamente de truco ou pôquer. Às vezes as coisas são mais simples do que parecem, e não são necessárias grandes estratégias. Vá por mim: confie no fato de ser uma mulher e de ter à sua disposição todas as armas que a natureza lhe deu, incluindo toda a sensibilidade extra que sabemos que vocês têm. Deixe o Google de lado e vá conquistar seu homem!

Sou obrigado a confessar que o lance da letra de música daria certo comigo se a música fosse Erase/Rewind e se você fosse a Nina Persson.

* Data da postagem original: 03/07/2006

Permalink27.02.07, 00:01:58, by Doni Email , Comportamento, Relacionamentos , 18 comentários

Manifestantes em São Paulo pedem impeachment de Gilmar Mendes

rprota @ 15:57

Portal Terra

SÃO PAULO - Manifestantes fizeram na manhã deste sábado, em São Paulo, um protesto pedindo o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Além do protesto, eles assinaram um manifesto que pretendem encaminhar ao Senado Federal pedindo a saída do presidente do STF. O manifesto, que já tem cerca de 10 mil assinaturas segundo a coordenação do movimento, pode ser lido e assinado em um blog internet.

Segundo o comerciante Eduardo Guimarães, coordenador do movimento, em todo o Brasil e principalmente na capital paulista, a idéia da manifestação surgiu assim que o ministro Gilmar Mendes concedeu dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha.

- Quando começou a se materializar a inconsistência jurídica que havia no habeas corpus é que as pessoas começaram a se dar conta de que alguma coisa precisava ser feita. A mim, como cidadão, gerou uma sensação de muita insegurança porque eu não teria jamais esse benefício, disse Guimarães, em entrevista à Agência Brasil.

Para ele, há, no Brasil, três tipos de justiça: a dos banqueiros, que nunca ficam presos; a da classe média, que pode ir para a prisão dependendo do clamor das ruas; e a dos pobres, que sempre ficam na cadeia, sem qualquer tipo de julgamento.

- Estamos propondo um país com uma justiça só. E isso só vai acontecer a partir do momento em que os cidadãos se manifestarem, afirmou.

Hair - Let the Sunshine In

rprota @ 13:21

White Boys / Black Boys - Hair

rprota @ 13:11

SAIBA MAIS-A vida de Nelson Mandela

rprota @ 12:14
sexta-feira, 18 de julho de 2008 11:33 BRT
Fonte:reuters

18 de julho (Reuters) - O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela completa 90 anos de idade nesta sexta-feira. Veja a seguir um breve resumo da vida do ícone antiapartheid:

* PRIMEIROS ANOS -- Nasceu no dia 18 de julho de 1918, filho de um conselheiro do chefe supremo do povo thembu, perto de Qunu, onde hoje fica Cabo Oriental.

* CAMPANHA CONTRA O APARTHEID -- Mandela dedicou toda a sua vida a combater a dominação branca, tendo abandonado a universidade Fort Hare no começo dos anos 40, antes de se formar. Com Oliver Tambo e Walter Sisulo, fundou a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA).

-- Mandela esteve entre os primeiros a defender a resistência armada contra o apartheid, tendo passado para a clandestinidade em 1961 a fim de fundar o braço armado do CNA -- Umkhonto we Sizwe (A Lança da Nação).

-- No Julgamento de Rivonia (1963), acusado de crimes puníveis com a pena de morte, Mandela fez do banco dos réus uma declaração que entrou para a história como seu testemunho político.

"Eu estimo o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal ao qual pretendo dedicar minha vida e que pretendo alcançar. No entanto, se for preciso, esse é um ideal pelo qual estou disposto a morrer". Mandela foi condenado à prisão perpétua em 1964.

* DA PRISÃO À PRESIDÊNCIA

-- Frederik Willem de Klerk, último presidente branco da África do Sul, finalmente legalizou o CNA e outros movimentos de libertação. Mandela foi solto no dia 11 de fevereiro de 1990.

-- Um ano mais tarde, ele foi eleito presidente do CNA e, em maio de 1994, assumiu o cargo de presidente do país, tornando-se o primeiro negro a ocupar o posto. Mandela usou seu carisma e prestígio para evitar um confronto aberto entre negros e brancos, criando a Comissão de Verdade e Reconciliação, o órgão encarregado de investigar os crimes cometidos pelos dois lados durante a luta travada em torno do apartheid.

-- Em 1999, Mandela repassou o poder para líderes mais jovens e, teoricamente, mais aptos a administrar uma economia moderna, num raro momento de afastamento voluntário do poder citado como exemplo para outros dirigentes africanos.

* VIDA PESSOAL

-- Uma aposentadoria tranquila não constava dos planos de Mandela, e o agora ex-presidente voltou suas energias ao combate da Aids na África do Sul, levantando milhões de dólares para enfrentar a doença.

-- A luta dele contra a Aids adquiriu cores marcadamente pessoais no começo de 2005, quando perdeu seu único filho ainda vivo para a doença.

-- O país compartilhou a dor do divórcio de Mandela, em 1996, de sua segunda mulher, Winnie Mandela, e viu-o aproximar-se de Graça Machel, viúva de Samora Machel, presidente de Moçambique. Os dois casaram-se em 1998, quando Mandela completou 80 anos.

-- Em 2007, Mandela comemorou seu aniversário de 89 anos criando um grupo internacional de estadistas mais velhos, entre os quais Desmond Tutu e Jimmy Carter (ambos vencedores, como Mandela, do Prêmio Nobel da Paz). O grupo tem por objetivo enfrentar os problemas que atingem o planeta, entre os quais as mudanças climáticas, a Aids e a pobreza.

(Por David Cutler)

Especialistas discutem plano contra aids entre mulheres

rprota @ 00:03

27 06 2008


Gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e representantes dos movimentos sociais se reúnem em Florianópolis para discutir a implementação de medidas contra a disseminação do HIV e das DST entre mulheres no Brasil.

Trata-se do Fórum do Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST e da Oficina Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST: Compartilhando experiências de implementação. Estas são atividades que antecedem o VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, que acontece na cidade de 25 a 28 de junho.

Entre os tópicos a serem trabalhados tanto no Fórum como na Oficina destacam-se a descentralização da implementação do Plano em nível local, participação e mobilização da sociedade civil, troca de experiências e lições aprendidas nas esferas federal e estadual e estratégias para implementação e monitoramento do Plano.

Plano integrado

O Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia de Aids e outras DST, lançado durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher em março de 2007, é uma resposta ao crescimento de 44% na infecção por HIV entre mulheres no período de 1995 a 2005.

É considerado um avanço na resposta nacional ao HIV, pois promove a integração de ações de enfrentamento à feminização da epidemia de aids e outras DST, realizadas por diferentes áreas do setor saúde e do setor de políticas para mulheres.

Desde o lançamento do Plano, foram realizadas seis oficinas macro-regionais para elaborar planos de ação em nível estadual, contribuindo para definir as estratégias para implementação do Plano a partir das experiências e demandas dos estados para 2008.

Com o objetivo de reduzir as vulnerabilidades das mulheres em relação ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, o Plano inclui entre suas metas: dobrar o percentual de mulheres que realizaram testes anti-HIV (de 35% para 70%); reduzir a transmissão vertical de 4% para menos de 1% até 2008; aumentar a aquisição de preservativos femininos de 4 milhões em 2007 para 10 milhões em 2008; e eliminar a sífilis congênita.

Segundo os especialistas envolvidos com a implementação do Plano, os próximos passos incluem: a definição de estratégias de monitoramento e avaliação em nível nacional, a pactuação junto aos gestores dos estados e municípios, a implementação dos planos estaduais, o desenvolvimento de uma agenda de trabalho junto aos homens que fazem sexo com mulheres e a adoção do plano integrado como referência para o apoio a iniciativas da sociedade civil para ação em rede.

Segundo Alanna Armitage, Representante do UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, há grandes expectativas em relação à implementação do plano contra a feminização da epidemia de aids. “Para o sucesso das ações propostas, é crucial a gestão solidária dos governos estaduais e municipais, a integração entre os setores saúde e de políticas para mulheres, entre outros, e, sem dúvida, a mobilização da sociedade”, ponderou.
(maRACAJUnEWS - 25.06.2008 )


18/07/2008 GMT -3

Brasil-AmLat-Aids: As mulheres latino-americanas, vítimas desconhecidas da Aids

rprota @ 23:59

Agence France-Presse - Novembro 8 , 2000


RIO DE JANEIRO, 8 nov (AFP) - O número de mulheres infectadas pelo vírus da Aids aumentou notavelmente nos últimos anos na América Latina e no Caribe, mas as políticas públicas de prevenção continuam se centrando nos homens, heterossexuais e homossexuais.

Porta-vozes do Movimento Latino-Americano de Mulheres com Aids, presentes ao Fórum Internacional sobre a doença na América Latina e no Caribe que se realiza durante a semana no Rio de Janeiro, explicaram que a síndrome está se feminizando.

Segundo o movimento, 400.000 mulheres vivem com a enfermidade nesta região, que possui mais de 1,5 milhão de doentes e na qual "não se desenvolvem estratégias de prevenção e muito menos de apoio às pessoas contaminadas".

Representantes do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) explicaram que as relações heterossexuais se converteram no canal de transmissão da Aids mais importante. "A mulher é vítima passiva da infecção no próprio lar e transmissora no mercado sexual", estimaram.

"Se contrair Aids num país desenvolvido é difícil, ser soropositiva na América Latina é penoso", estimaram dirigentes do Movimento de Mulheres Latino-Americanas com Aids.

Segundo o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID), nove em cada dez mulheres infectadas no mundo vivem num país em vias de desenvolvimento.

Nestas condições, as enfermas são muitas vezes obrigadas a esterilizar-se ou a abortar, são utilizadas como objetos de pesquisa da transmissão vertical (mãe-filho), não têm acesso à informação, aos direitos civis, ao direito de assistência e ao planejamento familiar, segundo a colombiana Sandra Arturo, portadora do vírus.

A isto se soma o fato de que a pobreza da região, unida às vezes à ignorância, reduz o uso do preservativo entre casais pouco estáveis e elimina as visitas periódicas ao ginecologista.

Em Honduras, 46% (equivalente a 29.000 pessoas) das pessoas contaminadas com Aids são mulheres; na República Dominicana, 45,3% (59.000); na Guatemala, 38,5% (28.000); no Brasil, 27% (130.000); no Uruguai e Peru, 25% (1.500 e 12.000 pessoas respectivamente) e na Argentina, 20,7% (27.000), segundo dados das Nações Unidas.

De acordo com o Movimento de Mulheres com Aids, uma grande parte das infectadas têm, em média, 32 anos, são donas de casa monógamas, com estudos básicos, que nunca foram comprar camisinha na farmácia. No Brasil, por exemplo, 60% das mulheres com Aids foram contaminadas por seus maridos, segundo o Ministério da Saúde.

"Normalmente a doença vem acompanhada da rejeição e da crise familiar já que o diagnóstico da Aids é acompanhado da notícia de infidelidade ou bissexualidade do marido e ao temor de que os filhos também possam estar contaminados", asseguram representantes da Liga Colombiana de luta contra a Aids.

A doença é severa e o avanço entre as mulheres exige uma campanha de governos e instituições privadas com dois objetivos: desenvolver a pesquisa médica e mudar os padrões de comportamento da população para uma prevenção efetiva.

Brasil firma parceria com países de língua portuguesa para barrar avanço da aids entre mulheres

rprota @ 23:54
Brasil e a AIDS entre Mulheres      
24/03/2008 - 10:03

As discussões sobre o tema acontecem, a partir de hoje, na I Reunião Ministerial de Políticas para as Mulheres e HIV/Aids, no Rio de Janeiro

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Nilcéa Freire, a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, e representantes de sete países de língua portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste – estabelecem nesta segunda-feira (24/03), por meio de uma carta de intenções, compromissos no enfrentamento da epidemia entre mulheres. A elaboração do documento faz parte da “I Reunião Ministerial de Políticas para as Mulheres e HIV/Aids: Construindo alianças entre Países de Língua Portuguesa para o Acesso Universal”, realizada no Rio de Janeiro até terça-feira (25/03), no Hotel Intercontinental.

A reunião pretende ampliar canais de diálogo e possibilitar a estruturação de ações integradas, reafirmando o compromisso dos países de língua portuguesa no cumprimento de agenda em que as mulheres sejam protagonistas da resposta à epidemia de aids. O encontro, promovido pelo Governo Brasileiro, com apoio de agências multilaterais, também objetiva compartilhar com os outros países o “Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST” do Brasil, que foi lançado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2007 e será um dos documentos de apoio nos debates do evento. A realização de parcerias internacionais é uma das recomendações contidas no Plano.

Serão discutidos, nos dois dias de atividades, fatores que contribuem para a vulnerabilidade feminina à epidemia, como a desigualdade nas relações de poder entre homens e mulheres, o menor poder de negociação das mulheres quanto ao uso de preservativo e às decisões que envolvem a sua vida sexual e reprodutiva. A violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas; a discriminação e o preconceito relacionados à raça e etnia; e a falta de percepção das mulheres sobre o risco de se infectar pelo HIV também são pontos de debate.

Vulnerabilidade feminina – A Sessão Especial sobre HIV/AIDS das Nações Unidas, realizada em Nova York, em junho de 2006, reconheceu que a epidemia da aids no mundo hoje tem um perfil heterossexual e sua incidência é muito mais acelerada entre mulheres, fenômeno que ganhou o nome de feminização da aids. No mundo todo, as mulheres já representam 50% da população infectada. A Organização das Nações Unidas (ONU) aponta a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres como fatores determinantes para o crescimento da aids entre mulheres.

Os organizadores da “I Reunião Ministerial de Políticas para as Mulheres e HIV/Aids: Construindo alianças entre Países de Língua Portuguesa para o Acesso Universal” são a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e o Ministério da Saúde. Apóiam o evento o Ministério das Relações Exteriores, o CICT, o UNAIDS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – (UNIFEM).

Fonte:cem.sc

Motivos da IV Frota dos EUA voltar a patrulhar as águas da América Latina

rprota @ 23:50

A partir do dia 12 de junho a IV Frota dos Estados Unidos volta a patrulhar as águas da América Latina. Nenhuma potência mundial toma uma decisão importante se não há detrás um grande motivo. O especialista em temas de segurança da Universidade de San Andrés Khatchik Der Ghougassian disse ao diário argentino Clarín que há dois motivos principais de tal decisão: os recursos naturais e aparecimento na América Latina de governos chamados populistas.
"Nunca vão (EUA) admitir que é por recursos naturais, mas não é uma coincidência a decisão ter aparecido no momento de início de um cambio estructural da economia mundial em que as reservas de água potável, alimentos e recursos energéticos ( que nossa região tem em abundância) se posicionam como um valor estratégico importante?, disse.

Os objetivos declarados de Pentágono são interatuar e treinar as outras armadas , lutar contra trafico ilícito , colaborar com ajuda humanitária em casos de desastres naturais e manter as vias econômicas de comunicação por mar livres e abertas. Os EUA não ocultam a imensa importância que têm os mares de Hemisfério Ocidental e admitem que se aumentará sua a capacidade de atuar , quer dizer, os elementos da Frota vigilarão barcos e aviões , incluindo os civis e comerciais , que navegam ao sul dos EUA.

Iniciarão com 11 navios e um porta-aviões.

Porém, outras declarações deixam a impressão os objetivos estarem mais amplos e implicam uma penetração em território latino-americano preocupante. James Stevenson, comandante da Marinha do Sul dos EUA , precisou que seus navios chegarão até o tremendo sistema de rios do continente, navegando não só em alto mar, mas em águas interiores. Isto significa a instalação de um controle vasto no território dos países latino-americanos.

Entretanto se visam outros motivos. Há um líder, Hugo Chávez, que complica-lhes a vida. E há um país, o Brasil, com projeto de liderança, que não é contra os EUA, mas restringe seu poder. É pouco provável os EUA invadirem Amazonas, ainda não é absolutamente impossível.

Se ganhar Obama, a situação ficará conservada e risco não aumentará. Tanto Venezuela , como Brasil já responderam. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo pediu aos Estados Unidos que explique o motivo da reativação da IV Frota, tema que foi abordado por seu par venezuelano, Hugo Chávez, durante a 35ª Cúpula do Mercosul, informa ANSA.

Durante uma coletiva de imprensa após a Cúpula do Mercosul, e já como presidente de turno do bloco, Lula foi questionado se concordaria com a opinião de Chávez de que a IV Frota seria uma "ameaça" à região.

"Antes de viajar à cúpula, pedi à chancelaria para se comunicar com o Departamento de Estado norte-americano para que nos dê explicações sobre o porquê da reativação da IV Frota", disse Lula.

Após analisar os documentos de Pentágono, a investigadora mexicana Esther Ceceña chegou à conclusão os EUA considerar todo o continente americano como uma grande ilha, como fortaleza em que se pode até lutar contra outra potência. Para países latino-americanos a tarefa principal hoje em dia é criar uma União militar única para a América Latina. Já circulam alguns projetos iniciados pelos governos do Brasil e Venezuela, mas estes têm os objetivos da consultaria e não prevêem a atuação em conjunto no campo militar.

Publicado por Daniel Lavieri

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Reservas brasileiras de petróleo podem ser questionadas por alguns países

rprota @ 23:41

Fonte: EFE

Rio de Janeiro, 14 de maio - O presidente da Agência Nacional de Petróleo do Brasil, Haroldo Lima, advertiu que as reservas que a companhia petrolífera Petrobras descobriu no oceano Atlântico podem ser questionadas por países que não reconhecem o limite de 200 milhas para as águas territoriais. Lima, em um comparecimento à Câmara dos Deputados, disse que é necessário levar em conta o risco de alguns países não reconhecerem o direito do Brasil nas reservas descobertas nos últimos meses a aproximadamente 300 quilômetros do litoral.O presidente do órgão regulador citou especificamente os Estados Unidos entre os países que questionam o mar territorial de 200 milhas (370 quilômetros).“Nós afirmamos que o limite são as 200 milhas. Vários países concordam e outros não. Eu me lembro que um dos (países) que é meio mal-humorado com esse negócio das 200 milhas é os EUA. Eles não respeitam muito as 200 milhas”, afirmou.

“Se eles insistirem que as 200 milhas não existem, teremos um problema”, acrescentou.

Lima afirmou que, diante de tal preocupação, deve se reunir nos próximos dias com o ministro de Defesa, Nelson Jobim, para tratar sobre a vulnerabilidade do país ao explorar petróleo e gás natural em águas consideradas como extensão do território do Brasil.

“Não é possível fazer uma coisa tão importante (explorar novas áreas) sem defesa”, afirmou.

“Explicarei (ao ministro) que é importante prever que haverá nas proximidades das 200 milhas um fato de extrema importância estratégica para o Brasil. Isso é um problema que a Nação brasileira tem que levar em conta”, afirmou.

Lima se referiu especificamente às reservas que a Petrobras descobriu em águas profundas do oceano Atlântico, abaixo de uma extensa camada de sal localizada a cerca de 5.000 metros de profundeza, próxima às costas dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Trata-se de áreas que a companhia petrolífera explora em associação com empresas como a hispano-argentina Repsol e a inglesa British Gas na chamada bacia marinha de Santos.

Uso de álcool faz mulheres sexualmente abusadas passarem de vítimas a culpadas

rprota @ 23:21
AIMBeleza.com.br » Conteúdo » Comportamento
Nº: 433 | Post: 6/3/2008 | Views: 23 | Votos: 1 | Avaliação: 5,0
Novo artigo divulgado pelo CISA aponta que mulheres vítimas de estupro têm mais probabilidade de levarem a culpa se tiverem consumido álcool

Segundo pesquisa publicada na revista científica Addictive Behaviors e recém-divulgada pelo CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool -, em casos de estupro, a presença de álcool e o tipo de resistência usada pela mulher contra o violador podem afetar a percepção dos outros em relação ao "quanto" a vítima estava disposta a participar do ato.

Com base neste fato, o estudo "Rape blame as a function of alcohol presence and resistance type" teve como objetivo principal investigar e comparar o ponto de vista feminino e masculino a respeito de uma situação sexual ambígua. Além disso, a pesquisa avaliou se a percepção dos respondentes seria influenciada por suas características pessoais:

  • expectativas quanto ao uso de álcool (especialmente quanto aos domínios de poder, dominação e satisfação sexual)
  • padrão e quantidade consumida de álcool (diária, semanal e mensal), assim como o tipo de bebida preferido e,
  • o ponto de vista sobre o papel social da mulher, ou seja, se conservador ou liberal

Para o estudo, foi selecionada uma amostra constituída por 213 respondentes (70 homens e 143 mulheres), de faixa etária entre 18 e 23 anos. Pediu-se aos participantes que avaliassem três situações da vida diária, apresentadas na forma de vinhetas (vídeo). Eles deveriam atuar como conselheiros de emergência no caso em que uma mulher acabara de sofrer um atentado. O uso de álcool pela mulher e o tipo de defesa dela contra o atentado foram tomados como variáveis aleatórias, cuja combinação gerou quatro situações possíveis:

  • consumo alto de álcool/baixa resistência;
  • consumo baixo de álcool/baixa resistência;
  •  consumo baixo de álcool/alta resistência;
  • consumo alto de álcool/alta resistência.

Em cada situação, os respondentes foram solicitados a julgar a responsabilidade da vítima pelo atentado.

Conforme os autores, de forma geral, os agentes do estupro são reconhecidos como errados e responsáveis pelo ato. Porém, a vítima é frequentemente responsabilizada nas situações em que o uso de álcool está presente, de tal forma que se tem a percepção de que a mulher, ao beber, esteja sexualmente disponível.

Já quanto às características do respondente, independente se homem ou mulher, quanto mais conservador sobre o papel social da mulher, maior o rigor em julgá-la como ré do próprio estupro. Em contrapartida, o gênero (feminino ou masculino) do respondente e suas expectativas quanto ao uso de álcool não exerceram nenhum tipo de influência quanto ao julgamento da responsabilidade da vítima. Finalmente, quanto ao tipo de resistência usado pela mulher sexualmente abusada, não houve diferenças de julgamento, contrário ao que se esperava, já que quanto mais forte a evidência de resistência física, maior a probabilidade do atentado ser reconhecido como estupro e a mulher, como vítima.

Os autores não fizeram menção sobre possíveis associações entre o julgamento do respondente e seu padrão de uso de álcool.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data para comemorar os feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher. No entanto, atualmente, a realidade enfrentada pelo sexo feminino ainda é preocupante. Além da violência ocorrida nas ruas, muitas mulheres sofrem agressões dentro de suas próprias casas e, muitas vezes, ainda recebem a culpa.

Título: Atribuição de culpa a mulheres que fizeram uso do álcool e foram vítimas de violência sexual
Título em inglês: Rape blame as a function of alcohol presence and resistance type
Autores: Calvin M. Sims, Nora E. Noel e Stephen A. Maisto
Fonte: Revista Científica - Addictive Behaviors 32: 2766-2775, 2007
Local da pesquisa: Departamento of Psychology, University of North Carolina Wilmington, United States

Sobre o CISA
O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool - CISA, organização não governamental lançada, em 2004, pelo psiquiatra e especialista em dependência química, Arthur Guerra de Andrade, é hoje a maior fonte de informações sobre o binômio álcool e saúde. Por meio de seu website (www.cisa.org.br), o CISA dispõe de um banco de dados com mais de 1.600 títulos, desde publicações científicas reconhecidas nacional e internacionalmente, dados oficiais, até notícias publicadas em jornais e revistas destinados ao público em geral. Além de estar comprometido com o avanço do conhecimento na área de saúde e álcool, o Centro também atua na prevenção do abuso e os problemas do uso indevido da substância, por meio de parcerias e elaboração de materiais de apoio a pais e educadores.

Fonte
Centro de Informações sobre Saúde e Álcool - CISA

Delegado da PF diz à Procuradoria que foi afastado da Satiagraha

rprota @ 23:11

Plantão | Publicada em 18/07/2008 às 20h19m

Reuters/Brasil Online

BRASÍLIA (Reuters) - Em queixa formal apresentada na quinta-feira à Procuradoria da República em São Paulo, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou ter sido afastado do comando da operação Satiagraha.

O delegado reclamou ainda de supostas obstruções às investigações, como a falta de recursos humanos e materiais para o trabalho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério Público em seu site.

Com base na queixa, os procuradores Anamara Osório Silva e Rodrigo de Grandis pediram a abertura, pela Procuradoria da República em São Paulo, de procedimento administrativo. A representação foi distribuída ao procurador Roberto Antonio Dassié Diana, que irá apura a denúncia.

Desde o início da semana o governo tem tentado rebater os rumores de que o delegado teria sido afastado por motivos políticos. A operação Satiagraha levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Citou também o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, e o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado de Dantas.

A Polícia Federal chegou a divulgar trechos editados de uma gravação feita durante a reunião em que ficou decidida a saída de Queiroz do comando das investigações para tentar comprovar que o delegado não fora pressionado.

No áudio divulgado, o delegado fala textualmente que pretende deixar a operação. Segundo a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, um dos elementos que poderão ser usados no procedimento administrativo será justamente a íntegra dessa gravação. (Reportagem de Fernando Exman)

16/07/2008 GMT -3

Homem que prendeu o banqueiro Daniel Dantas deixa a PF

rprota @ 16:08

Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Em mais um capítulo do conflito gerado com a prisão do banqueiro Daniel Dantas, o delegado federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, deixou, nesta segunda, o comando das investigações, depois de uma reunião tensa com a direção da Polícia Federal em São Paulo. Desgastado internamente por levantar suspeitas contra a direção da Polícia Federal, Queiroz foi pressionado a pedir afastamento. Em solidariedade, outros dois policiais que participavam do caso, os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pellegrino Magro, também abandonaram as investigações.

O racha na Polícia Federal se materializou no mesmo instante em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir a crise e tentar evitar que ela chegue ao Palácio do Planalto. Em meio à crise e uma onda de boatos sobre o agravamento da crise, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa entrou de férias por 15 dias.

Versões contraditórias

As explicações sobre a saída de Protógenes são contraditórias. Alvo de sindicância interna que o coloca como principal suspeito do vazamento das informações sobre a operação e em guerra aberta com seus superiores – sobre os quais chegou a levantar suspeitas de que estivesse sendo boicotado – Queiroz disse que foi obrigado a se afastar das investigações sobre Daniel Dantas e os demais integrantes do Grupo Oppottunity. A pressão, segundo contou a outros delegados, juízes e procuradores, foi exposta numa reunião na superintendência da PF em São Paulo, onde participaram os delegados Paulo de Tarso Teixeira e Roberto Troncon Filho, diretor de Combate ao Crime Organizado a PF e superior de Protógenes.

O homem que viveu a glória de prender um dos banqueiros mais poderosos do país se viu obrigado a sair de cena com uma justifica oficial prosaica. A direção da PF informou apenas que Protógenes Queiroz vai fazer um curso superior de polícia na Academia da PF em Brasília, que começa na próxima segunda-feira, e por isso pediu para se afastar. Como o delegado havia reivindicado na justiça o direito de participar do curso, essa era a melhor explicação para o afastamento.

A direção da Polícia Federal informou, através de sua assessoria, que a saída dos três delegados não vai atrapalhar as investigações contra o grupo de Daniel Dantas abertas com a Operação Satiagraha. O caso, informou o órgão, não pertence a pessoas e sim à instituição. A equipe que trabalha na apuração será reforçada para analisar o material apreendido nos endereços devassados na última terça-feira passada .

O relatório da Operação Satiagraha deixado pela equipe de Protógenes Queiroz deixa em aberto várias outras frentes de investigação. A mais consistente, com fartura de diálogos captados no grampo telefônico, reforça o papel do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, em franca articulação de bastidor para influenciar decisões a favor do Grupo Opportunity em órgãos oficiais, especialmente no Palácio do Planalto.

Citado ao lado de Guilherme Henrique Sodre Martins, assessor de Dantas conhecido por Guiga, e do braço direito do banqueiro, Humberto José Rocha Braz, o Guga, preso sob a acusação de tentar subornar um delegado, Greehalgh aparece como um dos principais alvos da investigação.

Fortes indícios

“Há fortes indícios da participação destas pessoas nos delitos de formação de quadrilha, de tráfico de influência e corrupção ativa, sendo que para estes dois últimos delitos, esperamos obter mais elementos probatórios após a realização de buscas e apreensões”, diz o relatório.

Outra frente de investigação deixada pela equipe que saiu do caso é o agronegócio, atividade que, segundo afirma o relatório da Polícia Federal, era usado pelo Grupo Opportunity para lavar a fortuna obtida de investimentos movimentados no exterior, cuja origem era o dinheiro público desviado. No alvo da Polícia Federal e Ministério Público estão empreendimentos rurais estimados em mais de R$ 500 milhões, usados para a compra de fazendas e criação de gado no Pará.

O centro dos investimentos é a antiga Fazenda Cedro, a 50 quilômetros de Marabá, no Sul do Pará, para onde convergem projetos voltados para a produção de biodiesel e gado de raça. O relatório cita duas empresas, a Santa Bárbara Xinguara, cuja sede fica em Amparo (SP) e Acobaça Consultoria e Participações, de Três Rios (RJ), cujos donos são a irmã de Daniel Dantas, Verônica Dantas e seu ex-marido, Carlos Rodenburgo, apontado como gerente financeiro do grupo.

Segundo a polícia, Dantas pretendia construir um porto no Pará e, para isso, contava com a ação de Greenhalgh para atuar junto às autoridades do governo estadual.

Presidente de CPI lamenta afastamento de delegado

rprota @ 16:01

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente da CPI das Escutas Clandestinas, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), lamentou o afastamento do delegado Protógenes Queiroz das investigações da Operação Satiagraha da Polícia Federal. O nome do delegado está entre os requerimentos de convocação que podem ser aprovados nesta quarta-feira pela comissão, já que o caso deve se tornar foco de investigação da CPI.

A operação da PF prendeu 24 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Todos são acusados de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção.

Itagiba afirmou que a saída de Queiroz da linha de frente do caso prejudica as investigações do inquérito. "É um grave prejuízo para as investigações a saída do delegado Protógenes", analisou.

O delegado da PF pediu afastamento do inquérito com a alegação oficial de que estaria matriculado em um curso superior de polícia desde março. Na segunda-feira, teve início a fase presencial em Brasília e, por isso, ele teria de se ausentar do posto por 30 dias.

A CPI pretende votar hoje uma série de requerimentos relacionados ao caso, entre eles o de convocação do banqueiro Daniel Dantas.

Procuradores pedem que delegado volte a conduzir inquérito sobre caso Dantas

rprota @ 15:55

16/07/2008 - 14h49 - Atualizado em 16/07/2008 - 15h14

Ofício foi enviado ao diretor-geral da Polícia Federal.
PF diz que afastamento de delegado não se deve a críticas sobre a operação.



Do G1, em São Paulo entre em contato

Em ofício enviado nesta quarta-feira (16) diretor-geral da Polícia Federal, Luís Fernando Correa, os procuradores da República Rodrigo de Grandis e Anamara Osório Silva pediram que o delegado Protógenes Queiroz e sua equipe voltem a conduzir o inquérito sobre a operação Satiagraha.

Entenda a Operação Satiagraha

Grandis é o responsável no Ministério Público Federal em São Paulo pela condução da Operação Satiagraha. Anamara Osório Silva foi responsável pelas ações relativas ao caso Kroll. No ofício, eles afirmam que o afastamento compromete a “eficiência administrativa nas investigações”. 
  

Na terça-feira (15), o delegado se afastou do comando das investigações. Segundo a assessoria da PF, ele terá que concluir o Curso Superior de Polícia, que é obrigatório para todos os agentes que já têm pelo menos dez anos de serviço. A PF diz que o afastamento não tem a ver com as críticas à condução da operação.

O banqueiro Daniel Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta são investigados na operação.

"O delegado e sua equipe fizeram um trabalho excelente e deveriam permanecer à frente das investigações. A saída da equipe do caso é prejudicial uma vez que a PF e o MPF estão na fase de análise de documentos”, disse de Grandis, segundo a assessoria do MPF.

Ele acrescentou que acredita, no entanto, que a Polícia Federal irá designar um delegado à altura e proporcionará as condições necessárias para a execução do trabalho.
 

 URL:http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL648654-9356,00.html

O detento mais jovem de Guantánamo merece estar preso, afirma militar

rprota @ 14:39

OTTAWA (AFP) — O mais jovem dos presos em Guantánamo 'ganhou sua estada no campo de detenção', afirmou nesta quarta-feira, a um jornal canadense, o soldado americano que sofreu uma emboscada num prédio afegão em que Omar Khadr foi detido.

"Omar não é um menino que simplesmente foi tirado da rua, indiciado por erro e julgado injustamente", afirmou o sargento reformado Layne Morris ao National Post.

"Acho que ele está justamente onde deve estar", enfatizou.

O governo americano afirma que Khadr, de nacionalidade canadiense, único sobrevivente de um bombardeio contra barracões no leste do Afeganistão, saiu dos escombros e matou um sargento com uma granada. Depois recebeu dois disparos nas costas.

Na véspera, os advogados de Khadr divulgaram um vídeo do interrogatório onde ele aparece chorando copiosamente e perdendo a razão diante de agentes de inteligência do Canadá.

Khadr é visto sendo interrogado por agentes do Serviço de Inteligência de Segurança de seu país em fevereiro de 2003 na base naval norte-americana de Guantánamo (Cuba).

O vídeo tem 7,5 horas de um interrogatório de três dias. Khadr tinha 16 anos de idade no momento de sua captura em 2002 no Afeganistão por suspeitas de terrorismo.

Inicialmente, foram apresentados 10 minutos e os advogados de Khadr anunciaram que nesta terça-feira será divulgada uma versão completa do vídeo, seguindo ordens da corte.

Nas imagens, que parecem ter sido captadas em um ducto de ventilação, são feitas perguntas a Khadr sobre o que sabe a respeito da Al-Qaeda e sobre sua fé muçulmana. Às vezes chora e puxa os cabelos de desespero, informou o jornal Globe and Mail em seu site.

Também mostra seus ferimentos aos interrogadores. Um deles responde dizendo que está recebendo um bom tratamento médico e que deve cooperar.

O vídeo de dez minutos não revela se o detento sofreu agressões ou outros abusos físicos na prisão.

A divulgação do vídeo ocorreu depois que documentos do governo mostraram que Khadr foi privado de sono antes de ser interrogado para que admitisse seus crimes mais facilmente, informou a imprensa canadense.

Khadr era levado para uma cela diferente a cada três horas para que ficasse mais suscetível a falar em uma tática que as autoridades norte-americanas descreveram como "programa do viajante freqüente".

A defesa e juristas internacionais insistiram várias vezes para que Omar Khadr fosse tratado como uma criança-soldado.

Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, pediram em vão para que o primeiro-ministro canadense exigisse dos Estados Unidos a extradição de Khadr, uma rejeição que, segundo a imprensa canadense, agora será mais difícil de ser justificada.

15/07/2008 GMT -3

Delegados da Operação Satiagraha foram obrigados a deixar o caso, diz TV

rprota @ 23:10

Os três delegados que atuaram na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, --Protógenes Queiroz, Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro-- foram obrigados a deixar as investigações sobre a suposta prática de crimes financeiros, informou nesta terça-feira o "Jornal Nacional", da TV Globo.

Segundo o telejornal, os delegados informaram ao juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, e ao procurador da República em São Paulo, Rodrigo De Grandis, que foram obrigados pela direção da PF a deixar as investigações.

Segundo a PF, os delegados deixaram as investigações por motivos pessoais. Queiroz, responsável pelo caso, por exemplo, deixou o inquérito para realizar um curso obrigatório para todos os delegados que já têm pelo menos dez anos de serviço.

Segundo a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), o curso superior de polícia é obrigatório principalmente para quem vai mudar de categoria, passando de delegado de 1ª classe para delegado especial, a última entre as quatro graduações na função.
O curso, de acordo com a entidade, tem uma fase presencial, que começa a partir da próxima semana. A assessoria da ADPF informou que o presidente da associação, Sandro Torers Avelar, também vai participar das aulas.

A assessoria do Ministério Público Federal em São Paulo não confirmou se o procurador recebeu o ofício enviado pelos delegados. Na assessoria da Justiça Federal em São Paulo ninguém foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse na noite desta terça-feira que é uma "coincidência" o afastamento de Queiroz das investigações e o fato de o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, tirar férias neste mesmo período.

Tarso deu a entender ainda que Protógenes havia concluído seu trabalho na Operação Satiagraha e que o afastamento do delegado não causará prejuízos às investigações. "O inquérito está praticamente, 99,9%, terminado", afirmou o ministro, após reunião no Palácio do Planalto.

Críticas

A operação comandada por Queiroz foi criticada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, pelo fato de a prisão dos investigados, surpreendidos em suas casas na madrugada do último dia 8, ter sido mostrada na TV.

Mendes classificou a ação da PF de 'espetacularização' também pelo uso de algemas nos presos.

Por conta dos questionamentos do presidente do STF, o ministro Tarso Genro (Justiça) pediu a abertura de sindicância para apurar se houve abusos de agentes da instituição durante a operação. O ministro reconheceu abusos na operação.

Em entrevista publicada no domingo na Folha, o ministro da Justiça defendeu o trabalho de Queiroz. "Protógenes fez um trabalho brilhante de natureza técnica, independentemente de ter cometido equívoco ou não", disse Tarso na entrevista.

Em outra reportagem da Folha, também publicada no domingo, informa que a cúpula da Polícia Federal gostaria de afastar o delegado. Segundo o texto, apesar dos possíveis excessos da operação, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, avalia que a investigação teve mais méritos que defeitos.

Deflagrada no último dia 8, a Operação Satiagraha resultou na prisão de Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e de mais 14 pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha.

No domingo, o único investigado que estava foragido, Humberto Braz, assessor de Dantas, se entregou à polícia. Continuam presos apenas Braz e o consultor Hugo Chicaroni.

Fundo Opportunity perde quase R$ 1 bilhão em apenas 3 dias

rprota @ 14:14
POSTADO ÀS 11:52 EM 11 DE Julho DE 2008

Do Estadão

O patrimônio dos fundos de investimentos do Opportunity encolheu quase R$ 1 bilhão desde a prisão de vários integrantes do comando do grupo, entre eles o sócio-fundador Daniel Dantas e seu principal executivo, Dório Ferman. De acordo com explicações do diretor comercial do Opportunity, Fernando Rodrigues, esse montante, equivalente a 6,2% do patrimônio total, inclui os saques realizados desde a última terça-feira, quando ocorreram as prisões da Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal; e também os resgates já agendados pelos cotistas para os próximos 90 dias.

"Queremos oferecer o máximo de transparência", disse Rodrigues, ao explicar ontem o rumo que a instituição decidiu adotar. "Estamos trabalhando para tranqüilizar os clientes."

O diretor comercial lembrou que esse tipo de atitude não constitui novidade na instituição. Essa foi a mesma política que adotou em 2004, em outro momento de turbulência, quando Dantas foi indiciado pela PF na chamada Operação Chacal - que investigou o esquema da suposta espionagem industrial que teria ocorrido durante a briga entre o Opportunity e a Telecom Italia pelo controle da Brasil Telecom (BrT).

A gestora de recursos do Opportunity ocupa atualmente a 15ª posição no ranking da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid). Desde terça-feira a instituição vem divulgando o percentual de resgates dos fundos e também a composição de sua carteira de investimentos.

PERDA E RECUPERAÇÃO
Em 2004, no período de 90 dias que se seguiu ao anúncio do indiciamento de Dantas, as perdas dos fundos de investimentos do grupo atingiram entre 10% e 15% do seu patrimônio total. Essa situação, porém, acabou sendo revertida em nove meses, segundo Rodrigues.

"Passamos a crescer e superamos as turbulências da época", afirmou o diretor. Ele destacou ainda que 80% do patrimônio dos fundos estão relacionados a clientes que investem no Opportunity há 15 anos.

"São pessoas que enriqueceram com a gente. Queremos mostrar que a performance continua a mesma", afirmou.

Fonte: blog de Jamildo

Após repercussão negativa, Senado desiste da criação de 97 cargos de confiança

rprota @ 14:03

15/07 - 12:30, atualizada às 13:35 15/07 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - A mesa diretora do Senado desistiu da criação de 97 cargos de confiança, que não exigiam concurso público e dariam salários de R$ 10 mil para os indicados. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou que a repercussão negativa após o anúncio da ampliação dos cargos comissionados foi decisiva para o recuo. "A repercussão negativa foi [decisiva]. Não dá para negar e tapar sol com uma peneira", explicou.

Garibaldi ainda leu uma nota oficial, que será divulgada nesta tarde, em que a criação das 97 vagas é sepultada. O texto basicamente comunica que, mesmo sem uma reunião da mesa diretora os integrantes conversaram por telefone e, por não haver unanimidade, recuaram da decisão.
 
O presidente também tentou amenizar a situação em que se encontram os demais integrantes da mesa diretora que apoiaram a criação dos cargos, em especial o senador Efraim Morais (DEM-PB), alegando que o pleito não estava na "contra-mão".
 
"Alguns defenderam [a criação dos cargos]. Não acho que seja posição equivocada e que eles estejam na contramão", afirmou.
 
Decisão anunciada
 
Na tarde de segunda-feira, o presidente Garibaldi já havia antecipado o assunto e afirmou que a mesa deveria recuar da decisão de criação e mandar para o arquivo o decreto que instituiu as novas vagas. De acordo com ele, a criação dos cargos teria se revelado "imprópria e inoportuna".

A abertura das vagas foi feita na última quarta-feira (9) por meio de uma resolução da mesa diretora. Devido à repercussão negativa, Garibaldi já havia suspendido a decisão, alegando que a matéria deveria ser votada em plenário, por todos os senadores, para que tivesse efeito.

A estratégia do presidente era de constranger os parlamentares para que derrubassem a criação das vagas, o que surtiu efeito entre os dirigentes da Casa. De acordo com o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), não houve ingerência dos líderes e a decisão pelo arquivamento foi exclusivamente da mesa diretora.

Apesar da não abertura dos 97 cargos de confiança, Garibaldi comentou que a decisão de se realizar um concurso público, para a contratação de 150 novos funcionários para diversas áreas de apoio à Casa e aos parlamentares, está mantida. A expectativa é que as provas aconteçam em setembro.

Cargos

A resolução da mesa diretora previa a criação de 97 cargos com salário de R$ 9.979, 24. Seriam 81 assessores de gabinete, uma para cada senador, e 16 auxiliares para as lideranças. Com a criação dos novos cargos, a despesa do Senado seria ampliada em mais de R$ 800 mil por mês e R$ 10 milhões por ano, sem contar os encargos como o INSS e horas extras.

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14/07/2008 GMT -3

Senado deve recuar da decisão de criar 97 cargos sem concurso público

rprota @ 20:42


GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Mesa Diretora do Senado deve recuar nesta terça-feira da decisão de criar 97 cargos sem concurso público na Casa Legislativa, com salários de quase R$ 10 mil. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta segunda-feira esperar que os sete integrantes da Mesa desistam de criar as vagas diante do desgaste na imagem do Legislativo provocado junto à opinião pública.

"A confiança que eu tenho é que a Mesa não vai expor o plenário do Senado à essa decisão [de criar os cargos] que pode ser tomada por ela própria, voltando atrás em um ato que se revelou impróprio, inoportuno, que causou protestos", afirmou.

A Mesa havia decidido, por conta própria, criar os 97 cargos na Casa Legislativa sem o aval do plenário do Senado. Alertado de que a Constituição Federal determina que somente o plenário da Casa pode deliberar sobre a criação de cargos, Garibaldi decidiu reunir a Mesa nesta terça-feira para discutir o caso.

Os integrantes da Mesa vão ter que decidir se voltam atrás na decisão ou se elaboram um projeto de resolução com a proposta de criação dos cargos --que deve ser submetido à votação do plenário do Senado. Se for aprovado, as novas funções serão criadas. Do contrário, a matéria segue para o arquivamento. Se a Mesa arquivar por conta própria a matéria, ela nem chega à discussão em plenário.

"Eu não conversei nos últimos dias com nenhum membro da Mesa, ninguém me disse nada. Mas eu acho que a Mesa vai recuar", afirmou Garibaldi.

O presidente do Senado admitiu que existe uma "deficiência" de funcionários no Senado, mas disse que o problema deve ser solucionado por meio de um concurso público a ser realizado no segundo semestre deste ano. "Existem necessidades de todos os setores. Vamos contratar para onde há carência de vagas."

Garibaldi disse que a responsabilidade da criação dos cargos é de todos os integrantes da Mesa Diretora, e não de líderes partidários, como sustentam alguns senadores. "Vamos dar a César o que é de César. A Mesa tem que assumir sua responsabilidade, a decisão foi sua", enfatizou.

Na reunião da Mesa que decidiu a criação dos cargos, na semana passada, Garibaldi foi o único a se mostrar contra as novas funções, mas acabou vencido pelos demais sete senadores que compõem o comando do Senado. Alguns integrantes da Mesa justificaram o apoio à medida com o argumento de que havia sido referendada pelos líderes partidários.

Os líderes, por sua vez, afirmaram que não tinham conhecimento da criação dos cargos pois somente "apoiaram" um pedido do senador Efraim Morais (DEM-PB), primeiro-secretário da Casa, sem terem a dimensão do que se tratava. Alguns chegaram a afirmar que assinaram sem ler o documento apresentado por Efraim com a sugestão de criação dos cargos.

Novos funcionários

A Mesa criou os 97 cargos esta semana, sem alarde, com salários de R$ 9.979,24. Os novos funcionários seriam contratados sem concurso público para os gabinetes dos 81 senadores e lideranças partidárias. Cada senador poderia empregar um servidor por gabinete ou dividir o salário entre novos funcionários --de acordo com a sua necessidade. A estimativa é que os novos cargos custem cerca de R$ 900 mil aos cofres públicos.

Atualmente, cada senador tem direito a contratar seis assessores e seis secretários parlamentares. O número de servidores pode crescer se o parlamentar decidir dividir o salário de R$ 9.979,24 (pago para os assessores) entre um número maior de funcionários com remunerações mais baixas.


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Gilmar Mendes critica Tarso e diz que não teme impeachment

rprota @ 20:38

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

Fonte: agencia brasil

 
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São Paulo - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou hoje (14) o ministro da Justiça, Tarso Genro, e afirmou não temer a possibilidade de sofrer um processo de impeachment.

As declarações foram feitas após Mendes participar de um almoço na sede do jornal O Estado de S. Paulo. Para Mendes, o ministro não teria "competência para opinar sobre o assunto", referindo-se à concessão dos dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas. Sábado (12), Tarso Genro disse que a decisão de Mendes poderia facilitar uma possível fuga de Dantas para o exterior.

Já sobre o fato de procuradores da República estarem discutindo uma possível representação por "crime de responsabilidade" contra ele, que poderia resultar em um processo de impeachment, Mendes disse que não tem nenhum medo "desse tipo de ameaça ou retaliação".

"Não tem nenhum cabimento. A decisão [sobre a concessão do haeas corpus para o banqueiro Daniel Dantas, solto na última sexta-feira] foi extremamente bem recebida, absolutamente correta. Não há nenhuma razão para isso", disse o presidente.

Gilmar Mendes disse compreender que "os procuradores fiquem contrariados" com a sua decisão que, segundo ele, foi "absolutamente técnica", mas que isso não justificaria "nenhuma outra medida" tomada por eles contra o STF.

O presidente do Supremo também questionou se o equívoco seria realmente do Supremo, já que haveria hoje o que ele considera "um elevado número de concessão de habeas corpus" no STF.

"É um índice bastante expressivo se se considerar que essas decisões passam pelos tribunais de Justiça de qualquer estado, pelo Superior Tribunal de Justiça [STJ] e só depois chega ao STF. Em alguns casos, temos um índice de 50% de concessão de habeas corpus", afirmou Mendes.

Ao final da entrevista, Mendes disse ser um defensor da independência judicial e afirmou não ter instaurado ou ameaçado instaurar um procedimento administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Fausto De Sanctis, que decretou as duas prisões do banqueiro Daniel Dantas na Polícia Federal. "Nunca houve isso", disse ele.

Sobre a crise ou o conflito entre o STF e as instâncias de Justiça inferiores, Mendes disse que não "há perdedores ou ganhadores. Temos uma estrutura definida no texto constitucional em que cabe ao STF velar e guardar pela Constituição em última instância. Ele [STF] acerta e erra por último", disse Gilmar Mendes.

Abaixo-assinado exige saída de Gilmar Mendes do STF

rprota @ 20:33

Um abaixo-assinado na internet exige a saída do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendes é o atual presidente da Suprema Corte, e tem um mandato de dois anos à frente da instituição. O motivo do protesto são os dois habeas corpus concedidos por ele, na semana passada, ao banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal sob acusação de tentativa de suborno e crimes financeiros.

“Nós, cidadãos brasileiros, estarrecidos pelos acontecimentos da última semana, quando vários criminosos, entre eles DANIEL DANTAS, foram liberados graças à intervenção do Ministro GILMAR MENDES, do Supremo Tribunal Federal, exigimos a saída do Ministro GILMAR MENDES DO STF”, diz o abaixo-assinado, disponível em http://www.petitiononline.com/w267x65/petition.html.

Fonte: ultima hora news

Peluso substituirá Mendes no STF por 13 dias

rprota @ 20:29

Agencia Estado
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, sairá de recesso sexta-feira. No lugar de Mendes, ficará, nos 13 dias que antecedem o retorno dos ministros ao trabalho, o vice-presidente do STF, ministro Cezar Peluso. Durante a suspensão temporária das atividades do Judiciário, presidente e vice-presidente costumam revezar-se no comando do Supremo. Quando os demais ministros retornarem às atividades, no início de agosto, Mendes se livrará o assunto que dominou o plantão: a Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF).

Originalmente, o ministro Eros Grau deveria analisar o pedido de habeas-corpus que beneficiou o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, e outros 22 investigados pela PF. Como estava de férias, coube ao ministro de plantão, Mendes, analisar o requerimento, liminarmente. Quando retornar do recesso, caberá a Grau cuidar do caso.

Charge

rprota @ 01:15

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13/07/2008 GMT -3

Especialistas dizem que ofício de Mendes pode levar à análise da conduta de Sanctis pelo CNJ

rprota @ 00:48
Satiagraha

Publicada em 12/07/2008 às 23h32m

Jornal HojeLuciana Casemiro - O GloboEliane Oliveira Juiz da 6ª Vara Federal de SP, Fausto de Sanctis?=/Arquivo

RIO - O juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Dantas por duas vezes desde terça-feira, pode sim ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apesar de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STJ), ministro Gilmar Mendes, ter negado neste sábado ter feito um pedido para a investigação. É o que mostra reportagem de Luciana Casemiro, publicada neste domingo no jornal O Globo.

Mendes alega ter feito apenas "um registro", mas, na avaliação de especialistas, o simples encaminhamento de um ofício ao CNJ pode levar à abertura de apuração sobre o juiz federal.

- Quando ele expede um ofício ao CNJ ou à corregedoria, está naturalmente indicando que considera que houve uma conduta suspostamente irregular. Se o CNJ vai arquivar o ofício ou abrir procedimento para investigação, cabe ao conselho decidir - afirmou o advogado Juan Vasquez, professor de pós-graduação em direito empresarial da FGV

O advogado José Ribas Vieira, professor da pós-graduação da PUC-RJ, concorda.

- Apesar de a representação não ser formal, pode levar a uma investigação. Afinal, em seu despacho, o ministro fala em "conduta oblíqua" - explicou.

De Sanctis: 'fiz meu papel, é o que basta'

Em entrevista à TV Globo, Fausto de Sanctis afirmou que apenas tenta fazer seu trabalho com qualidade e imparcialidade, legitimado pelas leis e pela Constituição. Por sua vez, Mendes, que determinou a soltura de Dantas nas duas vezes, considerou 'abolutamente natural' as manifestações contrárias a suas decisões.

Segundo o juiz Fausto de Sanctis, o que o povo espera de um juiz é a imparcialidade e que ele fique livre de qualquer influência ou pressão.

- Eu fiz o meu papel. É o que basta - afirmou.

De Sanctis determinou a prisão do dono do banco Opportunity na terça-feira dentro da operação Satiagraha. Ele e mais 17 pessoas, entre elas o ex-preffeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, foram presas acusadas de crimes financeiros.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, em evento no Rio

No dia seguinte, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu habeas corpus a Dantas, que foi solto.

Menos de dez horas depois, o banqueiro voltou a ser preso, outra vez por determinação do juiz da 6ª Vara de SP. Novamente, Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao banqueiro, desencadeando uma disputa dentro do Judiciário e acusações de ambos os lados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, em viagem à Indonésia a Operação Satiagraha e pediu cuidado para que pessoas inocentes não sejam expostas nas investigações.

- É importante que a Polícia Federal trabalhe com todo o cuidado para não criar manchetes envolvendo nomes de pessoas que depois se transformam em inocentes e ninguém pede desculpas - afirmou o presidente.

Críticas por todos os lados

O habeas corpus concedido ao banqueiro Daniel Dantas desencadeou uma série de críticas. Neste sábado, a Associação de Magistrados do Brasil (AMB) divulgou uma nota de apoio ao juiz Fausto de Sanctis. Segundo a entidade, o juiz encontrou nos autos elementos suficientes para decretar a prisão preventiva de Daniel Dantas e, por isso, não pode ser alvo de qualquer tipo de censura ou represália, "a não ser dentro do processo ou por recursos cabíveis".

Na sexta-feira, antes mesmo de Daniel Dantas ser solto pela segunda vez,uUm grupo de 42 procuradores da República de diversos estado do país enviou uma "Carta Aberta à Sociedade Brasileira" em que criticam a decisão do STF.

No documento, os procuradores manifestam "pesar" pela decisão, que, segundo eles, atingiu "frontalmente as instituições democráticas brasileiras" e foi tomada "em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação".

Mais de 100 juízes que integram a Justiça Federal da 3ª Região, que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, também divulgaram um manifesto em apoio a Fausto de Sanctis . Eles se mostraram indignados com a decisão do ministro Gilmar Mendes.

   Fonte: o globo   

12/07/2008 GMT -3

Versos Íntimos

rprota @ 19:50

Poesias completas



Augusto dos Anjos

"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Pau d'Arco - 1901
(Eu e Outras Poesias)

11/07/2008 GMT -3

Garibaldi cancela criação de novos cargos no Senado

rprota @ 20:47

Agência Brasil

BRASÍLIA - Pressionado por parlamentares e pela má repercussão junto à opinião pública, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), resolveu suspender a criação de 97 cargos para os 81 senadores e gabinetes de lideranças. A decisão de criar esses cargos, sem concurso público, foi tomada na quarta-feira, em uma reunião da mesa diretora do Senado, presidida pelo próprio Garibaldi.

Na reunião, o presidente ainda ponderou aos colegas da inconveniência de se criar esses empregos, com salários de R$ 9.979, mas não teve apoio dos colegas.

- Vou tratar desse assunto na semana que vem. O aumento está suspenso mesmo, porque essa medida só seria implementada a partir de agosto - afirmou o parlamentar.

Garibaldi, entretanto, adiantou que não pode manter a decisão de suspender a criação dos cargos se os senadores que integram a mesa diretora não o acompanharem na decisão de encaminhar o assunto para uma votação em Plenário. No entanto, o senador afirmou que, "diante do que está acontecendo, diante desse clamor, o Senado tem que ser e será sensível".

O presidente do Senado destacou que, se a matéria for a Plenário, ele abrirá mão de presidir a sessão de votação, para poder registrar o seu ponto de vista a respeito da criação dos 97 cargos para os senadores. Presidindo a sessão, Garibaldi só pode se manifestar para desempatar uma votação.

Juízes de SP se dizem indignados com decisão do STF

rprota @ 20:41

Plantão | Publicada em 11/07/2008 às 18h41m

Fonte: o globo

O Globo Online

SÃO PAULO - Na tarde desta sexta-feira, 121 juízes que integram a Justiça Federal da 3ª Região, que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, divulgaram uma manifesto em apoio ao juiz federal Fausto Martin De Sanctis. Eles afirmam que estão indignados com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal que denunciou Sanctis ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região. A denúncia foi motivada por uma reportagem do jornal "Folha de S. Paulo", publicada nesta sexta-feira, e que afirma que Sanctis pediu à Polícia Federal que monitorasse o gabinete de Mendes. Sanctis negou qualquer determinação neste sentido.

Mendes libertou novamente nesta sexta-feira o banqueiro Daniel Dantas. Dantas é acusado de corrupção ativa e fraudes contra o sistema financeiro. Ele já havia sido libertado na quarta-feira, também por decisão de Mendes, e voltou a ser preso horas depois, por determinação de Sanctis.

Leia na íntegra a nota divulgada:

"Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o encaminhamento de cópias da decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região.

Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada pode interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito.

Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto De Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do Ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário.

Até às 17 horas de hoje, 11 de julho, os Juízes Federais abaixo identificados manifestaram-se conforme o presente manifesto, sem prejuízo de novas adesões.

130 juízes federais divulgam manifesto em protesto contra o presidente do STF

rprota @ 20:30

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Fonte:agencia brasil

 
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Brasília - Em um abaixo assinado divulgado no inícío da noite de hoje (11), 130 juízes federais da 3ª Região, em São Paulo, se dizem “indignados” com a atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de pedir ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da 3ª Região que investigassem a decisão do juiz federal Fausto de Sanctis, de autorizar a prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas. O dono do Banco Opportunity é investigado na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por suposto envolvimento em crimes financeiros.

Gilmar Mendes fez o encaminhamento aos órgãos após tomar conhecimento de nota publicada hoje, no jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual o gabinete da presidência do STF teria sido monitorado por agentes da Polícia Federal a pedido do juiz Fausto de Sanctis. Na última quarta-feira (9), o presidente do STF já tinha suspendido a prisão temporária de Dantas, que também fora decretada por Sanctis.

“Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada podem interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito”, sustenta o manifesto dos juízes federais.

No despacho de hoje, em que determinou a soltura de Daniel Dantas, Gilmar Mendes fez duras críticas ao entendimento do juiz Sanctis na análise do caso.

Procuradores e magistrados divulgam manifestos contra decisões de Mendes

rprota @ 20:26

As decisões do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de conceder habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, libertando-o, e de pedir investigação contra o juiz Fausto Martim de Sanctis (6ª Vara Federal Criminal) foram criticadas nesta sexta-feira (11/7) em três manifestos: um de procuradores regionais da República 3ª Região, outro de magistrados da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul) e o terceiro da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Preso temporariamente durante a operação Satiagraha da Polícia Federal, na terça-feira (8/7), Dantas conseguiu habeas corpus no Supremo na quarta-feira à noite, sendo libertado no dia seguinte. À tarde, no entanto, voltou a ter prisão decretada, desta vez, preventiva, sob o argumento de que ele poderia atrapalhar as investigações. Nesta sexta-feira, em nova decisão de Mendes, o banqueiro conseguiu habeas corpus que o põe em liberdade mais uma vez.

A nota dos magistrados é assinada por 121 juízes da Justiça Federal da 3ª Região e demonstra preocupação com a abertura de investigação contra De Sanctis —ele nega que tenha dado autorização para monitorar Mendes. “Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado”, diz o texto.

A carta dos procuradores, denominada “Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus 95.009-4”, começa afirmando que o dia é de “luto para as instituições democráticas”.

“As instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância”, afirma a carta, que vem ganhando adesões de procuradores.

Para a ANPR, tanto De Grandis, como De Sanctis, cumpriram com seus papéis previstos na Constituição. “Lembra a ANPR que tanto o magistrado Fausto De Sanctis, quanto o procurador da República Rodrigo De Grandis, possuem independência e autonomia funcional, garantidas pela Constituição Federal”, diz o texto.

Fonte:ultima instancia

Sexta-feira, 11 de julho de 2008

10/07/2008 GMT -3

Como colocar um fim à dor emocional

rprota @ 19:27
W W W . S O M O S T O D O S U M . C O M


Por: Bel Cesar - vidadeclaraluz@ajato.com.br

Podemos localizar em nossa vida fases em que uma dor emocional permanece instalada em nós por um longo período - um ano e meio, pelo menos. Vamos dormir sabendo que, ao acordar, sentiremos a mesma dor no peito. Geralmente isso ocorre quando vivemos algo maior do que nossa capacidade de elaborar.

A meta de transformar o sofrimento em autoconhecimento faz com que nos sintamos íntimos da nossa dor, tão próximos dela que, às vezes, sentimos pena de deixá-la. Eu me lembro claramente da primeira vez que senti nostalgia por perceber que uma dor emocional estava para acabar. Cheguei a perguntar para Gueshe Sherab: “Será que sem esta dor continuarei aprendendo tanto quanto aprendi ao senti-la?”. Ele riu e me respondeu: “Você não precisa chamar a dor para evoluir, pode ter certeza que sempre haverá sofrimento suficiente para aprender algo com ele. Quando a mente não está sobrecarregada com uma dor intensa, pensa melhor”.

Se estivermos sofrendo pela mesma dor há muito tempo, devemos identificar o momento de nos desapegarmos dela. É necessário sentirmos a dor apenas enquanto ela nos ajudar a aprender mais a nosso próprio respeito, ou seja, enquanto ela representar uma forma de ampliarmos a visão acerca de nós mesmos.

Parece óbvio que ninguém deseja se apegar à dor. Na realidade, porém, desapegar-se dela talvez seja um de nossos maiores desafios.

Aceitar a necessidade de abandonar um padrão emocional, mesmo que ele implique sofrimento, pode ser tão difícil quanto aceitar a morte de um ente querido, pois sentimos como se perdêssemos algo de nós mesmos. Em ambos os casos devemos aprender a fazer o luto. Como escreve Christine Longaker em Esperança diante da morte (Ed.Rocco): “O processo de recuperação da nossa dor pode nos ajudar a viver de maneira mais plena e apreciar cada dia e cada pessoa, como uma dádiva insubstituível. No luto, devemos por fim nos desapegar da pessoa que se foi; no entanto, podemos manter o seu amor conosco. Não somos abandonados na perda; podemos nutrir nossas memórias de amor, e permitir que o amor continue fluindo na nossa direção”. Do mesmo modo, quando nos separamos de um padrão emocional dolorido com o qual convivemos por tantos anos, devemos manter a consciência de sua importância em nosso processo de autoconhecimento: uma forma de gratidão pelo aprendizado.

Sogyal Rinpoche sugere o contato com a natureza como um potente método de pôr fim à dor: “Um dos métodos mais poderosos que conheço para aliviar e dissolver o sofrimento é ir para a natureza, contemplar uma cachoeira, em especial, deixando que as lágrimas e a dor saiam de você e o purifiquem como a água que flui. Pode também ler um texto tocante sobre a impermanência ou o sofrimento, e deixar a sabedoria contida em suas linhas trazer-lhe consolo. Aceitar a dor e pôr-lhe fim é possível”. (O livro Tibetano do Viver e Morrer, Ed. Talento )

Quando aceitarmos o fato de que podemos experimentar conscientemente nossa dor, então, estaremos prontos para nos liberar dela! Finalmente romperemos o hábito de autocomiseração e estaremos aptos para sermos felizes.

A intensidade da dor de uma emoção possui um tempo que lhe é próprio, mas que também tem seu fim. Se ela continuar presente depois de um tempo prolongado é porque a estamos invocando em demasia. É melhor pararmos de invocar essa dor e abrirmo-nos para o desconhecido, perguntando-nos: “Como serei sem esta dor”?

Muitas vezes encontramos justificativas nobres para não mudar, quando, na realidade, estamos é precisando ser mais sinceros com nossa fraqueza.

A sinceridade é um antivírus contra as interferências interiores e exteriores, pois quando somos sinceros não fazemos rodeios. A sinceridade nos dá coragem e abertura para lidar com qualquer situação, agradável ou desagradável. Desta forma, nos abrimos para o mundo. A falta de foco é um modo de nos protegermos das exigências do mundo, e de adiarmos nossa participação nele.

Ao saber quem somos, podemos adquirir a flexibilidade de perceber igualmente as nossas necessidades e as dos outros sem privilegiar nenhuma das partes. Assim, não estaremos amarrados a nós mesmos, nem nos confundiremos com os desejos dos outros.
Extraído do livro “O livro das Emoções” de Bel Cesar, Ed. Gaia.

  • Bel Cesar é terapeuta e dedica-se ao atendimento de pacientes que enfrentam o processo da morte.
    Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.
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    Email: belcesar@ajato.com.br


    W W W . S O M O S T O D O S U M . C O M
  • 09/07/2008 GMT -3

    Summertime - Ella Fitzgerald & Louis Armstrong

    rprota @ 02:58

    Elvis Presley - In The Ghetto...

    rprota @ 02:24

    Janis Joplin / Mercedes-benz (www.SoloMercedes.com )

    rprota @ 02:13
    Janis Joplin (1943 - 1970), su nombre completo es Janis Lyn Joplin. Fue un símbolo femenino de la contracultura de los 60. Fue la primera mujer blanca considerada gran estrella del rock.

    Nació el 19 de enero de 1943 en Port Arthur, localidad industrial de Texas. Los padres de Janis habían querido que fuera maestra. Su padre, Seth, trabajaba en una refinería. Su madre, Doroty, había destacado cantando en su instituto.

    Frases:
    =======

    "Lo que te hace sentir bien no te puede causar ningun daño" Janis Joplin haciendo referencia a las drogas.

    "Manejame, Señor. No me dejes, por favor. Me siento tan inutil aca abajo, sin nadie a quien amar. A pesar que he buscado por todos lados, no puedo hallar a nadie que me ame, que sienta mi cariño...Entonces, manejame Señor, oh, usame Señor! Te puedo enseñar lo duro que es tratar de vivir cuando estas solo? Todos los dias trato de avanzar, pero algo me empuja hacia atras. Algo esta tratando de pararme hacia mi forma de vida. Por eso, no me olvides aca abajo, Señor, no no no no no, no me olvides, Señor! No creo ser una persona excepcional aca en este mundo, lo se muy bien. Pero no creo que vayas a encontrar a nadie, ni siquiera uno, que pueda decir que ha tratado como yo lo he hecho. Lo peor que pueden decir ustedes de mi es que nunca estoy satisfecha..."

    Parte de la cancion "Work Me, Lord" de Janis Joplin (version del festival de Woodstock en 1969).

    "No entiendo como te fuiste...Y no entiendo porque la mitad del mundo aun esta llorando, cuando la otra mitad tambien sigue llorando. No lo puedo entender. Yo digo, si tuvieras un gato por un dia, pero de verdad lo quisieras tener por 365 dias, no? Pero no puedes, y lo tienes solo un dia. Pues yo te digo que mas vale que ese unico dia sea toda tu vida. Porque, oh bueno, puedes llorar por los otros 364 dias, pero vas a perder ese unico dia, y eso es todo lo que tienes. Tienes que llamar a esto amor. Eso es lo que es. Y si lo tienes hoy, ya no lo quieres mañana, porque ya no lo necesitas, porque, a decir verdad y como descubrimos a lo largo de la vida, el mañana nunca sucede. Siempre es el mismo puto dia..."

    Parte de la cancion "Ball And Chain" (version del album "Joplin In Concert") donde Janis hace una reflexion melancolica sobre el amor y la vida.

    João Acaiabe

    rprota @ 01:22

    Bambalalão

    rprota @ 01:07

    08/07/2008 GMT -3

    Melhore o relacionamento com seus pares

    rprota @ 18:04
    Carreira

    Fonte: cio.uol

    A integração de diversas áreas e o bom relacionamento entre pares são fundamentais para o sucesso dos projetos de TI
    Maya Townsend
    Publicada em 04 de abril de 2007 às 19h33

    Algumas semanas atrás, recebi a ligação do vice-presidente de uma grande empresa. Seu departamento tinha acabado de ser reestruturado e ele precisava, rapidamente, integrar as novas divisões sob sua responsabilidade e fazê-las colaborar com a organização já existente. O problema: ele herdou um grupo de pessoas que não entendiam porque a mudança aconteceu e que não entendiam porque teriam de redesenhar seus processos para se encaixar na nova estrutura organizacional. Para completar, eles estavam acostumados a trabalhar sozinhos e não viam razão para colaborar com seus pares. O VP teria de ajudá-los a encontrar o caminho ao mesmo tempo em que cuidava de melhorar o desempenho do departamento.
    A situação não é rara. Executivos de tecnologia vivem em um mundo de mudança no qual as únicas constantes parecem ser a busca por melhora contínua do desempenho, aumento de produtividade e colaboração com os pares. Neste ambiente altamente integrado e matricial, existem muito poucas pessoas e muito trabalho para que a gente se afaste dos outros. Nós nos apoiamos em nossos colegas para compartilhar conhecimento, resolver problemas em conjunto, fornecer dados e encontrar suporte para nosso trabalho.
    Mas a colaboração bem-sucedida demanda tempo e esforço concentrado. Por onde começar? Veja algumas dicas:

    Comece com o ‘por que?’
    As pessoas têm muito a fazer. Se eles não entenderem a verdadeira importância da colaboração, não farão nada. Por exemplo, alguém pode até concordar que a colaboração irá melhorar o atendimento ao cliente. Mas isto não é motivo suficiente para insistir na colaboração e trabalhar além dos limites de sua área quando o deadline se aproxima e a pressão aumenta. Porque perder tempo com um conceito que pode ter resultados ou não?
    Um argumento muito mais convincente seria “o departamento X trabalha com os seus clientes todos os dias. Se nós não desenvolvermos um relacionamento próximo com eles, nunca saberemos o suficiente para atender nossos clientes da maneira correta.” Com isso, fica claro o que é crítico, o que é necessário e quais as conseqüências de não colaborar.
    Este tipo de argumento é o primeiro passo para construir relações bem-sucedidas entre as áreas da companhia. Para entender a motivação, responda às perguntas abaixo:
    • O que está em jogo para a empresa e para os clientes se as divisões não colaborarem?
    • O que cada grupo tem que os outros precisam?
    • Porque alguns precisam de outros para melhorar o desempenho?

    Construa relações pessoais
    Simplismente concordar com a colaboração não faz ela acontecer. Para ser bem-sucedida, a colaboração leva tempo, interação e esforço.
    Se uma organização precisa de sinergia entre divisões, as pessoas devem construir bom relacionamento com as outras equipes. Isto não acontece na noite para o dia. Relacionamnetos se fortalecem quando as pessoas criam confiança umas nas outras. Isto vem com o tempo, conforme um sabe o time do coração do outro, a paixão por filmes antigos ou a preferencia por comida vegetariana.
    Isto é a fundação para que se crie a confiança no relacionamento. Confiança existe quando as pessoas podem contar com as outras para fazer o que querem fazer e para agir com intenções positivas. A melhor maneira de construir confiança é sendo confiável. Se um compromisso não puder ser honrado, aja proativamente e explique a situação, e desenvolva um plano de contingência para manter a parceria positiva.
    Com confiança, as pessoas percebem que têm poderosos aliados na organização. Estas pessoas são aquelas com quem irão converser quando as políticas organizacionais estiverem confusas, as prioridades mudarem ou circustancias especiais demandarem atenção diferenciada. Existe um benefício adicional em desenvolver esses relacionamentos entre as divisões: as pessoas podem fazer amigos no trabalho, o que, de acordo com um estudo do Gallup, é um dos principais indicadores de satisfação no trabalho.

    Fique atento à execução
    Ficar atento à execução não precisa ser algo dificil. Em uma reunião com representantes-chave de diversos grupos, indentifique:
    • Quais são os objetivos de curto e de longo prazo para a colaboração?
    • Como os envolvidos saberão que as metas foram atingidas?
    • Quais processos terão de ser estruturados para que o trabalho dê certo?
    • Qual o papel e as responsabilidades de cada grupo?
    • Qual será a periodicidade dos encontros? Quem é o responsável pelas reuniões?
    • Como as decisões serão tomadas? Quais decisões precisam ser levadas a superiores? A quem?

     Prepare-se para o inesperado
    É rara a organização que não tem uma mudança de planos no meio do caminho e é rara a aliança que esclarece todas as duvidas. Para desenvolver uma parceria realmente boa, saiba como lidar com mudanças organizacionais no meio do caminho e com mal-entendidos.

    Dê tempo ao tempo
    A última dica para desenvolver boas parcerias entre departamentos é simples, apesar de ser um desafio para muitos: dê tempo para que funcione. Os grupos devem ficar em contato para resolver tensões acumuladas, compartilhar melhores práticas, avaliar o progresso do trabalho e identificar oportunidades. Essas conexões constants farão a aliança funcionar.

    Maya Townsend é fundadora e consultora da Partnering Resources

    Elenco nota 10

    rprota @ 13:25

     

    07/07/2008 GMT -3

    (Túnel do Tempo)Jacarezinho: depoimentos e local do crime indicam execuções e responsabilidade da polícia na morte de menino de 3 anos

    rprota @ 21:31

    14/01/2008
    Fonte: renajorp-ms

    Na última quinta-feira, 10 de janeiro, uma ação policial na favela do Jacarezinho levou à morte de 6 pessoas (7, segundo a polícia), sendo uma delas Wesley Damião da Silva Saturnino Barreto, de 3 anos. No dia seguinte, logo pela manhã, a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência esteve na comunidade ouvindo depoimentos e vendo o local onde aconteceram três das mortes, inclusive a do pequeno Wesley. Segue o relato do que ouvimos e vimos.

    A ação policial começou por volta das 8h de quinta-feira (10/1/2007), com mais de 60 policiais do Bope, 3 BPM e 22 BPM, e foi dirigida pessoalmente pelo comandante do 3 BPM, Tenente Coronel Marcos Alexandre Santos de Almeida. As razões para a operação, apresentadas pela polícia para a imprensa, variaram muito: no início era "combate ao tráfico", depois "busca de veículos roubados" e "cumprimento de mandados judiciais". Na sexta-feira (11), quando a notícia da morte do pequeno Wesley já estava nos jornais, foi finalmente apresentada a versão de que a operação destinava-se a retirar barreiras montadas pelo tráfico em diversas ruas do Jacarezinho.

    A verdade é que os policiais, durante todo o dia, desfizeram barreiras, revistaram pessoas e apreenderam motos (muitas foram depois requisitadas de volta por seus donos legais, moradores da comunidade), mas também arrombaram casas (muitos policiais estavam com grandes alicates e molhos de chaves para abrir portas), ameaçaram e ofenderam as pessoas, feriram muitas (a maioria não quis denunciar por medo), espancaram outras e executaram jovens, segundo moradores com requintes de tortura.

    Segundo uma testemunha, um dos executados ainda de dia, chamado Zacarias, foi obrigado pelos policiais a beber duas garrafas de cloro (material de limpeza) antes de ser executado, próximo à Rua Dom Jaime. Ninguém negou que quatro dos jovens mortos fossem envolvidos com o tráfico local, mas todos disseram que em nenhum caso os que morreram estavam trocando tiros. Uma das vítimas, Flávio Augusto de Oliveira Serrano, 16 anos, não era traficante, foi retirado de dentro de sua casa e executado.

    Os traficantes atiraram sim contra os policiais, mas principalmente à noite, depois da emboscada que resultou na morte de dois rapazes e do pequeno Wesley. Foi nessa resposta dos traficantes que o soldado Sá do Bope foi ferido (foi o único policial ferido em toda a dita operação, que durou um dia inteiro).

    Mãe saiu para comprar fraldas

    No final da tarde, todas as barreiras já haviam sido retiradas, os tiros cessaram e muitas pessoas pensaram que os policiais já haviam ido embora. Mesmo assustadas, porque boa parte das ruas estavam às escuras (os policiais haviam atirado em vários transformadores), as pessoas arriscavam-se a sair de onde estavam, para ir para casa ou outro lugar. Entre essas pessoas, estava Débora Damião da Silva, 23 anos, que saiu para comprar fraldas, levando o seu filho de seis meses, Daniel, no colo, e o pequeno Wesley pelas mãos. Era cerca de 18h.

    No entanto, nem todos os policiais haviam ido embora. Muitos, a maioria aparentemente do Bope, dividiram-se em grupos para preparar emboscadas, aproveitando-se da escuridão. Um dos grupos, com cerca de 10 policiais, arrombou o portão e abriu a porta de um imóvel de três andares na Rua Esperança, quase em frente à residência da avó de Wesley, Helena Damião da Silva. Esse imóvel, que já fora utilizado outra vez pela polícia, estava vazio pois a senhora que nele reside estava viajando.

    Os policiais cortaram o cadeado do portão, abriram a porta com uma chave mestra (não há sinais de arrombamento), abriram os armários do quarto da senhora (aparentemente para pegar lençóis) e foram para a laje superior, de onde se tem uma visão completa de todo o trecho da Rua Esperança. Na sexta-feira, ainda se viam uma caixa de fósforos e uma luva de borracha ensangüentada que os policiais haviam deixado na laje.

    Fábio S. Santos (conhecido como Bimbim) e mais um rapaz (provavelmente chamado Denis) sentaram-se num banco de concreto que fica em frente ao n° 48 da Rua Esperança. Ao lado do banco, fica a escadaria pela qual Débora com seus filhos vinha subindo, voltando com o pacote de fraldas. Por volta das 18h50 os policiais da laje começaram a atirar na direção de Fábio e do outro rapaz, que foram atingidos, assim como o pequeno Wesley, que levou três tiros (no tórax, no ombro e no braço esquerdo). Todas as marcas de tiro no local mostram claramente que os disparos vieram de cima. Há perfurações no assento do banco onde estavam os dois rapazes, na calçada de concreto onde sai a escadaria, na porta de aço da casa de Helena e no chão da entrada de sua casa.

    Um dos rapazes baleados (aparentemente Fábio) pediu ajuda na casa de Helena, e logo tentou fugir sangrando pelo beco que dá acesso à casa invadida pelos policiais (há muitas marcas de sangue nas escadas do beco), mas foi perseguido pelos policiais e executado. O outro rapaz (possivelmente Denis), também baleado, estava caído gritando "perdi, perdi, estou puro!", mas os policiais o chutaram no peito e o executaram ali mesmo.

    Quando viu os tiros atingirem a porta de sua casa, Helena e mais quem estava ali correram para se abrigar na cozinha, mas ela ouviu os gritos do neto na escadaria e logo depois conseguiu vê-lo, através da janela, desmaiado e sangrando. Débora, ainda com Daniel no colo, tentava arrastar Wesley baleado para a casa da avó, quando apareceram os policiais, que não socorreram nem demonstraram nenhum interesse no drama da mãe e do menino. Só estavam interessados em acabar de executar e remover os corpos de Fábio e Denis. Finalmente Débora foi socorrida por uma amiga, que ficou com Daniel, e por um pastor amigo seu, que os levou ao Hospital Salgado Filho, mas Wesley não resistiu.

    Mesmo que os dois rapazes baleados tivessem trocado tiros (o que não aconteceu segundo todas as testemunhas ouvidas), a posição em que estavam eles, Débora e seus filhos (abaixo) e os policiais (acima), torna muito provável que as balas que atingiram Wesley tenham partido dos policiais. Há muitas marcas de bala na calçada por onde passam quem sai da escadaria subindo, bem como ainda eram bastante visíveis as manchas de sangue no mesmo ponto na sexta pela manhã.

    Claro que os policiais não devem ter alvejado Wesley propositalmente, mas da laje em que eles estavam pode-se ver todo o trecho da rua e a parte superior da escadaria, portanto é impossível que não tenham notado a presença de Débora, das crianças e de outras pessoas próximo do ponto em que estavam os rapazes.

    Como em muitos outros casos que já vimos em ações policiais em favelas, provavelmente ali os policiais dispararam contra seus alvos (os dois rapazes) sem se importar com a presença de outras pessoas na linha de tiro. No caso, há o agravante de que tratava-se de uma emboscada óbvia, e a iniciativa de tiro com certeza era dos policiais.

      Débora, ainda com Daniel no colo, tentava arrastar Wesley baleado para a casa da avó, quando apareceram os policiais, que não socorreram nem demonstraram nenhum interesse no drama da mãe e do menino. Só estavam interessados em acabar de executar e remover os corpos de Fábio e Denis. Finalmente Débora foi socorrida por uma amiga, que ficou com Daniel, e por um pastor amigo seu, que os levou ao Hospital Salgado Filho, mas Wesley não resistiu.

    A ação policial no Jacarezinho na quinta-feira (10/1) tem indícios mais que suficientes de execução sumária, violação de domicílio, tortura e desprezo por pessoas não envolvidas na linha de tiro. A responsabilidade pelas violações e crimes cometidos cabe não só aos policiais envolvidos diretamente nos incidentes, mas também aos oficiais que comandaram a ação, inclusive o comandante do 3 BPM.

    Vejam as fotos no site da Rede ou no Centro de Mídia Independente.

    Em agosto de 2007, a PM já havia executado uma mãe de 26 anos e um bebê também de 3 anos. Elizângela Ramos da Silva era manicure e foi atingida na cabeça. Em julho do mesmo ano, Leandro Silva Davi, de 16 anos, foi assassinado quando preparava o café da manhã dentro da cozinha da sua casa. A bala que o matou atravessou a janela da residência que dá para a Praça da Concórdia de onde partiam os tiros da operação policial. O jovem treinava futebol no São Cristóvão e era estudante. O tiro atingiu a região do coração. À época os moradores foram humilhados ao tentar socorrer as vítimas (leia aqui).

    Em junho de 2007 a comunidade do Jacarezinho já havia organizado manifestação contra as violentas operações policiais (do 3o e 22o BPM) na favela, que até então já havia causado 8 mortes (todas execuções sumárias, segundo testemunhas). Participaram da manifestação a Associação de Moradores do Jacarezinho, Centro Cultural, Escola de Samba, Celula Urbana do Jacarezinho, ONGs, Igrejas, comerciantes locais e outras organizações, que realizaram uma marcha para protestar contra a ação violenta que a polícia tem feito no Jacarezinho.

    Há 18 anos a música perdia o poeta do rock Cazuza

    rprota @ 21:21

    Domingo, 6 de julho de 2008, 19h46

    Nesta segunda-feira completam-se exatos 18 anos da morte do poeta do rock Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. O cantor morreu às 8h30 do dia 7 de julho de 1990, após uma noite tranqüila. A causa registrada no atestado de óbito foi 'choque séptico, conseqüência de uma agranulocitose, decorrente da aids'.

    O JB Online reproduz o emocionado texto que o jornalista Tárik de Souza publicou na edição do dia 8 de julho de 1990 no Jornal do Brasil:

    Com o fio da lâmina bem afiada
    O exagerado Cazuza, com suas rasantes na poética da paixão dilacerada, rompeu as farpas da fronteira rock/MPB. Em letras de corrosão lupicinica, este Agenor, quase xará de Cartola, sorveu música ao mesmo tempo em que dissipava a vida em noites que nunca tinham fim (Por que a gente é assim?) lá pelos Baixos da vida. Bem Nelson Cavaquinho da geração rocker.

    Sempre auto-irônico, realizou a profecia de 'ganhar pra ser carente profissional'. Alguém capaz de explicitar seduções íntimas: 'Há dias planejo impressionar você, mas fiquei sem assunto. Vem comigo, no caminho eu explico'. Um Morrissey de pele dourada pela tropicalidade, à cata de 'um pouquinho de proteção ao maior abandonado, seu corpo com amor ou não, raspas e restos, mentiras sinceras me interessam'. A devastação afetiva, a relação narcísica especular pós moderna, não poderia ter gerado polaróide mais holográfica. 'Se todo alguém que ama, ama pra ser correpondido, se todo alguém que eu amo é como amar a lua inacessível, é que eu não amo ninguém'. Sem arrego, touché monsieur Lacan.

    Em parcerias com o constante (Roberto) Frejat, o periódico doublé de letrista e crítico Ezequiel Neves e os demais barões vermelhos (Guto e os ex-integrantes Dé e Maurício Barros), Cazuza despontou como crooner e ponta de lança da classe de 82 do BRock, a da Blitz, do Paralamas, do Kid Abelha, do Magazine e até do Herva Doce.

    A misturadeira do tempo já peneirou esses primórdios, o que só fez ressaltar o lastro do nosso Lou Reed de plantão, nos desvãos da saciedade amorosa: 'Ser teu pão, ser tua comida, todo o amor que houver nessa vida, e algum trocado pra dar garantia'.

    Em carreira solo, Cazuza aprofundou os sulcos de suas obsessões, ampliou o leque de parcerias (Lobão, Leoni, Gil, Rogério Meanda) servindo-se com freqüência da dialética das antíteses. 'O nosso amor a gente inventa, pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu'. Mesmo no embalo de uma bossa nova, raríssimo caso de hit retardatário na comemoração dos 30 anos do movimento, ele enfia a faca da dor: 'Digo alô a um inimigo, encontro um abrigo no peito do meu traidor'. Faz parte do meu show.

    Acossado pela aids, Cazuza, nos últimos discos, afiou ainda mais o fio da lâmina: 'Eu vi a cara da morte e ela estava viva', lanceteou ele no estilete de Boas novas, do álbum Ideologia. 'Se você quiser saber como eu me sinto, vá a um labortório ou num labirinto, seja atropelado por esse trem da morte', vomitou em Cobaias de Deus (em parceria com Angela Rô Rô), no duplo do testamento Burguesia.

    Mas o aço da navalha vinha sendo temperado ao longo de toda a carreira. A erosão de Só as mães são felizes, a que cita os pontos cardeais de sua cartilha poética, de Allen Ginsberg a Rimbaud ('você nunca sonhou ser currada por animais, nem transou com cadáveres'), data de 85. É contemporânea da autópsia em corpo vivo de codinome Mal nenhum: 'Não me chamem a polícia, não me chamem o hospício, não, eu não posso causar mal nenhum, a não ser a mim mesmo'.

    O poeta terminal, cantor da garganta em chamas e voz sem apuro, sempre exorcizou a própria condição de passageiro da agonia. Quando voltou a lente para as mazelas do país, acionou morteiros no rock enredo Brasil ('mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim') ou abriu a metralhadora em O tempo não pára: 'transformam o país inteiro num p..., pois assim se ganha mais dinheiro. Escancarando, sem economizar conseqüências, locutor impune da indignação no país dos seqüestros industrializados. A geração AI-5, comprimida entre o amor livre e a praga da aids, auto-imolou seu mártir a sangue frio.
    JB Online

    Leia esta notícia no original em:
    Terra - Diversão 
    http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI2992656-EI1267,00.html

    Polícia deve indiciar 4 militares pela morte de jovens em morro do Rio

    rprota @ 19:33

    19/06/2008 - 14h48

    LUISA BELCHIOR
    Colaboração para a Folha Online, no Rio

    O inquérito formulado pelos agentes da 4ª DP do Rio (Central) deve apontar como responsáveis pela morte dos três jovens no morro da Providência (centro do Rio) quatro dos 11 militares do Exército detidos acusados de participação no crime, segundo apurou a reportagem da Folha Online.

    Os 11 militares foram presos na segunda-feira. Segundo a polícia eles confessaram que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência. Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

    A Polícia Civil já entregou o inquérito ao Ministério Público. Paralelo ao encerramento da investigação sobre a participação dos homens da Força Armada, outro inquérito já foi iniciado. Ela tem como objetivo saber quais foram os traficantes responsáveis pela morte dos jovens no morro da Mineira. Inspetores já detêm nomes de criminosos que podem ter sido os responsáveis pela violência que resultou na morte dos jovens.

    Devem ser indiciados pela Polícia Civil por homicídio triplamente qualificado --por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima-- o tenente Vinícius Ghidetti (apontado pela Polícia Civil como o mentor do crime), o sargento Leandro Bueno e os soldados José Ricardo Rodrigues Araújo e Fabiano Eloi dos Santos. Tratam-se dos mesmos nomes que o Ministério Público Militar indicou à Justiça Militar como os autores do crime.

    O inquérito da Polícia Civil a respeito da participação dos militares tem cerca de cem páginas. Foram ouvidas 20 pessoas. Além dos 11 homens do Exército, outros militares e também moradores prestaram esclarecimentos a respeito do caso.

    Agentes também foram até a casa de Ghidetti para cumprir um mandado de busca e apreensão. Documentos foram apreendidos mas ainda não é possível afirmar se o tenente possui ligação efetiva com os traficantes do morro da Mineira. O que se sabe por ora é que Rodrigues mora no mesmo complexo da Mineira.

    Coação

    Agentes da Polícia Civil que participam da investigação do caso revelaram que o tenente está coagindo os outros militares detidos no 1º Batalhão da Polícia do Exército para que não prestem declarações para que o caso seja solucionado pela Polícia Civil.

    O inquérito enviado ao Ministério Público indica ainda que os demais militares não foram indiciados pois eles não tiveram participação efetiva no caso e foram obrigados pelo tenente a cumprir as ordens.

    Os celulares dos 11 militares foram apreendidos pelo Exército. Neles será possível averiguar se algum dos suspeitos têm ligação com traficantes.

    Crime

    David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, haviam desaparecido no sábado (14), após serem abordados por militares em uma praça do morro da Providência e levados para um quartel do Exército. Os jovens foram encontrados mortos ontem no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (na Baixada Fluminense).

    As investigações da polícia apontaram que os jovens sofreram agressões e foram assassinados pelos traficantes antes de serem despejados no aterro.

    Reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha aponta que os jovens foram mortos com 46 tiros.

    Fonte: Folha uol

    (Túnel do Tempo) Playboys Milionários criam e trocam vídeos de estupros boa noite cinderela pela internet

    rprota @ 19:08
    07 de janeiro, 2003 - Publicado às 09h48 GMT
    Polícia busca herdeiro da Max Factor, acusado de estupros
    Andrew Luster estava em prisão domiciliar
    Andrew Luster estava em prisão domiciliar
    A polícia da Califórnia, nos Estados Unidos, está caçando Andrew Luster, de 39 anos, o herdeiro da família que é dona da gigante dos cosméticos Max Factor.

    Luster enfrenta 87 acusações de date rapes e de drug rapes e desapareceu em meio a seu julgamento.

    No date rape (encontro com estupro, numa traduação livre), a vítima é estuprada depois de ter concordado em sair com seu algoz, sem saber o que ele pretendia. No drug rape - conhecido como "Boa Noite Cinderela" no Brasil -, a vítima é drogada antes se ser estuprada.

    Luster chegou a ser preso em 2000, mas conseguiu sair da cadeia para seguir o julgamente em prisão domiciliar depois de pagar uma fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,4 milhões). Ele desapareceu de sua casa nesta semana.

    "Solteiros"

    O neto e herdeiro da fortuna de Max Factor, o criador da empresa de cosméticos, é acusado de ter drogado a maior parte de sua vítmas e ter feito sexo com elas inconscientes.

    Luster também teria gravado uma parte dos ataques.

    A polícia diz ter encontrado 17 vídeos em sua casa, nos quais ele aparece tendo relações sexuais com mulheres aparentemente inconscientes.

    Várias dessas mulheres ainda têm que ser identificadas.

    Luster foi acusado depois que uma de suas supostas vítimas foi à polícia dizendo que ele havia colocado uma droga em sua bebida durante um encontro.

    Os policiais estão investigando se o acusado faz parte de um grupo de playboys milionários conhecidos como os "Solteiros", que comercializa e troca filmes na internet em que eles se gravam realizando estupros em mulheres inconscientes.

    Luster negou as acusações, dizendo que as mulheres vistas nas fitas de vídeo tinham consentido em fazer sexo com ele.

    O juiz do caso afirmou que mesmo com a fuga do acusado o julgamento continuará ocorrendo.

    Se for condenado, ele pode pegar prisão perpétua.

    Deu-se a sentença condenatória de 124 anos pelos 86 crimes, após decisão unânime do corpo de jurados. Para encerrar a narrativa do filme, a polícia mexicana é acionada e o grande herdeiro da Max Factor deve estar morando em alguma prisão americana desde 2004 (comentário de Leila)

    06/07/2008 GMT -3

    Violência Contra a Mulher

    rprota @ 21:31

     

    A violência é um termo de múltiplos significados, e vem sendo utilizado para nomear desde as formas mais cruéis de tortura até as formas mais sutis da violência que têm lugar no cotidiano da vida social, na família, nas empresas ou em instituições públicas, entre outras. Alguns pesquisadores propõem definições abrangentes da violência que levem em conta o contexto social, a distribuição desigual de bens e informações. Para compreender a violência deve-se levar em consideração as condições sociais geradoras de violência - sociais, políticas, econômicas e não apenas os episódios agudos, como a violência física explícita. Distingue-se nesse campo de estudo, a delinqüência (ferimentos, assassinatos e mortes), a violência estrutural do Estado e das instituições que reproduzem as condições geradoras de violência e a resistência às condições de desigualdade.
    Outros autores chamam atenção ao fato de que a preocupação com o problema da violência é recente na história, o que estaria relacionado à modernidade e seus valores de liberdade e felicidade, consolidados na concepção de cidadania e dos direitos humanos (1). Com base nesses valores, determinadas práticas passam a serem vistas como formas de violência.
    A partir da atuação do movimento de mulheres, comportamentos considerados "naturais" passaram a ser classificados como violência - impedir a mulher de trabalhar fora de casa, negar-lhe a possibilidade de sair só ou de ter amigas, impedi-la de escolher o tipo de roupa que deseja usar, impedir sua participação em atividades sociais, agressões domésticas de pequena monta ou desqualificação e humilhações privadas ou em público, as relações sexuais forçadas dentro do casamento. A violência contra a mulher é uma expressão abrangente, incluindo diferentes formas de agressão à integridade corporal, psicológica e sexual. Fatos mais graves também foram duramente criticados pelas organizações feministas. No Brasil, um marco na história do movimento foi a exigência do fim da impunidade aos criminosos que agiam "em nome da honra". A legítima defesa da honra foi um argumento bastante utilizado por advogados que não hesitavam em denegrir a imagem das mulheres assassinadas, para garantir a absolvição de seus clientes. Invertendo os valores da justiça, as vítimas eram acusadas de sedução, infidelidade, luxúria, levando o homem ao desequilíbrio emocional e à atitude extrema do homicídio.
    No pólo oposto a situação enfrentada pelos homens, que na grande maioria das vezes, são agredidos por pessoas estranhas e no espaço público, a violência contra a mulher ocorre principalmente no espaço doméstico, e é cometida por parceiros, ou outras pessoas com quem as vítimas mantêm relações afetivas ou íntimas, incluindo filhos, sogros, primos e outros parentes. Ela está profundamente arraigada nos hábitos, costumes e comportamentos sócio-culturais. De tal forma que, as próprias mulheres encontram dificuldade de romper com situações de violência, e entre outras coisas, por acreditarem que seus companheiros têm direito de puni-las, se acham que elas fizeram algo errado ou infringiram as normas que eles determinaram.
    A violência afeta mulheres de todas as idades, raças e classes sociais e tem graves repercussões sociais. Agravos à saúde física e mental, dificuldades no emprego, na aprendizagem, riscos de prostituição, uso de drogas e outros comportamentos de risco. Segundo diversos estudos, com populações de várias partes do mundo, e em diferentes culturas, um grande número de mulheres relata que já foi agredida física, psicológica ou sexualmente, pelo menos uma vez na vida.
    Nesse contexto destaca-se a violência sexual, apontada por pesquisadores como uma das principais formas de agressão, que predomina sobre as outras. Embora se classifique a violência em tipos distintos, as diferentes formas de agressão nunca aparecem isoladas. As mulheres estupradas, ou as meninas submetidas ao abuso sexual, em geral são espancadas e sofrem ameaças de toda sorte. Sob o domínio do medo, elas não denunciam, não procuram ajuda, se fecham em si mesmas e sofrem caladas até que um fato como a gravidez venha revelar a situação. A violência física, no mínimo é acompanhada da violência psicológica. Essa diferenciação faz sentido apenas na discussão da abordagem, para que se possa compreender melhor a necessidade que a vítima apresenta ao buscar ajuda. Em qualquer situação, porém, é o olhar sobre o problema deve ser o mais amplo possível, para que a mulher, criança ou adolescente agredida, seja vista e acompanhada na sua integralidade.
    Nas últimas décadas, por força das militantes feministas e provavelmente pela constatação das perdas sociais e econômicas, a violência contra a mulher foi incluída na agenda política dos governos e nos acordos internacionais.
    A Convenção de Belém do Pará (1994), define "a violência contra a mulher constitui uma violação aos direitos humanos e às liberdades fundamentais e limita total ou parcialmente à mulher o reconhecimento, gozo e exercício de tais direitos e liberdades". (...) "violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado" (2).
    "Quem de nós poderia dizer que jamais se deparou com uma situação de violência, durante toda a vida pelo fato de ser mulher? Quem nunca ouviu comentários ofensivos na rua, num ônibus ou espaço público? Ou nunca foi assediada no trabalho por alguém que se deu a liberdade de avançar sexualmente sem ter sido convidado? A violência pode ocorrer de maneira sub-reptícia, dissimulada, mas mesmo em suas formas leves ela se baseia na dominação de um gênero sobre outro" (3).

    Bibliografia consultada:

    (1) Schraiber, L.B., D'Oliveira, A. F.L.P. Violência contra mulheres: Interfaces com a Saúde. Interface, Comunicação,Educação, vol 3, n. 5, 1999
    (2) CEPIA. Traduzindo a legislação com a perspectiva de Gênero n. 1. Instrumentos Internacionais de Proteção aos Direitos Humanos. Rio de Janeiro, 1999.
    (3) The Right To Live Without Violence. Woman´s Proposals And Actions. Women´s Health Colection / 1 - Latin American And Caribbean Women´S Health Network - 1996)

    Fonte: ipas

    PPS oficializa candidatura de Soninha à Prefeitura de SP

    rprota @ 16:26

      

    Como prometido, candidata foi à convenção de bicicleta.
    Esta é 1ª candidatura própria da legenda à prefeitura da cidade.



    Do G1, em São Paulo entre em contato

    ALTERA O
    TAMANHO DA LETRA


    Uma convenção do Partido Popular Socialista (PPS) oficializou neste domingo (15) a candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo. Soninha, conforme havia prometido durante a semana, foi de bicicleta à Câmara Municipal, no Anhangabaú, onde o evento foi realizado, para incentivar a discussão de novas propostas para o trânsito da cidade.

    Divulgação

    Divulgação
    A candidata Soninha, do PPS, foi de bicicleta à convenção do partido, na região central de SP (Foto: Divulgação)

    Segundo o presidente do partido em São Paulo, Carlos Fernandes, é a primeira vez que o PPS, em sua curta história – o partido foi fundado em 1992 –, lança um candidato próprio à prefeitura da capital paulista. Nas últimas duas eleições, o partido apoiou José Serra (PSDB) e Luíza Erundina (PSB). "Foi uma reafirmação do grito de guerra para a próxima etapa", disse Fernandes.

     Propostas alternativas

    Sobre a convenção, Fernandes afirmou ao G1 que a candidatura da ex-VJ da MTV  - uma antiga militante do PT - tem o objetivo de "dialogar com a sociedade". "Ela veio para dizer com uma candidatura que é para valer, para chegar no segundo turno", disse o presidente do PPS. "(O objetivo é) revigorar a política. Os problemas não são isolados, têm uma interligação entre o conjunto de problemas da cidade."

    O fato de Soninha ir de bicicleta à convenção não quer dizer que o uso do veículo não-motorizado será um mote da campanha do partido. "A Soninha é ciclista, não vamos fazer demagogia com isso. A questão do trânsito é um problema estrutural, há uma cultura que incentiva a venda de carros em 72 vezes. Há uma necessidade de deslocamento e uma necessidade de diminuir as distâncias", afirma.

    04/07/2008 GMT -3

    Mantra

    rprota @ 12:28

    Pela verdade, pelo seu poder
    Paz, Amor e Harmonia
    Pela verdade pelo seu poder
    Paz, Amor e Harmonia
    Paz, Amor e Harmonia

    02/07/2008 GMT -3

    Brasil tem índices de violência catastróficos

    rprota @ 19:35
    Criado em 23/11/2006 - 08:26

    ENTREVISTA/ Julio Jacobo Waiselfisz 

    O Brasil lidera os índices de homicídios de jovens por arma de fogo. É o terceiro quando o critério abrange outras formas de homicídio na faixa etária entre 15 e 24 anos. Para Julio Jacobo Waiselfisz, autor do Mapa da Violência 2006, que trouxe a público esses dados, o problema do país não é a violência pura e simples. “A história da violência no país passa pelo extermínio do jovem brasileiro”, afirmou em entrevista ao Comunidade Segura.

    Para o pesquisador, o Estatuto do Desarmamento e a campanha de recolhimento de armas tiveram influência na redução dos índices de homicídio entre 2003 e 2004, mas a descontinuidade das políticas públicas de controle de armas fez com que os avanços conquistados caíssem no esquecimento.

    Este é o quinto Mapa da Violência. Desde sua primeira edição, em 1998, os índices de violência no Brasil não se alteraram significativamente e os jovens têm aparecido como as maiores vítimas da triste união entre excesso de armas de fogo e o que o autor chama de “cultura da violência” vigente no país. Para ele, medidas de prevenção e políticas de controle de armas poderiam mudar essa realidade.

    Como foi o processo de elaboração deste estudo?

    A cada dois anos lançamos novos mapas atualizando informações. A base de dados são certidões de óbitos, que são instrumentos necessários para qualquer tipo de trâmite. Estas certidões de óbito são centralizadas pelas secretarias estaduais de saúde, que enviam os dados para o Ministério da Saúde, que normalmente me envia um CD-Rom com um milhão de registros de óbitos e eu processo essas informações de acordo com o sistema internacional de classificação de doenças, que também contempla causas externas para o óbito. Nestes casos, há informações sobre o que ocasionou a morte. O Whosis [1] (Sistema de Informações Estatísticas da Organização Mundial de Saúde) fornece a base de dados internacional e eu analiso as informações.

    Qual é o critério adotado para a escolha dos países?

    O critério de seleção foi único: dados posteriores a 2000. Alguns países tinham informações anteriores a isso por motivos variados e elas não serviriam como base para um estudo novo, além de dificultar o processo comparativo. Para fazer a comparação, eu preciso de dados coletados dentro do mesmo período.

    Os dados analisados não são novos. Quais os destaques e contribuições deste estudo em relação a estudos anteriores como o "Mortes Matadas por Arma de Fogo" ou o “Vidas Poupadas” da UNESCO?

    O estudo Mortes Matadas por Armas de Fogo foi lançado antes de eu ter acesso aos dados de 2004, o primeiro ano do desarmamento. Depois dele, publiquei uma avaliação dos resultados da campanha, quando eu trabalhei com dados preliminares fornecidos pelo Ministério da Saúde. Como houve algumas alterações, julguei que seria bom refazer a análise. O resultado foi uma ligeira alteração nos resultados estatísticos, que fica em torno de 2 ou 3 % de diferença. O Vidas Poupadas foi baseado numa projeção em relação às taxas de crescimento do número de mortes por armas de fogo. Enquanto o primeiro se referia a cerca de 5% a menos no número de homicídios, o segundo falava de algo em torno de 10%, já que considerei que não apenas o número de homicídios diminuiu, mas deixou de seguir a tendência, que era de 5% de crescimento anual nas taxas.

    O Brasil lidera um ranking de 65 países em homicídios de jovens por armas de fogo. Na sua opinião, o que ocasiona isso?

    Pesquisas feitas com jovens em escola mostraram que cerca de 40% sabiam onde obter armas de fogo. São dois fenômenos juntos, que separados não formariam um quadro tão grave. Há uma grande circulação e disponibilidade de armas de fogo no Brasil. É muito difícil saber o número exato, pois quem tem armas não declara, mas estima-se que sejam 120 milhões de armas de fogo em circulação. Nos EUA também há grande circulação de armas de fogo, mas o número de homicídios é a terça parte do que é registrado no Brasil todos os anos. O que determina essa liderança é a junção do primeiro fator com uma cultura da violência, uma disposição de matar, diante de qualquer conflito, matar o adversário.

    Como avaliar a posição do Brasil (3º) no ranking de 84 países sobre homicídios de jovens?

    Entre os não-jovens no Brasil, ou seja, os que têm menos de 15 anos e mais de 24, os índices de homicídios não sofreram grandes alterações entre a década de 80 e os dados atuais. Em 1980, este índice estava em 21,3 a cada 100 mil não-jovens. Este número caiu para 18,1 por 100 mil em 1990 e chegou a 20,8 por 100 mil em 2000. Já na faixa etária de 15 a 24 anos, os números já eram maiores e cresceram muito mais no mesmo período. Em 1980, o índice era de cerca de 30 homicídios a cada 100 mil jovens, em 1990 chegou a cerca de 38 a cada 100 mil jovens e em 2004 atingiu 51,7 homicídios a cada 100 mil jovens. A história da violência no país passa pelo extermínio do jovem brasileiro. Não há exatamente um problema de homicídio, mas um problema de jovens. Até que não se enfrente os problemas da juventude brasileira, que se ofereça educação, cultura, trabalho, isso não vai mudar.

    O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional de homicídios de jovens. Certamente o tráfico de drogas tem influência. Em sua opinião, o que as autoridades responsáveis podem fazer para solucionar o problema?

    O Rio de Janeiro é o único lugar do Brasil onde a criminalidade é associada a organizações criminosas. Um estudo realizado com base nas informações sobre ferimentos à bala que chegam aos hospitais da rede Sara Kubitschek de Salvador e Brasília mostrou que cerca de 60% dos crimes são de proximidade, ou seja, a vítima possuía alguma relação com o agressor. Não conheço nenhuma pesquisa que trate especificamente desta relação, mas dada a estruturação do narcotráfico no Rio de Janeiro, o mais provável é que seja um dos poucos estados do Brasil onde o crime organizado tem maior influência nos índices de homicídio por arma de fogo do que os crimes de proximidade.

    Alguns países, mesmo os que não estão em guerra declarada, vivem problemas graves que elevam os índices de homicídios de jovens, como o caso de países da América Central onde gangues juvenis estão envolvidas na violência armada. Quais as razões para o Brasil estar à frente destes países no ranking?

    É o mesmo problema: o Brasil não tem conflitos religiosos, de fronteiras, de línguas e apesar disso consegue matar muito mais jovens que conflitos bélicos declarados. Isso é a cultura da violência que existe no Brasil. Países árabes, asiáticos, os demais países da América Latina e os que integravam a antiga União Soviética são países histórico e culturalmente associados à violência. São áreas que encabeçam o ranking da violência e ficam em torno do mesmo patamar estatístico.

    O índice nacional de homicídios caiu entre 2003 e 2004, mas aumentou muito em relação a 1994. O que pode ter contribuído para a queda neste período?

    A queda dos índices de homicídio no período entre 2003-2004 foi de 5% em números absolutos. Uma cifra significativa que eu atribuo à aprovação do Estatuto do Desarmamento e à campanha de desarmamento voluntário, uma iniciativa que custou barato e eu não entendo por que não é mais mencionada na mídia. Depois do referendo, eu não ouvi mais notícias no jornal perguntando o que acontece com o desarmamento, com o Estatuto.

    Estes dados, na sua opinião, justificariam a reedição da campanha de recolhimento de armas como parte de uma estratégia para a redução do número de mortes por armas de fogo?

    Nossos índices de violência, ainda hoje, depois do desarmamento, são catastróficos. Caímos um pouco, mas ainda temos 102 mortes por armas de fogo por dia. 37 mil pessoas morreram por armas de fogo em 2004. É muito mais do que se mata na guerra Israel-Palestina, no Iraque. Ainda assim, mesmo depois da população ter entregado meio milhão de armas de fogo, não se ouviu mais falar do desarmamento. O problema é a descontinuidade das políticas relacionadas a isso, ainda que tenham mostrado resultados positivos.

    Violência no Brasil

    rprota @ 19:26

    O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. O índice de assaltos, seqüestros, extermínios, violência doméstica e contra a mulher é muito alto e contribui para tal consideração. Suas causas são sempre as mesmas: miséria, pobreza, má distribuição de renda, desemprego e desejo de vingança.

    A repressão usada pela polícia para combater a violência gera conflitos e insegurança na população que nutrida pela corrupção das autoridades não sabe em quem confiar e decide se defender a próprio punho, perdendo seu referencial de segurança e sua expectativa de vida.

    O governo, por sua vez, concentra o poder nas mãos de poucos, deixando de lado as instituições que representam o povo. A estrutura governamental torna a violência necessária, em alguns aspectos, para a manutenção da desigualdade social. Não se sabe ao certo onde a violência se concentra, pois se são presos sofrem torturas, maus tratos, descasos, perseguições e opressões fazendo que tenham dentro de si um desejo maior e exagerado de vingança.

    Se a violência se concentra fora dos presídios, é necessário que haja um planejamento de forma que se utilize uma equipe específica que não é regida pela força, autoridade exagerada e violenta. Medidas precisam ser tomadas para diminuir tais fatos, mas é preciso que se atente para a estrutura que vem sendo montada para decidir o futuro das cidades brasileiras.

    Não é necessário um cenário de guerra com armas pesadas no centro das cidades, mas de pessoal capacitado para combater a violência e os seus causadores. Um importante passo seria cortar a liberdade excessiva que hoje rege o país, aplicar punições mais severas aos que infringirem as regras e diminuir a exploração econômica.

    Por Gabriela Cabral
    Equipe Brasil Escola

    01/07/2008 GMT -3

    Ally Mcbeal

    rprota @ 23:00

    Alice no Pais das Maravilhas - No Meu Mundo

    rprota @ 22:24

    Quantas vezes...

    rprota @ 12:26

     Quantas vezes nós pensamos em desistir,
    deixar de lado o ideal e os sonhos,
    quantas vezes batemos em retirada
    com o coração amargurado pela injustiça.

    Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade
    sem ter com quem dividir,
    quantas vezes sentimos solidão
    mesmo cercado de pessaos.

    Quantas vezes falamos sem sermos notados
    quantas vezes lutamos por uma causa perdida,
    quantas vezes voltamos para casa
    com a sensação de derrota.

    Quantas vezes aquela lágrima teima em cair
    justamente na hora em que precisamos
    parecer fortes,
    quantas vezes pedimos a Deus
    um pouco de força
    um pouco de luz,
    e a resposta vem seja lá como for.

    Um sorriso, um olhar cúmplice,
    um cartãozinho,
    um bilhete,
    um gesto de amor
    e a gente insiste.

    Insiste em prosseguir,
    em acreditar,
    em transformar,
    em dividir
    em estar, em ser,
    e Deus insiste em nos abençoar,
    em nos mostrar o caminho,
    aquele mais difícil,
    mais complicado,
    mais bonito.

    E a gente insiste em seguir,
    Porque tem uma missão...
    Ser feliz!

    Autoria: Desconhecida

    Fonte: poesias online


    Minha playlist

    rprota @ 11:49

    Músicas para os ouvidos

      

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