Especialistas discutem plano contra aids entre mulheres
27 06 2008
Gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e representantes dos movimentos sociais se reúnem em Florianópolis para discutir a implementação de medidas contra a disseminação do HIV e das DST entre mulheres no Brasil.
Trata-se do Fórum do Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST e da Oficina Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST: Compartilhando experiências de implementação. Estas são atividades que antecedem o VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, que acontece na cidade de 25 a 28 de junho. Entre os tópicos a serem trabalhados tanto no Fórum como na Oficina destacam-se a descentralização da implementação do Plano em nível local, participação e mobilização da sociedade civil, troca de experiências e lições aprendidas nas esferas federal e estadual e estratégias para implementação e monitoramento do Plano. Plano integrado O Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia de Aids e outras DST, lançado durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher em março de 2007, é uma resposta ao crescimento de 44% na infecção por HIV entre mulheres no período de 1995 a 2005. É considerado um avanço na resposta nacional ao HIV, pois promove a integração de ações de enfrentamento à feminização da epidemia de aids e outras DST, realizadas por diferentes áreas do setor saúde e do setor de políticas para mulheres. Desde o lançamento do Plano, foram realizadas seis oficinas macro-regionais para elaborar planos de ação em nível estadual, contribuindo para definir as estratégias para implementação do Plano a partir das experiências e demandas dos estados para 2008. Com o objetivo de reduzir as vulnerabilidades das mulheres em relação ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, o Plano inclui entre suas metas: dobrar o percentual de mulheres que realizaram testes anti-HIV (de 35% para 70%); reduzir a transmissão vertical de 4% para menos de 1% até 2008; aumentar a aquisição de preservativos femininos de 4 milhões em 2007 para 10 milhões em 2008; e eliminar a sífilis congênita. Segundo os especialistas envolvidos com a implementação do Plano, os próximos passos incluem: a definição de estratégias de monitoramento e avaliação em nível nacional, a pactuação junto aos gestores dos estados e municípios, a implementação dos planos estaduais, o desenvolvimento de uma agenda de trabalho junto aos homens que fazem sexo com mulheres e a adoção do plano integrado como referência para o apoio a iniciativas da sociedade civil para ação em rede. Segundo Alanna Armitage, Representante do UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, há grandes expectativas em relação à implementação do plano contra a feminização da epidemia de aids. “Para o sucesso das ações propostas, é crucial a gestão solidária dos governos estaduais e municipais, a integração entre os setores saúde e de políticas para mulheres, entre outros, e, sem dúvida, a mobilização da sociedade”, ponderou.
(maRACAJUnEWS - 25.06.2008 )

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