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Eumundo

Categoria: Política

19/07/2008 GMT -3

Especialistas discutem plano contra aids entre mulheres

rprota @ 00:03

27 06 2008


Gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e representantes dos movimentos sociais se reúnem em Florianópolis para discutir a implementação de medidas contra a disseminação do HIV e das DST entre mulheres no Brasil.

Trata-se do Fórum do Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST e da Oficina Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST: Compartilhando experiências de implementação. Estas são atividades que antecedem o VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, que acontece na cidade de 25 a 28 de junho.

Entre os tópicos a serem trabalhados tanto no Fórum como na Oficina destacam-se a descentralização da implementação do Plano em nível local, participação e mobilização da sociedade civil, troca de experiências e lições aprendidas nas esferas federal e estadual e estratégias para implementação e monitoramento do Plano.

Plano integrado

O Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia de Aids e outras DST, lançado durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher em março de 2007, é uma resposta ao crescimento de 44% na infecção por HIV entre mulheres no período de 1995 a 2005.

É considerado um avanço na resposta nacional ao HIV, pois promove a integração de ações de enfrentamento à feminização da epidemia de aids e outras DST, realizadas por diferentes áreas do setor saúde e do setor de políticas para mulheres.

Desde o lançamento do Plano, foram realizadas seis oficinas macro-regionais para elaborar planos de ação em nível estadual, contribuindo para definir as estratégias para implementação do Plano a partir das experiências e demandas dos estados para 2008.

Com o objetivo de reduzir as vulnerabilidades das mulheres em relação ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, o Plano inclui entre suas metas: dobrar o percentual de mulheres que realizaram testes anti-HIV (de 35% para 70%); reduzir a transmissão vertical de 4% para menos de 1% até 2008; aumentar a aquisição de preservativos femininos de 4 milhões em 2007 para 10 milhões em 2008; e eliminar a sífilis congênita.

Segundo os especialistas envolvidos com a implementação do Plano, os próximos passos incluem: a definição de estratégias de monitoramento e avaliação em nível nacional, a pactuação junto aos gestores dos estados e municípios, a implementação dos planos estaduais, o desenvolvimento de uma agenda de trabalho junto aos homens que fazem sexo com mulheres e a adoção do plano integrado como referência para o apoio a iniciativas da sociedade civil para ação em rede.

Segundo Alanna Armitage, Representante do UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, há grandes expectativas em relação à implementação do plano contra a feminização da epidemia de aids. “Para o sucesso das ações propostas, é crucial a gestão solidária dos governos estaduais e municipais, a integração entre os setores saúde e de políticas para mulheres, entre outros, e, sem dúvida, a mobilização da sociedade”, ponderou.
(maRACAJUnEWS - 25.06.2008 )


18/07/2008 GMT -3

Brasil-AmLat-Aids: As mulheres latino-americanas, vítimas desconhecidas da Aids

rprota @ 23:59

Agence France-Presse - Novembro 8 , 2000


RIO DE JANEIRO, 8 nov (AFP) - O número de mulheres infectadas pelo vírus da Aids aumentou notavelmente nos últimos anos na América Latina e no Caribe, mas as políticas públicas de prevenção continuam se centrando nos homens, heterossexuais e homossexuais.

Porta-vozes do Movimento Latino-Americano de Mulheres com Aids, presentes ao Fórum Internacional sobre a doença na América Latina e no Caribe que se realiza durante a semana no Rio de Janeiro, explicaram que a síndrome está se feminizando.

Segundo o movimento, 400.000 mulheres vivem com a enfermidade nesta região, que possui mais de 1,5 milhão de doentes e na qual "não se desenvolvem estratégias de prevenção e muito menos de apoio às pessoas contaminadas".

Representantes do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) explicaram que as relações heterossexuais se converteram no canal de transmissão da Aids mais importante. "A mulher é vítima passiva da infecção no próprio lar e transmissora no mercado sexual", estimaram.

"Se contrair Aids num país desenvolvido é difícil, ser soropositiva na América Latina é penoso", estimaram dirigentes do Movimento de Mulheres Latino-Americanas com Aids.

Segundo o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID), nove em cada dez mulheres infectadas no mundo vivem num país em vias de desenvolvimento.

Nestas condições, as enfermas são muitas vezes obrigadas a esterilizar-se ou a abortar, são utilizadas como objetos de pesquisa da transmissão vertical (mãe-filho), não têm acesso à informação, aos direitos civis, ao direito de assistência e ao planejamento familiar, segundo a colombiana Sandra Arturo, portadora do vírus.

A isto se soma o fato de que a pobreza da região, unida às vezes à ignorância, reduz o uso do preservativo entre casais pouco estáveis e elimina as visitas periódicas ao ginecologista.

Em Honduras, 46% (equivalente a 29.000 pessoas) das pessoas contaminadas com Aids são mulheres; na República Dominicana, 45,3% (59.000); na Guatemala, 38,5% (28.000); no Brasil, 27% (130.000); no Uruguai e Peru, 25% (1.500 e 12.000 pessoas respectivamente) e na Argentina, 20,7% (27.000), segundo dados das Nações Unidas.

De acordo com o Movimento de Mulheres com Aids, uma grande parte das infectadas têm, em média, 32 anos, são donas de casa monógamas, com estudos básicos, que nunca foram comprar camisinha na farmácia. No Brasil, por exemplo, 60% das mulheres com Aids foram contaminadas por seus maridos, segundo o Ministério da Saúde.

"Normalmente a doença vem acompanhada da rejeição e da crise familiar já que o diagnóstico da Aids é acompanhado da notícia de infidelidade ou bissexualidade do marido e ao temor de que os filhos também possam estar contaminados", asseguram representantes da Liga Colombiana de luta contra a Aids.

A doença é severa e o avanço entre as mulheres exige uma campanha de governos e instituições privadas com dois objetivos: desenvolver a pesquisa médica e mudar os padrões de comportamento da população para uma prevenção efetiva.

Brasil firma parceria com países de língua portuguesa para barrar avanço da aids entre mulheres

rprota @ 23:54
Brasil e a AIDS entre Mulheres      
24/03/2008 - 10:03

As discussões sobre o tema acontecem, a partir de hoje, na I Reunião Ministerial de Políticas para as Mulheres e HIV/Aids, no Rio de Janeiro

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Nilcéa Freire, a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, e representantes de sete países de língua portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste – estabelecem nesta segunda-feira (24/03), por meio de uma carta de intenções, compromissos no enfrentamento da epidemia entre mulheres. A elaboração do documento faz parte da “I Reunião Ministerial de Políticas para as Mulheres e HIV/Aids: Construindo alianças entre Países de Língua Portuguesa para o Acesso Universal”, realizada no Rio de Janeiro até terça-feira (25/03), no Hotel Intercontinental.

A reunião pretende ampliar canais de diálogo e possibilitar a estruturação de ações integradas, reafirmando o compromisso dos países de língua portuguesa no cumprimento de agenda em que as mulheres sejam protagonistas da resposta à epidemia de aids. O encontro, promovido pelo Governo Brasileiro, com apoio de agências multilaterais, também objetiva compartilhar com os outros países o “Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST” do Brasil, que foi lançado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2007 e será um dos documentos de apoio nos debates do evento. A realização de parcerias internacionais é uma das recomendações contidas no Plano.

Serão discutidos, nos dois dias de atividades, fatores que contribuem para a vulnerabilidade feminina à epidemia, como a desigualdade nas relações de poder entre homens e mulheres, o menor poder de negociação das mulheres quanto ao uso de preservativo e às decisões que envolvem a sua vida sexual e reprodutiva. A violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas; a discriminação e o preconceito relacionados à raça e etnia; e a falta de percepção das mulheres sobre o risco de se infectar pelo HIV também são pontos de debate.

Vulnerabilidade feminina – A Sessão Especial sobre HIV/AIDS das Nações Unidas, realizada em Nova York, em junho de 2006, reconheceu que a epidemia da aids no mundo hoje tem um perfil heterossexual e sua incidência é muito mais acelerada entre mulheres, fenômeno que ganhou o nome de feminização da aids. No mundo todo, as mulheres já representam 50% da população infectada. A Organização das Nações Unidas (ONU) aponta a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres como fatores determinantes para o crescimento da aids entre mulheres.

Os organizadores da “I Reunião Ministerial de Políticas para as Mulheres e HIV/Aids: Construindo alianças entre Países de Língua Portuguesa para o Acesso Universal” são a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e o Ministério da Saúde. Apóiam o evento o Ministério das Relações Exteriores, o CICT, o UNAIDS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – (UNIFEM).

Fonte:cem.sc

Motivos da IV Frota dos EUA voltar a patrulhar as águas da América Latina

rprota @ 23:50

A partir do dia 12 de junho a IV Frota dos Estados Unidos volta a patrulhar as águas da América Latina. Nenhuma potência mundial toma uma decisão importante se não há detrás um grande motivo. O especialista em temas de segurança da Universidade de San Andrés Khatchik Der Ghougassian disse ao diário argentino Clarín que há dois motivos principais de tal decisão: os recursos naturais e aparecimento na América Latina de governos chamados populistas.
"Nunca vão (EUA) admitir que é por recursos naturais, mas não é uma coincidência a decisão ter aparecido no momento de início de um cambio estructural da economia mundial em que as reservas de água potável, alimentos e recursos energéticos ( que nossa região tem em abundância) se posicionam como um valor estratégico importante?, disse.

Os objetivos declarados de Pentágono são interatuar e treinar as outras armadas , lutar contra trafico ilícito , colaborar com ajuda humanitária em casos de desastres naturais e manter as vias econômicas de comunicação por mar livres e abertas. Os EUA não ocultam a imensa importância que têm os mares de Hemisfério Ocidental e admitem que se aumentará sua a capacidade de atuar , quer dizer, os elementos da Frota vigilarão barcos e aviões , incluindo os civis e comerciais , que navegam ao sul dos EUA.

Iniciarão com 11 navios e um porta-aviões.

Porém, outras declarações deixam a impressão os objetivos estarem mais amplos e implicam uma penetração em território latino-americano preocupante. James Stevenson, comandante da Marinha do Sul dos EUA , precisou que seus navios chegarão até o tremendo sistema de rios do continente, navegando não só em alto mar, mas em águas interiores. Isto significa a instalação de um controle vasto no território dos países latino-americanos.

Entretanto se visam outros motivos. Há um líder, Hugo Chávez, que complica-lhes a vida. E há um país, o Brasil, com projeto de liderança, que não é contra os EUA, mas restringe seu poder. É pouco provável os EUA invadirem Amazonas, ainda não é absolutamente impossível.

Se ganhar Obama, a situação ficará conservada e risco não aumentará. Tanto Venezuela , como Brasil já responderam. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo pediu aos Estados Unidos que explique o motivo da reativação da IV Frota, tema que foi abordado por seu par venezuelano, Hugo Chávez, durante a 35ª Cúpula do Mercosul, informa ANSA.

Durante uma coletiva de imprensa após a Cúpula do Mercosul, e já como presidente de turno do bloco, Lula foi questionado se concordaria com a opinião de Chávez de que a IV Frota seria uma "ameaça" à região.

"Antes de viajar à cúpula, pedi à chancelaria para se comunicar com o Departamento de Estado norte-americano para que nos dê explicações sobre o porquê da reativação da IV Frota", disse Lula.

Após analisar os documentos de Pentágono, a investigadora mexicana Esther Ceceña chegou à conclusão os EUA considerar todo o continente americano como uma grande ilha, como fortaleza em que se pode até lutar contra outra potência. Para países latino-americanos a tarefa principal hoje em dia é criar uma União militar única para a América Latina. Já circulam alguns projetos iniciados pelos governos do Brasil e Venezuela, mas estes têm os objetivos da consultaria e não prevêem a atuação em conjunto no campo militar.

Publicado por Daniel Lavieri

Email:: daniel.lavieri@gmail.com
URL:: vertomeatus.blogspot.com.br

Reservas brasileiras de petróleo podem ser questionadas por alguns países

rprota @ 23:41

Fonte: EFE

Rio de Janeiro, 14 de maio - O presidente da Agência Nacional de Petróleo do Brasil, Haroldo Lima, advertiu que as reservas que a companhia petrolífera Petrobras descobriu no oceano Atlântico podem ser questionadas por países que não reconhecem o limite de 200 milhas para as águas territoriais. Lima, em um comparecimento à Câmara dos Deputados, disse que é necessário levar em conta o risco de alguns países não reconhecerem o direito do Brasil nas reservas descobertas nos últimos meses a aproximadamente 300 quilômetros do litoral.O presidente do órgão regulador citou especificamente os Estados Unidos entre os países que questionam o mar territorial de 200 milhas (370 quilômetros).“Nós afirmamos que o limite são as 200 milhas. Vários países concordam e outros não. Eu me lembro que um dos (países) que é meio mal-humorado com esse negócio das 200 milhas é os EUA. Eles não respeitam muito as 200 milhas”, afirmou.

“Se eles insistirem que as 200 milhas não existem, teremos um problema”, acrescentou.

Lima afirmou que, diante de tal preocupação, deve se reunir nos próximos dias com o ministro de Defesa, Nelson Jobim, para tratar sobre a vulnerabilidade do país ao explorar petróleo e gás natural em águas consideradas como extensão do território do Brasil.

“Não é possível fazer uma coisa tão importante (explorar novas áreas) sem defesa”, afirmou.

“Explicarei (ao ministro) que é importante prever que haverá nas proximidades das 200 milhas um fato de extrema importância estratégica para o Brasil. Isso é um problema que a Nação brasileira tem que levar em conta”, afirmou.

Lima se referiu especificamente às reservas que a Petrobras descobriu em águas profundas do oceano Atlântico, abaixo de uma extensa camada de sal localizada a cerca de 5.000 metros de profundeza, próxima às costas dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Trata-se de áreas que a companhia petrolífera explora em associação com empresas como a hispano-argentina Repsol e a inglesa British Gas na chamada bacia marinha de Santos.

Delegado da PF diz à Procuradoria que foi afastado da Satiagraha

rprota @ 23:11

Plantão | Publicada em 18/07/2008 às 20h19m

Reuters/Brasil Online

BRASÍLIA (Reuters) - Em queixa formal apresentada na quinta-feira à Procuradoria da República em São Paulo, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou ter sido afastado do comando da operação Satiagraha.

O delegado reclamou ainda de supostas obstruções às investigações, como a falta de recursos humanos e materiais para o trabalho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério Público em seu site.

Com base na queixa, os procuradores Anamara Osório Silva e Rodrigo de Grandis pediram a abertura, pela Procuradoria da República em São Paulo, de procedimento administrativo. A representação foi distribuída ao procurador Roberto Antonio Dassié Diana, que irá apura a denúncia.

Desde o início da semana o governo tem tentado rebater os rumores de que o delegado teria sido afastado por motivos políticos. A operação Satiagraha levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Citou também o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, e o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado de Dantas.

A Polícia Federal chegou a divulgar trechos editados de uma gravação feita durante a reunião em que ficou decidida a saída de Queiroz do comando das investigações para tentar comprovar que o delegado não fora pressionado.

No áudio divulgado, o delegado fala textualmente que pretende deixar a operação. Segundo a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, um dos elementos que poderão ser usados no procedimento administrativo será justamente a íntegra dessa gravação. (Reportagem de Fernando Exman)

16/07/2008 GMT -3

Homem que prendeu o banqueiro Daniel Dantas deixa a PF

rprota @ 16:08

Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Em mais um capítulo do conflito gerado com a prisão do banqueiro Daniel Dantas, o delegado federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, deixou, nesta segunda, o comando das investigações, depois de uma reunião tensa com a direção da Polícia Federal em São Paulo. Desgastado internamente por levantar suspeitas contra a direção da Polícia Federal, Queiroz foi pressionado a pedir afastamento. Em solidariedade, outros dois policiais que participavam do caso, os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pellegrino Magro, também abandonaram as investigações.

O racha na Polícia Federal se materializou no mesmo instante em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir a crise e tentar evitar que ela chegue ao Palácio do Planalto. Em meio à crise e uma onda de boatos sobre o agravamento da crise, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa entrou de férias por 15 dias.

Versões contraditórias

As explicações sobre a saída de Protógenes são contraditórias. Alvo de sindicância interna que o coloca como principal suspeito do vazamento das informações sobre a operação e em guerra aberta com seus superiores – sobre os quais chegou a levantar suspeitas de que estivesse sendo boicotado – Queiroz disse que foi obrigado a se afastar das investigações sobre Daniel Dantas e os demais integrantes do Grupo Oppottunity. A pressão, segundo contou a outros delegados, juízes e procuradores, foi exposta numa reunião na superintendência da PF em São Paulo, onde participaram os delegados Paulo de Tarso Teixeira e Roberto Troncon Filho, diretor de Combate ao Crime Organizado a PF e superior de Protógenes.

O homem que viveu a glória de prender um dos banqueiros mais poderosos do país se viu obrigado a sair de cena com uma justifica oficial prosaica. A direção da PF informou apenas que Protógenes Queiroz vai fazer um curso superior de polícia na Academia da PF em Brasília, que começa na próxima segunda-feira, e por isso pediu para se afastar. Como o delegado havia reivindicado na justiça o direito de participar do curso, essa era a melhor explicação para o afastamento.

A direção da Polícia Federal informou, através de sua assessoria, que a saída dos três delegados não vai atrapalhar as investigações contra o grupo de Daniel Dantas abertas com a Operação Satiagraha. O caso, informou o órgão, não pertence a pessoas e sim à instituição. A equipe que trabalha na apuração será reforçada para analisar o material apreendido nos endereços devassados na última terça-feira passada .

O relatório da Operação Satiagraha deixado pela equipe de Protógenes Queiroz deixa em aberto várias outras frentes de investigação. A mais consistente, com fartura de diálogos captados no grampo telefônico, reforça o papel do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, em franca articulação de bastidor para influenciar decisões a favor do Grupo Opportunity em órgãos oficiais, especialmente no Palácio do Planalto.

Citado ao lado de Guilherme Henrique Sodre Martins, assessor de Dantas conhecido por Guiga, e do braço direito do banqueiro, Humberto José Rocha Braz, o Guga, preso sob a acusação de tentar subornar um delegado, Greehalgh aparece como um dos principais alvos da investigação.

Fortes indícios

“Há fortes indícios da participação destas pessoas nos delitos de formação de quadrilha, de tráfico de influência e corrupção ativa, sendo que para estes dois últimos delitos, esperamos obter mais elementos probatórios após a realização de buscas e apreensões”, diz o relatório.

Outra frente de investigação deixada pela equipe que saiu do caso é o agronegócio, atividade que, segundo afirma o relatório da Polícia Federal, era usado pelo Grupo Opportunity para lavar a fortuna obtida de investimentos movimentados no exterior, cuja origem era o dinheiro público desviado. No alvo da Polícia Federal e Ministério Público estão empreendimentos rurais estimados em mais de R$ 500 milhões, usados para a compra de fazendas e criação de gado no Pará.

O centro dos investimentos é a antiga Fazenda Cedro, a 50 quilômetros de Marabá, no Sul do Pará, para onde convergem projetos voltados para a produção de biodiesel e gado de raça. O relatório cita duas empresas, a Santa Bárbara Xinguara, cuja sede fica em Amparo (SP) e Acobaça Consultoria e Participações, de Três Rios (RJ), cujos donos são a irmã de Daniel Dantas, Verônica Dantas e seu ex-marido, Carlos Rodenburgo, apontado como gerente financeiro do grupo.

Segundo a polícia, Dantas pretendia construir um porto no Pará e, para isso, contava com a ação de Greenhalgh para atuar junto às autoridades do governo estadual.

Presidente de CPI lamenta afastamento de delegado

rprota @ 16:01

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente da CPI das Escutas Clandestinas, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), lamentou o afastamento do delegado Protógenes Queiroz das investigações da Operação Satiagraha da Polícia Federal. O nome do delegado está entre os requerimentos de convocação que podem ser aprovados nesta quarta-feira pela comissão, já que o caso deve se tornar foco de investigação da CPI.

A operação da PF prendeu 24 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Todos são acusados de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção.

Itagiba afirmou que a saída de Queiroz da linha de frente do caso prejudica as investigações do inquérito. "É um grave prejuízo para as investigações a saída do delegado Protógenes", analisou.

O delegado da PF pediu afastamento do inquérito com a alegação oficial de que estaria matriculado em um curso superior de polícia desde março. Na segunda-feira, teve início a fase presencial em Brasília e, por isso, ele teria de se ausentar do posto por 30 dias.

A CPI pretende votar hoje uma série de requerimentos relacionados ao caso, entre eles o de convocação do banqueiro Daniel Dantas.

Procuradores pedem que delegado volte a conduzir inquérito sobre caso Dantas

rprota @ 15:55

16/07/2008 - 14h49 - Atualizado em 16/07/2008 - 15h14

Ofício foi enviado ao diretor-geral da Polícia Federal.
PF diz que afastamento de delegado não se deve a críticas sobre a operação.



Do G1, em São Paulo entre em contato

Em ofício enviado nesta quarta-feira (16) diretor-geral da Polícia Federal, Luís Fernando Correa, os procuradores da República Rodrigo de Grandis e Anamara Osório Silva pediram que o delegado Protógenes Queiroz e sua equipe voltem a conduzir o inquérito sobre a operação Satiagraha.

Entenda a Operação Satiagraha

Grandis é o responsável no Ministério Público Federal em São Paulo pela condução da Operação Satiagraha. Anamara Osório Silva foi responsável pelas ações relativas ao caso Kroll. No ofício, eles afirmam que o afastamento compromete a “eficiência administrativa nas investigações”. 
  

Na terça-feira (15), o delegado se afastou do comando das investigações. Segundo a assessoria da PF, ele terá que concluir o Curso Superior de Polícia, que é obrigatório para todos os agentes que já têm pelo menos dez anos de serviço. A PF diz que o afastamento não tem a ver com as críticas à condução da operação.

O banqueiro Daniel Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta são investigados na operação.

"O delegado e sua equipe fizeram um trabalho excelente e deveriam permanecer à frente das investigações. A saída da equipe do caso é prejudicial uma vez que a PF e o MPF estão na fase de análise de documentos”, disse de Grandis, segundo a assessoria do MPF.

Ele acrescentou que acredita, no entanto, que a Polícia Federal irá designar um delegado à altura e proporcionará as condições necessárias para a execução do trabalho.
 

 URL:http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL648654-9356,00.html

O detento mais jovem de Guantánamo merece estar preso, afirma militar

rprota @ 14:39

OTTAWA (AFP) — O mais jovem dos presos em Guantánamo 'ganhou sua estada no campo de detenção', afirmou nesta quarta-feira, a um jornal canadense, o soldado americano que sofreu uma emboscada num prédio afegão em que Omar Khadr foi detido.

"Omar não é um menino que simplesmente foi tirado da rua, indiciado por erro e julgado injustamente", afirmou o sargento reformado Layne Morris ao National Post.

"Acho que ele está justamente onde deve estar", enfatizou.

O governo americano afirma que Khadr, de nacionalidade canadiense, único sobrevivente de um bombardeio contra barracões no leste do Afeganistão, saiu dos escombros e matou um sargento com uma granada. Depois recebeu dois disparos nas costas.

Na véspera, os advogados de Khadr divulgaram um vídeo do interrogatório onde ele aparece chorando copiosamente e perdendo a razão diante de agentes de inteligência do Canadá.

Khadr é visto sendo interrogado por agentes do Serviço de Inteligência de Segurança de seu país em fevereiro de 2003 na base naval norte-americana de Guantánamo (Cuba).

O vídeo tem 7,5 horas de um interrogatório de três dias. Khadr tinha 16 anos de idade no momento de sua captura em 2002 no Afeganistão por suspeitas de terrorismo.

Inicialmente, foram apresentados 10 minutos e os advogados de Khadr anunciaram que nesta terça-feira será divulgada uma versão completa do vídeo, seguindo ordens da corte.

Nas imagens, que parecem ter sido captadas em um ducto de ventilação, são feitas perguntas a Khadr sobre o que sabe a respeito da Al-Qaeda e sobre sua fé muçulmana. Às vezes chora e puxa os cabelos de desespero, informou o jornal Globe and Mail em seu site.

Também mostra seus ferimentos aos interrogadores. Um deles responde dizendo que está recebendo um bom tratamento médico e que deve cooperar.

O vídeo de dez minutos não revela se o detento sofreu agressões ou outros abusos físicos na prisão.

A divulgação do vídeo ocorreu depois que documentos do governo mostraram que Khadr foi privado de sono antes de ser interrogado para que admitisse seus crimes mais facilmente, informou a imprensa canadense.

Khadr era levado para uma cela diferente a cada três horas para que ficasse mais suscetível a falar em uma tática que as autoridades norte-americanas descreveram como "programa do viajante freqüente".

A defesa e juristas internacionais insistiram várias vezes para que Omar Khadr fosse tratado como uma criança-soldado.

Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, pediram em vão para que o primeiro-ministro canadense exigisse dos Estados Unidos a extradição de Khadr, uma rejeição que, segundo a imprensa canadense, agora será mais difícil de ser justificada.

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