Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Eumundo

Categoria: Política

15/07/2008 GMT -3

Fundo Opportunity perde quase R$ 1 bilhão em apenas 3 dias

rprota @ 14:14
POSTADO ÀS 11:52 EM 11 DE Julho DE 2008

Do Estadão

O patrimônio dos fundos de investimentos do Opportunity encolheu quase R$ 1 bilhão desde a prisão de vários integrantes do comando do grupo, entre eles o sócio-fundador Daniel Dantas e seu principal executivo, Dório Ferman. De acordo com explicações do diretor comercial do Opportunity, Fernando Rodrigues, esse montante, equivalente a 6,2% do patrimônio total, inclui os saques realizados desde a última terça-feira, quando ocorreram as prisões da Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal; e também os resgates já agendados pelos cotistas para os próximos 90 dias.

"Queremos oferecer o máximo de transparência", disse Rodrigues, ao explicar ontem o rumo que a instituição decidiu adotar. "Estamos trabalhando para tranqüilizar os clientes."

O diretor comercial lembrou que esse tipo de atitude não constitui novidade na instituição. Essa foi a mesma política que adotou em 2004, em outro momento de turbulência, quando Dantas foi indiciado pela PF na chamada Operação Chacal - que investigou o esquema da suposta espionagem industrial que teria ocorrido durante a briga entre o Opportunity e a Telecom Italia pelo controle da Brasil Telecom (BrT).

A gestora de recursos do Opportunity ocupa atualmente a 15ª posição no ranking da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid). Desde terça-feira a instituição vem divulgando o percentual de resgates dos fundos e também a composição de sua carteira de investimentos.

PERDA E RECUPERAÇÃO
Em 2004, no período de 90 dias que se seguiu ao anúncio do indiciamento de Dantas, as perdas dos fundos de investimentos do grupo atingiram entre 10% e 15% do seu patrimônio total. Essa situação, porém, acabou sendo revertida em nove meses, segundo Rodrigues.

"Passamos a crescer e superamos as turbulências da época", afirmou o diretor. Ele destacou ainda que 80% do patrimônio dos fundos estão relacionados a clientes que investem no Opportunity há 15 anos.

"São pessoas que enriqueceram com a gente. Queremos mostrar que a performance continua a mesma", afirmou.

Fonte: blog de Jamildo

14/07/2008 GMT -3

Senado deve recuar da decisão de criar 97 cargos sem concurso público

rprota @ 20:42


GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Mesa Diretora do Senado deve recuar nesta terça-feira da decisão de criar 97 cargos sem concurso público na Casa Legislativa, com salários de quase R$ 10 mil. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta segunda-feira esperar que os sete integrantes da Mesa desistam de criar as vagas diante do desgaste na imagem do Legislativo provocado junto à opinião pública.

"A confiança que eu tenho é que a Mesa não vai expor o plenário do Senado à essa decisão [de criar os cargos] que pode ser tomada por ela própria, voltando atrás em um ato que se revelou impróprio, inoportuno, que causou protestos", afirmou.

A Mesa havia decidido, por conta própria, criar os 97 cargos na Casa Legislativa sem o aval do plenário do Senado. Alertado de que a Constituição Federal determina que somente o plenário da Casa pode deliberar sobre a criação de cargos, Garibaldi decidiu reunir a Mesa nesta terça-feira para discutir o caso.

Os integrantes da Mesa vão ter que decidir se voltam atrás na decisão ou se elaboram um projeto de resolução com a proposta de criação dos cargos --que deve ser submetido à votação do plenário do Senado. Se for aprovado, as novas funções serão criadas. Do contrário, a matéria segue para o arquivamento. Se a Mesa arquivar por conta própria a matéria, ela nem chega à discussão em plenário.

"Eu não conversei nos últimos dias com nenhum membro da Mesa, ninguém me disse nada. Mas eu acho que a Mesa vai recuar", afirmou Garibaldi.

O presidente do Senado admitiu que existe uma "deficiência" de funcionários no Senado, mas disse que o problema deve ser solucionado por meio de um concurso público a ser realizado no segundo semestre deste ano. "Existem necessidades de todos os setores. Vamos contratar para onde há carência de vagas."

Garibaldi disse que a responsabilidade da criação dos cargos é de todos os integrantes da Mesa Diretora, e não de líderes partidários, como sustentam alguns senadores. "Vamos dar a César o que é de César. A Mesa tem que assumir sua responsabilidade, a decisão foi sua", enfatizou.

Na reunião da Mesa que decidiu a criação dos cargos, na semana passada, Garibaldi foi o único a se mostrar contra as novas funções, mas acabou vencido pelos demais sete senadores que compõem o comando do Senado. Alguns integrantes da Mesa justificaram o apoio à medida com o argumento de que havia sido referendada pelos líderes partidários.

Os líderes, por sua vez, afirmaram que não tinham conhecimento da criação dos cargos pois somente "apoiaram" um pedido do senador Efraim Morais (DEM-PB), primeiro-secretário da Casa, sem terem a dimensão do que se tratava. Alguns chegaram a afirmar que assinaram sem ler o documento apresentado por Efraim com a sugestão de criação dos cargos.

Novos funcionários

A Mesa criou os 97 cargos esta semana, sem alarde, com salários de R$ 9.979,24. Os novos funcionários seriam contratados sem concurso público para os gabinetes dos 81 senadores e lideranças partidárias. Cada senador poderia empregar um servidor por gabinete ou dividir o salário entre novos funcionários --de acordo com a sua necessidade. A estimativa é que os novos cargos custem cerca de R$ 900 mil aos cofres públicos.

Atualmente, cada senador tem direito a contratar seis assessores e seis secretários parlamentares. O número de servidores pode crescer se o parlamentar decidir dividir o salário de R$ 9.979,24 (pago para os assessores) entre um número maior de funcionários com remunerações mais baixas.


Leia mais

Gilmar Mendes critica Tarso e diz que não teme impeachment

rprota @ 20:38

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

Fonte: agencia brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

São Paulo - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou hoje (14) o ministro da Justiça, Tarso Genro, e afirmou não temer a possibilidade de sofrer um processo de impeachment.

As declarações foram feitas após Mendes participar de um almoço na sede do jornal O Estado de S. Paulo. Para Mendes, o ministro não teria "competência para opinar sobre o assunto", referindo-se à concessão dos dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas. Sábado (12), Tarso Genro disse que a decisão de Mendes poderia facilitar uma possível fuga de Dantas para o exterior.

Já sobre o fato de procuradores da República estarem discutindo uma possível representação por "crime de responsabilidade" contra ele, que poderia resultar em um processo de impeachment, Mendes disse que não tem nenhum medo "desse tipo de ameaça ou retaliação".

"Não tem nenhum cabimento. A decisão [sobre a concessão do haeas corpus para o banqueiro Daniel Dantas, solto na última sexta-feira] foi extremamente bem recebida, absolutamente correta. Não há nenhuma razão para isso", disse o presidente.

Gilmar Mendes disse compreender que "os procuradores fiquem contrariados" com a sua decisão que, segundo ele, foi "absolutamente técnica", mas que isso não justificaria "nenhuma outra medida" tomada por eles contra o STF.

O presidente do Supremo também questionou se o equívoco seria realmente do Supremo, já que haveria hoje o que ele considera "um elevado número de concessão de habeas corpus" no STF.

"É um índice bastante expressivo se se considerar que essas decisões passam pelos tribunais de Justiça de qualquer estado, pelo Superior Tribunal de Justiça [STJ] e só depois chega ao STF. Em alguns casos, temos um índice de 50% de concessão de habeas corpus", afirmou Mendes.

Ao final da entrevista, Mendes disse ser um defensor da independência judicial e afirmou não ter instaurado ou ameaçado instaurar um procedimento administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Fausto De Sanctis, que decretou as duas prisões do banqueiro Daniel Dantas na Polícia Federal. "Nunca houve isso", disse ele.

Sobre a crise ou o conflito entre o STF e as instâncias de Justiça inferiores, Mendes disse que não "há perdedores ou ganhadores. Temos uma estrutura definida no texto constitucional em que cabe ao STF velar e guardar pela Constituição em última instância. Ele [STF] acerta e erra por último", disse Gilmar Mendes.

Abaixo-assinado exige saída de Gilmar Mendes do STF

rprota @ 20:33

Um abaixo-assinado na internet exige a saída do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendes é o atual presidente da Suprema Corte, e tem um mandato de dois anos à frente da instituição. O motivo do protesto são os dois habeas corpus concedidos por ele, na semana passada, ao banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal sob acusação de tentativa de suborno e crimes financeiros.

“Nós, cidadãos brasileiros, estarrecidos pelos acontecimentos da última semana, quando vários criminosos, entre eles DANIEL DANTAS, foram liberados graças à intervenção do Ministro GILMAR MENDES, do Supremo Tribunal Federal, exigimos a saída do Ministro GILMAR MENDES DO STF”, diz o abaixo-assinado, disponível em http://www.petitiononline.com/w267x65/petition.html.

Fonte: ultima hora news

Peluso substituirá Mendes no STF por 13 dias

rprota @ 20:29

Agencia Estado
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, sairá de recesso sexta-feira. No lugar de Mendes, ficará, nos 13 dias que antecedem o retorno dos ministros ao trabalho, o vice-presidente do STF, ministro Cezar Peluso. Durante a suspensão temporária das atividades do Judiciário, presidente e vice-presidente costumam revezar-se no comando do Supremo. Quando os demais ministros retornarem às atividades, no início de agosto, Mendes se livrará o assunto que dominou o plantão: a Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF).

Originalmente, o ministro Eros Grau deveria analisar o pedido de habeas-corpus que beneficiou o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, e outros 22 investigados pela PF. Como estava de férias, coube ao ministro de plantão, Mendes, analisar o requerimento, liminarmente. Quando retornar do recesso, caberá a Grau cuidar do caso.

13/07/2008 GMT -3

Especialistas dizem que ofício de Mendes pode levar à análise da conduta de Sanctis pelo CNJ

rprota @ 00:48
Satiagraha

Publicada em 12/07/2008 às 23h32m

Jornal HojeLuciana Casemiro - O GloboEliane Oliveira Juiz da 6ª Vara Federal de SP, Fausto de Sanctis?=/Arquivo

RIO - O juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Dantas por duas vezes desde terça-feira, pode sim ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apesar de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STJ), ministro Gilmar Mendes, ter negado neste sábado ter feito um pedido para a investigação. É o que mostra reportagem de Luciana Casemiro, publicada neste domingo no jornal O Globo.

Mendes alega ter feito apenas "um registro", mas, na avaliação de especialistas, o simples encaminhamento de um ofício ao CNJ pode levar à abertura de apuração sobre o juiz federal.

- Quando ele expede um ofício ao CNJ ou à corregedoria, está naturalmente indicando que considera que houve uma conduta suspostamente irregular. Se o CNJ vai arquivar o ofício ou abrir procedimento para investigação, cabe ao conselho decidir - afirmou o advogado Juan Vasquez, professor de pós-graduação em direito empresarial da FGV

O advogado José Ribas Vieira, professor da pós-graduação da PUC-RJ, concorda.

- Apesar de a representação não ser formal, pode levar a uma investigação. Afinal, em seu despacho, o ministro fala em "conduta oblíqua" - explicou.

De Sanctis: 'fiz meu papel, é o que basta'

Em entrevista à TV Globo, Fausto de Sanctis afirmou que apenas tenta fazer seu trabalho com qualidade e imparcialidade, legitimado pelas leis e pela Constituição. Por sua vez, Mendes, que determinou a soltura de Dantas nas duas vezes, considerou 'abolutamente natural' as manifestações contrárias a suas decisões.

Segundo o juiz Fausto de Sanctis, o que o povo espera de um juiz é a imparcialidade e que ele fique livre de qualquer influência ou pressão.

- Eu fiz o meu papel. É o que basta - afirmou.

De Sanctis determinou a prisão do dono do banco Opportunity na terça-feira dentro da operação Satiagraha. Ele e mais 17 pessoas, entre elas o ex-preffeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, foram presas acusadas de crimes financeiros.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, em evento no Rio

No dia seguinte, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu habeas corpus a Dantas, que foi solto.

Menos de dez horas depois, o banqueiro voltou a ser preso, outra vez por determinação do juiz da 6ª Vara de SP. Novamente, Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao banqueiro, desencadeando uma disputa dentro do Judiciário e acusações de ambos os lados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, em viagem à Indonésia a Operação Satiagraha e pediu cuidado para que pessoas inocentes não sejam expostas nas investigações.

- É importante que a Polícia Federal trabalhe com todo o cuidado para não criar manchetes envolvendo nomes de pessoas que depois se transformam em inocentes e ninguém pede desculpas - afirmou o presidente.

Críticas por todos os lados

O habeas corpus concedido ao banqueiro Daniel Dantas desencadeou uma série de críticas. Neste sábado, a Associação de Magistrados do Brasil (AMB) divulgou uma nota de apoio ao juiz Fausto de Sanctis. Segundo a entidade, o juiz encontrou nos autos elementos suficientes para decretar a prisão preventiva de Daniel Dantas e, por isso, não pode ser alvo de qualquer tipo de censura ou represália, "a não ser dentro do processo ou por recursos cabíveis".

Na sexta-feira, antes mesmo de Daniel Dantas ser solto pela segunda vez,uUm grupo de 42 procuradores da República de diversos estado do país enviou uma "Carta Aberta à Sociedade Brasileira" em que criticam a decisão do STF.

No documento, os procuradores manifestam "pesar" pela decisão, que, segundo eles, atingiu "frontalmente as instituições democráticas brasileiras" e foi tomada "em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação".

Mais de 100 juízes que integram a Justiça Federal da 3ª Região, que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, também divulgaram um manifesto em apoio a Fausto de Sanctis . Eles se mostraram indignados com a decisão do ministro Gilmar Mendes.

   Fonte: o globo   

11/07/2008 GMT -3

Garibaldi cancela criação de novos cargos no Senado

rprota @ 20:47

Agência Brasil

BRASÍLIA - Pressionado por parlamentares e pela má repercussão junto à opinião pública, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), resolveu suspender a criação de 97 cargos para os 81 senadores e gabinetes de lideranças. A decisão de criar esses cargos, sem concurso público, foi tomada na quarta-feira, em uma reunião da mesa diretora do Senado, presidida pelo próprio Garibaldi.

Na reunião, o presidente ainda ponderou aos colegas da inconveniência de se criar esses empregos, com salários de R$ 9.979, mas não teve apoio dos colegas.

- Vou tratar desse assunto na semana que vem. O aumento está suspenso mesmo, porque essa medida só seria implementada a partir de agosto - afirmou o parlamentar.

Garibaldi, entretanto, adiantou que não pode manter a decisão de suspender a criação dos cargos se os senadores que integram a mesa diretora não o acompanharem na decisão de encaminhar o assunto para uma votação em Plenário. No entanto, o senador afirmou que, "diante do que está acontecendo, diante desse clamor, o Senado tem que ser e será sensível".

O presidente do Senado destacou que, se a matéria for a Plenário, ele abrirá mão de presidir a sessão de votação, para poder registrar o seu ponto de vista a respeito da criação dos 97 cargos para os senadores. Presidindo a sessão, Garibaldi só pode se manifestar para desempatar uma votação.

Juízes de SP se dizem indignados com decisão do STF

rprota @ 20:41

Plantão | Publicada em 11/07/2008 às 18h41m

Fonte: o globo

O Globo Online

SÃO PAULO - Na tarde desta sexta-feira, 121 juízes que integram a Justiça Federal da 3ª Região, que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, divulgaram uma manifesto em apoio ao juiz federal Fausto Martin De Sanctis. Eles afirmam que estão indignados com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal que denunciou Sanctis ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região. A denúncia foi motivada por uma reportagem do jornal "Folha de S. Paulo", publicada nesta sexta-feira, e que afirma que Sanctis pediu à Polícia Federal que monitorasse o gabinete de Mendes. Sanctis negou qualquer determinação neste sentido.

Mendes libertou novamente nesta sexta-feira o banqueiro Daniel Dantas. Dantas é acusado de corrupção ativa e fraudes contra o sistema financeiro. Ele já havia sido libertado na quarta-feira, também por decisão de Mendes, e voltou a ser preso horas depois, por determinação de Sanctis.

Leia na íntegra a nota divulgada:

"Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o encaminhamento de cópias da decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região.

Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada pode interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito.

Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto De Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do Ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário.

Até às 17 horas de hoje, 11 de julho, os Juízes Federais abaixo identificados manifestaram-se conforme o presente manifesto, sem prejuízo de novas adesões.

Procuradores e magistrados divulgam manifestos contra decisões de Mendes

rprota @ 20:26

As decisões do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de conceder habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, libertando-o, e de pedir investigação contra o juiz Fausto Martim de Sanctis (6ª Vara Federal Criminal) foram criticadas nesta sexta-feira (11/7) em três manifestos: um de procuradores regionais da República 3ª Região, outro de magistrados da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul) e o terceiro da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Preso temporariamente durante a operação Satiagraha da Polícia Federal, na terça-feira (8/7), Dantas conseguiu habeas corpus no Supremo na quarta-feira à noite, sendo libertado no dia seguinte. À tarde, no entanto, voltou a ter prisão decretada, desta vez, preventiva, sob o argumento de que ele poderia atrapalhar as investigações. Nesta sexta-feira, em nova decisão de Mendes, o banqueiro conseguiu habeas corpus que o põe em liberdade mais uma vez.

A nota dos magistrados é assinada por 121 juízes da Justiça Federal da 3ª Região e demonstra preocupação com a abertura de investigação contra De Sanctis —ele nega que tenha dado autorização para monitorar Mendes. “Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado”, diz o texto.

A carta dos procuradores, denominada “Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus 95.009-4”, começa afirmando que o dia é de “luto para as instituições democráticas”.

“As instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância”, afirma a carta, que vem ganhando adesões de procuradores.

Para a ANPR, tanto De Grandis, como De Sanctis, cumpriram com seus papéis previstos na Constituição. “Lembra a ANPR que tanto o magistrado Fausto De Sanctis, quanto o procurador da República Rodrigo De Grandis, possuem independência e autonomia funcional, garantidas pela Constituição Federal”, diz o texto.

Fonte:ultima instancia

Sexta-feira, 11 de julho de 2008

07/07/2008 GMT -3

(Túnel do Tempo)Jacarezinho: depoimentos e local do crime indicam execuções e responsabilidade da polícia na morte de menino de 3 anos

rprota @ 21:31

14/01/2008
Fonte: renajorp-ms

Na última quinta-feira, 10 de janeiro, uma ação policial na favela do Jacarezinho levou à morte de 6 pessoas (7, segundo a polícia), sendo uma delas Wesley Damião da Silva Saturnino Barreto, de 3 anos. No dia seguinte, logo pela manhã, a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência esteve na comunidade ouvindo depoimentos e vendo o local onde aconteceram três das mortes, inclusive a do pequeno Wesley. Segue o relato do que ouvimos e vimos.

A ação policial começou por volta das 8h de quinta-feira (10/1/2007), com mais de 60 policiais do Bope, 3 BPM e 22 BPM, e foi dirigida pessoalmente pelo comandante do 3 BPM, Tenente Coronel Marcos Alexandre Santos de Almeida. As razões para a operação, apresentadas pela polícia para a imprensa, variaram muito: no início era "combate ao tráfico", depois "busca de veículos roubados" e "cumprimento de mandados judiciais". Na sexta-feira (11), quando a notícia da morte do pequeno Wesley já estava nos jornais, foi finalmente apresentada a versão de que a operação destinava-se a retirar barreiras montadas pelo tráfico em diversas ruas do Jacarezinho.

A verdade é que os policiais, durante todo o dia, desfizeram barreiras, revistaram pessoas e apreenderam motos (muitas foram depois requisitadas de volta por seus donos legais, moradores da comunidade), mas também arrombaram casas (muitos policiais estavam com grandes alicates e molhos de chaves para abrir portas), ameaçaram e ofenderam as pessoas, feriram muitas (a maioria não quis denunciar por medo), espancaram outras e executaram jovens, segundo moradores com requintes de tortura.

Segundo uma testemunha, um dos executados ainda de dia, chamado Zacarias, foi obrigado pelos policiais a beber duas garrafas de cloro (material de limpeza) antes de ser executado, próximo à Rua Dom Jaime. Ninguém negou que quatro dos jovens mortos fossem envolvidos com o tráfico local, mas todos disseram que em nenhum caso os que morreram estavam trocando tiros. Uma das vítimas, Flávio Augusto de Oliveira Serrano, 16 anos, não era traficante, foi retirado de dentro de sua casa e executado.

Os traficantes atiraram sim contra os policiais, mas principalmente à noite, depois da emboscada que resultou na morte de dois rapazes e do pequeno Wesley. Foi nessa resposta dos traficantes que o soldado Sá do Bope foi ferido (foi o único policial ferido em toda a dita operação, que durou um dia inteiro).

Mãe saiu para comprar fraldas

No final da tarde, todas as barreiras já haviam sido retiradas, os tiros cessaram e muitas pessoas pensaram que os policiais já haviam ido embora. Mesmo assustadas, porque boa parte das ruas estavam às escuras (os policiais haviam atirado em vários transformadores), as pessoas arriscavam-se a sair de onde estavam, para ir para casa ou outro lugar. Entre essas pessoas, estava Débora Damião da Silva, 23 anos, que saiu para comprar fraldas, levando o seu filho de seis meses, Daniel, no colo, e o pequeno Wesley pelas mãos. Era cerca de 18h.

No entanto, nem todos os policiais haviam ido embora. Muitos, a maioria aparentemente do Bope, dividiram-se em grupos para preparar emboscadas, aproveitando-se da escuridão. Um dos grupos, com cerca de 10 policiais, arrombou o portão e abriu a porta de um imóvel de três andares na Rua Esperança, quase em frente à residência da avó de Wesley, Helena Damião da Silva. Esse imóvel, que já fora utilizado outra vez pela polícia, estava vazio pois a senhora que nele reside estava viajando.

Os policiais cortaram o cadeado do portão, abriram a porta com uma chave mestra (não há sinais de arrombamento), abriram os armários do quarto da senhora (aparentemente para pegar lençóis) e foram para a laje superior, de onde se tem uma visão completa de todo o trecho da Rua Esperança. Na sexta-feira, ainda se viam uma caixa de fósforos e uma luva de borracha ensangüentada que os policiais haviam deixado na laje.

Fábio S. Santos (conhecido como Bimbim) e mais um rapaz (provavelmente chamado Denis) sentaram-se num banco de concreto que fica em frente ao n° 48 da Rua Esperança. Ao lado do banco, fica a escadaria pela qual Débora com seus filhos vinha subindo, voltando com o pacote de fraldas. Por volta das 18h50 os policiais da laje começaram a atirar na direção de Fábio e do outro rapaz, que foram atingidos, assim como o pequeno Wesley, que levou três tiros (no tórax, no ombro e no braço esquerdo). Todas as marcas de tiro no local mostram claramente que os disparos vieram de cima. Há perfurações no assento do banco onde estavam os dois rapazes, na calçada de concreto onde sai a escadaria, na porta de aço da casa de Helena e no chão da entrada de sua casa.

Um dos rapazes baleados (aparentemente Fábio) pediu ajuda na casa de Helena, e logo tentou fugir sangrando pelo beco que dá acesso à casa invadida pelos policiais (há muitas marcas de sangue nas escadas do beco), mas foi perseguido pelos policiais e executado. O outro rapaz (possivelmente Denis), também baleado, estava caído gritando "perdi, perdi, estou puro!", mas os policiais o chutaram no peito e o executaram ali mesmo.

Quando viu os tiros atingirem a porta de sua casa, Helena e mais quem estava ali correram para se abrigar na cozinha, mas ela ouviu os gritos do neto na escadaria e logo depois conseguiu vê-lo, através da janela, desmaiado e sangrando. Débora, ainda com Daniel no colo, tentava arrastar Wesley baleado para a casa da avó, quando apareceram os policiais, que não socorreram nem demonstraram nenhum interesse no drama da mãe e do menino. Só estavam interessados em acabar de executar e remover os corpos de Fábio e Denis. Finalmente Débora foi socorrida por uma amiga, que ficou com Daniel, e por um pastor amigo seu, que os levou ao Hospital Salgado Filho, mas Wesley não resistiu.

Mesmo que os dois rapazes baleados tivessem trocado tiros (o que não aconteceu segundo todas as testemunhas ouvidas), a posição em que estavam eles, Débora e seus filhos (abaixo) e os policiais (acima), torna muito provável que as balas que atingiram Wesley tenham partido dos policiais. Há muitas marcas de bala na calçada por onde passam quem sai da escadaria subindo, bem como ainda eram bastante visíveis as manchas de sangue no mesmo ponto na sexta pela manhã.

Claro que os policiais não devem ter alvejado Wesley propositalmente, mas da laje em que eles estavam pode-se ver todo o trecho da rua e a parte superior da escadaria, portanto é impossível que não tenham notado a presença de Débora, das crianças e de outras pessoas próximo do ponto em que estavam os rapazes.

Como em muitos outros casos que já vimos em ações policiais em favelas, provavelmente ali os policiais dispararam contra seus alvos (os dois rapazes) sem se importar com a presença de outras pessoas na linha de tiro. No caso, há o agravante de que tratava-se de uma emboscada óbvia, e a iniciativa de tiro com certeza era dos policiais.

  Débora, ainda com Daniel no colo, tentava arrastar Wesley baleado para a casa da avó, quando apareceram os policiais, que não socorreram nem demonstraram nenhum interesse no drama da mãe e do menino. Só estavam interessados em acabar de executar e remover os corpos de Fábio e Denis. Finalmente Débora foi socorrida por uma amiga, que ficou com Daniel, e por um pastor amigo seu, que os levou ao Hospital Salgado Filho, mas Wesley não resistiu.

A ação policial no Jacarezinho na quinta-feira (10/1) tem indícios mais que suficientes de execução sumária, violação de domicílio, tortura e desprezo por pessoas não envolvidas na linha de tiro. A responsabilidade pelas violações e crimes cometidos cabe não só aos policiais envolvidos diretamente nos incidentes, mas também aos oficiais que comandaram a ação, inclusive o comandante do 3 BPM.

Vejam as fotos no site da Rede ou no Centro de Mídia Independente.

Em agosto de 2007, a PM já havia executado uma mãe de 26 anos e um bebê também de 3 anos. Elizângela Ramos da Silva era manicure e foi atingida na cabeça. Em julho do mesmo ano, Leandro Silva Davi, de 16 anos, foi assassinado quando preparava o café da manhã dentro da cozinha da sua casa. A bala que o matou atravessou a janela da residência que dá para a Praça da Concórdia de onde partiam os tiros da operação policial. O jovem treinava futebol no São Cristóvão e era estudante. O tiro atingiu a região do coração. À época os moradores foram humilhados ao tentar socorrer as vítimas (leia aqui).

Em junho de 2007 a comunidade do Jacarezinho já havia organizado manifestação contra as violentas operações policiais (do 3o e 22o BPM) na favela, que até então já havia causado 8 mortes (todas execuções sumárias, segundo testemunhas). Participaram da manifestação a Associação de Moradores do Jacarezinho, Centro Cultural, Escola de Samba, Celula Urbana do Jacarezinho, ONGs, Igrejas, comerciantes locais e outras organizações, que realizaram uma marcha para protestar contra a ação violenta que a polícia tem feito no Jacarezinho.

Pesquisa personalizada

Contactar o autor | Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis