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Eumundo

18/07/2008 GMT -3

Reservas brasileiras de petróleo podem ser questionadas por alguns países

rprota @ 23:41

Fonte: EFE

Rio de Janeiro, 14 de maio - O presidente da Agência Nacional de Petróleo do Brasil, Haroldo Lima, advertiu que as reservas que a companhia petrolífera Petrobras descobriu no oceano Atlântico podem ser questionadas por países que não reconhecem o limite de 200 milhas para as águas territoriais. Lima, em um comparecimento à Câmara dos Deputados, disse que é necessário levar em conta o risco de alguns países não reconhecerem o direito do Brasil nas reservas descobertas nos últimos meses a aproximadamente 300 quilômetros do litoral.O presidente do órgão regulador citou especificamente os Estados Unidos entre os países que questionam o mar territorial de 200 milhas (370 quilômetros).“Nós afirmamos que o limite são as 200 milhas. Vários países concordam e outros não. Eu me lembro que um dos (países) que é meio mal-humorado com esse negócio das 200 milhas é os EUA. Eles não respeitam muito as 200 milhas”, afirmou.

“Se eles insistirem que as 200 milhas não existem, teremos um problema”, acrescentou.

Lima afirmou que, diante de tal preocupação, deve se reunir nos próximos dias com o ministro de Defesa, Nelson Jobim, para tratar sobre a vulnerabilidade do país ao explorar petróleo e gás natural em águas consideradas como extensão do território do Brasil.

“Não é possível fazer uma coisa tão importante (explorar novas áreas) sem defesa”, afirmou.

“Explicarei (ao ministro) que é importante prever que haverá nas proximidades das 200 milhas um fato de extrema importância estratégica para o Brasil. Isso é um problema que a Nação brasileira tem que levar em conta”, afirmou.

Lima se referiu especificamente às reservas que a Petrobras descobriu em águas profundas do oceano Atlântico, abaixo de uma extensa camada de sal localizada a cerca de 5.000 metros de profundeza, próxima às costas dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Trata-se de áreas que a companhia petrolífera explora em associação com empresas como a hispano-argentina Repsol e a inglesa British Gas na chamada bacia marinha de Santos.

Uso de álcool faz mulheres sexualmente abusadas passarem de vítimas a culpadas

rprota @ 23:21
AIMBeleza.com.br » Conteúdo » Comportamento
Nº: 433 | Post: 6/3/2008 | Views: 23 | Votos: 1 | Avaliação: 5,0
Novo artigo divulgado pelo CISA aponta que mulheres vítimas de estupro têm mais probabilidade de levarem a culpa se tiverem consumido álcool

Segundo pesquisa publicada na revista científica Addictive Behaviors e recém-divulgada pelo CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool -, em casos de estupro, a presença de álcool e o tipo de resistência usada pela mulher contra o violador podem afetar a percepção dos outros em relação ao "quanto" a vítima estava disposta a participar do ato.

Com base neste fato, o estudo "Rape blame as a function of alcohol presence and resistance type" teve como objetivo principal investigar e comparar o ponto de vista feminino e masculino a respeito de uma situação sexual ambígua. Além disso, a pesquisa avaliou se a percepção dos respondentes seria influenciada por suas características pessoais:

  • expectativas quanto ao uso de álcool (especialmente quanto aos domínios de poder, dominação e satisfação sexual)
  • padrão e quantidade consumida de álcool (diária, semanal e mensal), assim como o tipo de bebida preferido e,
  • o ponto de vista sobre o papel social da mulher, ou seja, se conservador ou liberal

Para o estudo, foi selecionada uma amostra constituída por 213 respondentes (70 homens e 143 mulheres), de faixa etária entre 18 e 23 anos. Pediu-se aos participantes que avaliassem três situações da vida diária, apresentadas na forma de vinhetas (vídeo). Eles deveriam atuar como conselheiros de emergência no caso em que uma mulher acabara de sofrer um atentado. O uso de álcool pela mulher e o tipo de defesa dela contra o atentado foram tomados como variáveis aleatórias, cuja combinação gerou quatro situações possíveis:

  • consumo alto de álcool/baixa resistência;
  • consumo baixo de álcool/baixa resistência;
  •  consumo baixo de álcool/alta resistência;
  • consumo alto de álcool/alta resistência.

Em cada situação, os respondentes foram solicitados a julgar a responsabilidade da vítima pelo atentado.

Conforme os autores, de forma geral, os agentes do estupro são reconhecidos como errados e responsáveis pelo ato. Porém, a vítima é frequentemente responsabilizada nas situações em que o uso de álcool está presente, de tal forma que se tem a percepção de que a mulher, ao beber, esteja sexualmente disponível.

Já quanto às características do respondente, independente se homem ou mulher, quanto mais conservador sobre o papel social da mulher, maior o rigor em julgá-la como ré do próprio estupro. Em contrapartida, o gênero (feminino ou masculino) do respondente e suas expectativas quanto ao uso de álcool não exerceram nenhum tipo de influência quanto ao julgamento da responsabilidade da vítima. Finalmente, quanto ao tipo de resistência usado pela mulher sexualmente abusada, não houve diferenças de julgamento, contrário ao que se esperava, já que quanto mais forte a evidência de resistência física, maior a probabilidade do atentado ser reconhecido como estupro e a mulher, como vítima.

Os autores não fizeram menção sobre possíveis associações entre o julgamento do respondente e seu padrão de uso de álcool.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data para comemorar os feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher. No entanto, atualmente, a realidade enfrentada pelo sexo feminino ainda é preocupante. Além da violência ocorrida nas ruas, muitas mulheres sofrem agressões dentro de suas próprias casas e, muitas vezes, ainda recebem a culpa.

Título: Atribuição de culpa a mulheres que fizeram uso do álcool e foram vítimas de violência sexual
Título em inglês: Rape blame as a function of alcohol presence and resistance type
Autores: Calvin M. Sims, Nora E. Noel e Stephen A. Maisto
Fonte: Revista Científica - Addictive Behaviors 32: 2766-2775, 2007
Local da pesquisa: Departamento of Psychology, University of North Carolina Wilmington, United States

Sobre o CISA
O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool - CISA, organização não governamental lançada, em 2004, pelo psiquiatra e especialista em dependência química, Arthur Guerra de Andrade, é hoje a maior fonte de informações sobre o binômio álcool e saúde. Por meio de seu website (www.cisa.org.br), o CISA dispõe de um banco de dados com mais de 1.600 títulos, desde publicações científicas reconhecidas nacional e internacionalmente, dados oficiais, até notícias publicadas em jornais e revistas destinados ao público em geral. Além de estar comprometido com o avanço do conhecimento na área de saúde e álcool, o Centro também atua na prevenção do abuso e os problemas do uso indevido da substância, por meio de parcerias e elaboração de materiais de apoio a pais e educadores.

Fonte
Centro de Informações sobre Saúde e Álcool - CISA

Delegado da PF diz à Procuradoria que foi afastado da Satiagraha

rprota @ 23:11

Plantão | Publicada em 18/07/2008 às 20h19m

Reuters/Brasil Online

BRASÍLIA (Reuters) - Em queixa formal apresentada na quinta-feira à Procuradoria da República em São Paulo, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou ter sido afastado do comando da operação Satiagraha.

O delegado reclamou ainda de supostas obstruções às investigações, como a falta de recursos humanos e materiais para o trabalho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério Público em seu site.

Com base na queixa, os procuradores Anamara Osório Silva e Rodrigo de Grandis pediram a abertura, pela Procuradoria da República em São Paulo, de procedimento administrativo. A representação foi distribuída ao procurador Roberto Antonio Dassié Diana, que irá apura a denúncia.

Desde o início da semana o governo tem tentado rebater os rumores de que o delegado teria sido afastado por motivos políticos. A operação Satiagraha levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Citou também o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, e o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado de Dantas.

A Polícia Federal chegou a divulgar trechos editados de uma gravação feita durante a reunião em que ficou decidida a saída de Queiroz do comando das investigações para tentar comprovar que o delegado não fora pressionado.

No áudio divulgado, o delegado fala textualmente que pretende deixar a operação. Segundo a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, um dos elementos que poderão ser usados no procedimento administrativo será justamente a íntegra dessa gravação. (Reportagem de Fernando Exman)

16/07/2008 GMT -3

Homem que prendeu o banqueiro Daniel Dantas deixa a PF

rprota @ 16:08

Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Em mais um capítulo do conflito gerado com a prisão do banqueiro Daniel Dantas, o delegado federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, deixou, nesta segunda, o comando das investigações, depois de uma reunião tensa com a direção da Polícia Federal em São Paulo. Desgastado internamente por levantar suspeitas contra a direção da Polícia Federal, Queiroz foi pressionado a pedir afastamento. Em solidariedade, outros dois policiais que participavam do caso, os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pellegrino Magro, também abandonaram as investigações.

O racha na Polícia Federal se materializou no mesmo instante em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir a crise e tentar evitar que ela chegue ao Palácio do Planalto. Em meio à crise e uma onda de boatos sobre o agravamento da crise, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa entrou de férias por 15 dias.

Versões contraditórias

As explicações sobre a saída de Protógenes são contraditórias. Alvo de sindicância interna que o coloca como principal suspeito do vazamento das informações sobre a operação e em guerra aberta com seus superiores – sobre os quais chegou a levantar suspeitas de que estivesse sendo boicotado – Queiroz disse que foi obrigado a se afastar das investigações sobre Daniel Dantas e os demais integrantes do Grupo Oppottunity. A pressão, segundo contou a outros delegados, juízes e procuradores, foi exposta numa reunião na superintendência da PF em São Paulo, onde participaram os delegados Paulo de Tarso Teixeira e Roberto Troncon Filho, diretor de Combate ao Crime Organizado a PF e superior de Protógenes.

O homem que viveu a glória de prender um dos banqueiros mais poderosos do país se viu obrigado a sair de cena com uma justifica oficial prosaica. A direção da PF informou apenas que Protógenes Queiroz vai fazer um curso superior de polícia na Academia da PF em Brasília, que começa na próxima segunda-feira, e por isso pediu para se afastar. Como o delegado havia reivindicado na justiça o direito de participar do curso, essa era a melhor explicação para o afastamento.

A direção da Polícia Federal informou, através de sua assessoria, que a saída dos três delegados não vai atrapalhar as investigações contra o grupo de Daniel Dantas abertas com a Operação Satiagraha. O caso, informou o órgão, não pertence a pessoas e sim à instituição. A equipe que trabalha na apuração será reforçada para analisar o material apreendido nos endereços devassados na última terça-feira passada .

O relatório da Operação Satiagraha deixado pela equipe de Protógenes Queiroz deixa em aberto várias outras frentes de investigação. A mais consistente, com fartura de diálogos captados no grampo telefônico, reforça o papel do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, em franca articulação de bastidor para influenciar decisões a favor do Grupo Opportunity em órgãos oficiais, especialmente no Palácio do Planalto.

Citado ao lado de Guilherme Henrique Sodre Martins, assessor de Dantas conhecido por Guiga, e do braço direito do banqueiro, Humberto José Rocha Braz, o Guga, preso sob a acusação de tentar subornar um delegado, Greehalgh aparece como um dos principais alvos da investigação.

Fortes indícios

“Há fortes indícios da participação destas pessoas nos delitos de formação de quadrilha, de tráfico de influência e corrupção ativa, sendo que para estes dois últimos delitos, esperamos obter mais elementos probatórios após a realização de buscas e apreensões”, diz o relatório.

Outra frente de investigação deixada pela equipe que saiu do caso é o agronegócio, atividade que, segundo afirma o relatório da Polícia Federal, era usado pelo Grupo Opportunity para lavar a fortuna obtida de investimentos movimentados no exterior, cuja origem era o dinheiro público desviado. No alvo da Polícia Federal e Ministério Público estão empreendimentos rurais estimados em mais de R$ 500 milhões, usados para a compra de fazendas e criação de gado no Pará.

O centro dos investimentos é a antiga Fazenda Cedro, a 50 quilômetros de Marabá, no Sul do Pará, para onde convergem projetos voltados para a produção de biodiesel e gado de raça. O relatório cita duas empresas, a Santa Bárbara Xinguara, cuja sede fica em Amparo (SP) e Acobaça Consultoria e Participações, de Três Rios (RJ), cujos donos são a irmã de Daniel Dantas, Verônica Dantas e seu ex-marido, Carlos Rodenburgo, apontado como gerente financeiro do grupo.

Segundo a polícia, Dantas pretendia construir um porto no Pará e, para isso, contava com a ação de Greenhalgh para atuar junto às autoridades do governo estadual.

Presidente de CPI lamenta afastamento de delegado

rprota @ 16:01

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente da CPI das Escutas Clandestinas, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), lamentou o afastamento do delegado Protógenes Queiroz das investigações da Operação Satiagraha da Polícia Federal. O nome do delegado está entre os requerimentos de convocação que podem ser aprovados nesta quarta-feira pela comissão, já que o caso deve se tornar foco de investigação da CPI.

A operação da PF prendeu 24 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Todos são acusados de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção.

Itagiba afirmou que a saída de Queiroz da linha de frente do caso prejudica as investigações do inquérito. "É um grave prejuízo para as investigações a saída do delegado Protógenes", analisou.

O delegado da PF pediu afastamento do inquérito com a alegação oficial de que estaria matriculado em um curso superior de polícia desde março. Na segunda-feira, teve início a fase presencial em Brasília e, por isso, ele teria de se ausentar do posto por 30 dias.

A CPI pretende votar hoje uma série de requerimentos relacionados ao caso, entre eles o de convocação do banqueiro Daniel Dantas.

Procuradores pedem que delegado volte a conduzir inquérito sobre caso Dantas

rprota @ 15:55

16/07/2008 - 14h49 - Atualizado em 16/07/2008 - 15h14

Ofício foi enviado ao diretor-geral da Polícia Federal.
PF diz que afastamento de delegado não se deve a críticas sobre a operação.



Do G1, em São Paulo entre em contato

Em ofício enviado nesta quarta-feira (16) diretor-geral da Polícia Federal, Luís Fernando Correa, os procuradores da República Rodrigo de Grandis e Anamara Osório Silva pediram que o delegado Protógenes Queiroz e sua equipe voltem a conduzir o inquérito sobre a operação Satiagraha.

Entenda a Operação Satiagraha

Grandis é o responsável no Ministério Público Federal em São Paulo pela condução da Operação Satiagraha. Anamara Osório Silva foi responsável pelas ações relativas ao caso Kroll. No ofício, eles afirmam que o afastamento compromete a “eficiência administrativa nas investigações”. 
  

Na terça-feira (15), o delegado se afastou do comando das investigações. Segundo a assessoria da PF, ele terá que concluir o Curso Superior de Polícia, que é obrigatório para todos os agentes que já têm pelo menos dez anos de serviço. A PF diz que o afastamento não tem a ver com as críticas à condução da operação.

O banqueiro Daniel Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta são investigados na operação.

"O delegado e sua equipe fizeram um trabalho excelente e deveriam permanecer à frente das investigações. A saída da equipe do caso é prejudicial uma vez que a PF e o MPF estão na fase de análise de documentos”, disse de Grandis, segundo a assessoria do MPF.

Ele acrescentou que acredita, no entanto, que a Polícia Federal irá designar um delegado à altura e proporcionará as condições necessárias para a execução do trabalho.
 

 URL:http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL648654-9356,00.html

O detento mais jovem de Guantánamo merece estar preso, afirma militar

rprota @ 14:39

OTTAWA (AFP) — O mais jovem dos presos em Guantánamo 'ganhou sua estada no campo de detenção', afirmou nesta quarta-feira, a um jornal canadense, o soldado americano que sofreu uma emboscada num prédio afegão em que Omar Khadr foi detido.

"Omar não é um menino que simplesmente foi tirado da rua, indiciado por erro e julgado injustamente", afirmou o sargento reformado Layne Morris ao National Post.

"Acho que ele está justamente onde deve estar", enfatizou.

O governo americano afirma que Khadr, de nacionalidade canadiense, único sobrevivente de um bombardeio contra barracões no leste do Afeganistão, saiu dos escombros e matou um sargento com uma granada. Depois recebeu dois disparos nas costas.

Na véspera, os advogados de Khadr divulgaram um vídeo do interrogatório onde ele aparece chorando copiosamente e perdendo a razão diante de agentes de inteligência do Canadá.

Khadr é visto sendo interrogado por agentes do Serviço de Inteligência de Segurança de seu país em fevereiro de 2003 na base naval norte-americana de Guantánamo (Cuba).

O vídeo tem 7,5 horas de um interrogatório de três dias. Khadr tinha 16 anos de idade no momento de sua captura em 2002 no Afeganistão por suspeitas de terrorismo.

Inicialmente, foram apresentados 10 minutos e os advogados de Khadr anunciaram que nesta terça-feira será divulgada uma versão completa do vídeo, seguindo ordens da corte.

Nas imagens, que parecem ter sido captadas em um ducto de ventilação, são feitas perguntas a Khadr sobre o que sabe a respeito da Al-Qaeda e sobre sua fé muçulmana. Às vezes chora e puxa os cabelos de desespero, informou o jornal Globe and Mail em seu site.

Também mostra seus ferimentos aos interrogadores. Um deles responde dizendo que está recebendo um bom tratamento médico e que deve cooperar.

O vídeo de dez minutos não revela se o detento sofreu agressões ou outros abusos físicos na prisão.

A divulgação do vídeo ocorreu depois que documentos do governo mostraram que Khadr foi privado de sono antes de ser interrogado para que admitisse seus crimes mais facilmente, informou a imprensa canadense.

Khadr era levado para uma cela diferente a cada três horas para que ficasse mais suscetível a falar em uma tática que as autoridades norte-americanas descreveram como "programa do viajante freqüente".

A defesa e juristas internacionais insistiram várias vezes para que Omar Khadr fosse tratado como uma criança-soldado.

Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, pediram em vão para que o primeiro-ministro canadense exigisse dos Estados Unidos a extradição de Khadr, uma rejeição que, segundo a imprensa canadense, agora será mais difícil de ser justificada.

15/07/2008 GMT -3

Delegados da Operação Satiagraha foram obrigados a deixar o caso, diz TV

rprota @ 23:10

Os três delegados que atuaram na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, --Protógenes Queiroz, Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro-- foram obrigados a deixar as investigações sobre a suposta prática de crimes financeiros, informou nesta terça-feira o "Jornal Nacional", da TV Globo.

Segundo o telejornal, os delegados informaram ao juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, e ao procurador da República em São Paulo, Rodrigo De Grandis, que foram obrigados pela direção da PF a deixar as investigações.

Segundo a PF, os delegados deixaram as investigações por motivos pessoais. Queiroz, responsável pelo caso, por exemplo, deixou o inquérito para realizar um curso obrigatório para todos os delegados que já têm pelo menos dez anos de serviço.

Segundo a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), o curso superior de polícia é obrigatório principalmente para quem vai mudar de categoria, passando de delegado de 1ª classe para delegado especial, a última entre as quatro graduações na função.
O curso, de acordo com a entidade, tem uma fase presencial, que começa a partir da próxima semana. A assessoria da ADPF informou que o presidente da associação, Sandro Torers Avelar, também vai participar das aulas.

A assessoria do Ministério Público Federal em São Paulo não confirmou se o procurador recebeu o ofício enviado pelos delegados. Na assessoria da Justiça Federal em São Paulo ninguém foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse na noite desta terça-feira que é uma "coincidência" o afastamento de Queiroz das investigações e o fato de o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, tirar férias neste mesmo período.

Tarso deu a entender ainda que Protógenes havia concluído seu trabalho na Operação Satiagraha e que o afastamento do delegado não causará prejuízos às investigações. "O inquérito está praticamente, 99,9%, terminado", afirmou o ministro, após reunião no Palácio do Planalto.

Críticas

A operação comandada por Queiroz foi criticada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, pelo fato de a prisão dos investigados, surpreendidos em suas casas na madrugada do último dia 8, ter sido mostrada na TV.

Mendes classificou a ação da PF de 'espetacularização' também pelo uso de algemas nos presos.

Por conta dos questionamentos do presidente do STF, o ministro Tarso Genro (Justiça) pediu a abertura de sindicância para apurar se houve abusos de agentes da instituição durante a operação. O ministro reconheceu abusos na operação.

Em entrevista publicada no domingo na Folha, o ministro da Justiça defendeu o trabalho de Queiroz. "Protógenes fez um trabalho brilhante de natureza técnica, independentemente de ter cometido equívoco ou não", disse Tarso na entrevista.

Em outra reportagem da Folha, também publicada no domingo, informa que a cúpula da Polícia Federal gostaria de afastar o delegado. Segundo o texto, apesar dos possíveis excessos da operação, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, avalia que a investigação teve mais méritos que defeitos.

Deflagrada no último dia 8, a Operação Satiagraha resultou na prisão de Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e de mais 14 pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha.

No domingo, o único investigado que estava foragido, Humberto Braz, assessor de Dantas, se entregou à polícia. Continuam presos apenas Braz e o consultor Hugo Chicaroni.

Fundo Opportunity perde quase R$ 1 bilhão em apenas 3 dias

rprota @ 14:14
POSTADO ÀS 11:52 EM 11 DE Julho DE 2008

Do Estadão

O patrimônio dos fundos de investimentos do Opportunity encolheu quase R$ 1 bilhão desde a prisão de vários integrantes do comando do grupo, entre eles o sócio-fundador Daniel Dantas e seu principal executivo, Dório Ferman. De acordo com explicações do diretor comercial do Opportunity, Fernando Rodrigues, esse montante, equivalente a 6,2% do patrimônio total, inclui os saques realizados desde a última terça-feira, quando ocorreram as prisões da Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal; e também os resgates já agendados pelos cotistas para os próximos 90 dias.

"Queremos oferecer o máximo de transparência", disse Rodrigues, ao explicar ontem o rumo que a instituição decidiu adotar. "Estamos trabalhando para tranqüilizar os clientes."

O diretor comercial lembrou que esse tipo de atitude não constitui novidade na instituição. Essa foi a mesma política que adotou em 2004, em outro momento de turbulência, quando Dantas foi indiciado pela PF na chamada Operação Chacal - que investigou o esquema da suposta espionagem industrial que teria ocorrido durante a briga entre o Opportunity e a Telecom Italia pelo controle da Brasil Telecom (BrT).

A gestora de recursos do Opportunity ocupa atualmente a 15ª posição no ranking da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid). Desde terça-feira a instituição vem divulgando o percentual de resgates dos fundos e também a composição de sua carteira de investimentos.

PERDA E RECUPERAÇÃO
Em 2004, no período de 90 dias que se seguiu ao anúncio do indiciamento de Dantas, as perdas dos fundos de investimentos do grupo atingiram entre 10% e 15% do seu patrimônio total. Essa situação, porém, acabou sendo revertida em nove meses, segundo Rodrigues.

"Passamos a crescer e superamos as turbulências da época", afirmou o diretor. Ele destacou ainda que 80% do patrimônio dos fundos estão relacionados a clientes que investem no Opportunity há 15 anos.

"São pessoas que enriqueceram com a gente. Queremos mostrar que a performance continua a mesma", afirmou.

Fonte: blog de Jamildo

Após repercussão negativa, Senado desiste da criação de 97 cargos de confiança

rprota @ 14:03

15/07 - 12:30, atualizada às 13:35 15/07 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - A mesa diretora do Senado desistiu da criação de 97 cargos de confiança, que não exigiam concurso público e dariam salários de R$ 10 mil para os indicados. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou que a repercussão negativa após o anúncio da ampliação dos cargos comissionados foi decisiva para o recuo. "A repercussão negativa foi [decisiva]. Não dá para negar e tapar sol com uma peneira", explicou.

Garibaldi ainda leu uma nota oficial, que será divulgada nesta tarde, em que a criação das 97 vagas é sepultada. O texto basicamente comunica que, mesmo sem uma reunião da mesa diretora os integrantes conversaram por telefone e, por não haver unanimidade, recuaram da decisão.
 
O presidente também tentou amenizar a situação em que se encontram os demais integrantes da mesa diretora que apoiaram a criação dos cargos, em especial o senador Efraim Morais (DEM-PB), alegando que o pleito não estava na "contra-mão".
 
"Alguns defenderam [a criação dos cargos]. Não acho que seja posição equivocada e que eles estejam na contramão", afirmou.
 
Decisão anunciada
 
Na tarde de segunda-feira, o presidente Garibaldi já havia antecipado o assunto e afirmou que a mesa deveria recuar da decisão de criação e mandar para o arquivo o decreto que instituiu as novas vagas. De acordo com ele, a criação dos cargos teria se revelado "imprópria e inoportuna".

A abertura das vagas foi feita na última quarta-feira (9) por meio de uma resolução da mesa diretora. Devido à repercussão negativa, Garibaldi já havia suspendido a decisão, alegando que a matéria deveria ser votada em plenário, por todos os senadores, para que tivesse efeito.

A estratégia do presidente era de constranger os parlamentares para que derrubassem a criação das vagas, o que surtiu efeito entre os dirigentes da Casa. De acordo com o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), não houve ingerência dos líderes e a decisão pelo arquivamento foi exclusivamente da mesa diretora.

Apesar da não abertura dos 97 cargos de confiança, Garibaldi comentou que a decisão de se realizar um concurso público, para a contratação de 150 novos funcionários para diversas áreas de apoio à Casa e aos parlamentares, está mantida. A expectativa é que as provas aconteçam em setembro.

Cargos

A resolução da mesa diretora previa a criação de 97 cargos com salário de R$ 9.979, 24. Seriam 81 assessores de gabinete, uma para cada senador, e 16 auxiliares para as lideranças. Com a criação dos novos cargos, a despesa do Senado seria ampliada em mais de R$ 800 mil por mês e R$ 10 milhões por ano, sem contar os encargos como o INSS e horas extras.

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