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Eumundo

07/07/2008 GMT -3

Há 18 anos a música perdia o poeta do rock Cazuza

rprota @ 21:21

Domingo, 6 de julho de 2008, 19h46

Nesta segunda-feira completam-se exatos 18 anos da morte do poeta do rock Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. O cantor morreu às 8h30 do dia 7 de julho de 1990, após uma noite tranqüila. A causa registrada no atestado de óbito foi 'choque séptico, conseqüência de uma agranulocitose, decorrente da aids'.

O JB Online reproduz o emocionado texto que o jornalista Tárik de Souza publicou na edição do dia 8 de julho de 1990 no Jornal do Brasil:

Com o fio da lâmina bem afiada
O exagerado Cazuza, com suas rasantes na poética da paixão dilacerada, rompeu as farpas da fronteira rock/MPB. Em letras de corrosão lupicinica, este Agenor, quase xará de Cartola, sorveu música ao mesmo tempo em que dissipava a vida em noites que nunca tinham fim (Por que a gente é assim?) lá pelos Baixos da vida. Bem Nelson Cavaquinho da geração rocker.

Sempre auto-irônico, realizou a profecia de 'ganhar pra ser carente profissional'. Alguém capaz de explicitar seduções íntimas: 'Há dias planejo impressionar você, mas fiquei sem assunto. Vem comigo, no caminho eu explico'. Um Morrissey de pele dourada pela tropicalidade, à cata de 'um pouquinho de proteção ao maior abandonado, seu corpo com amor ou não, raspas e restos, mentiras sinceras me interessam'. A devastação afetiva, a relação narcísica especular pós moderna, não poderia ter gerado polaróide mais holográfica. 'Se todo alguém que ama, ama pra ser correpondido, se todo alguém que eu amo é como amar a lua inacessível, é que eu não amo ninguém'. Sem arrego, touché monsieur Lacan.

Em parcerias com o constante (Roberto) Frejat, o periódico doublé de letrista e crítico Ezequiel Neves e os demais barões vermelhos (Guto e os ex-integrantes Dé e Maurício Barros), Cazuza despontou como crooner e ponta de lança da classe de 82 do BRock, a da Blitz, do Paralamas, do Kid Abelha, do Magazine e até do Herva Doce.

A misturadeira do tempo já peneirou esses primórdios, o que só fez ressaltar o lastro do nosso Lou Reed de plantão, nos desvãos da saciedade amorosa: 'Ser teu pão, ser tua comida, todo o amor que houver nessa vida, e algum trocado pra dar garantia'.

Em carreira solo, Cazuza aprofundou os sulcos de suas obsessões, ampliou o leque de parcerias (Lobão, Leoni, Gil, Rogério Meanda) servindo-se com freqüência da dialética das antíteses. 'O nosso amor a gente inventa, pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu'. Mesmo no embalo de uma bossa nova, raríssimo caso de hit retardatário na comemoração dos 30 anos do movimento, ele enfia a faca da dor: 'Digo alô a um inimigo, encontro um abrigo no peito do meu traidor'. Faz parte do meu show.

Acossado pela aids, Cazuza, nos últimos discos, afiou ainda mais o fio da lâmina: 'Eu vi a cara da morte e ela estava viva', lanceteou ele no estilete de Boas novas, do álbum Ideologia. 'Se você quiser saber como eu me sinto, vá a um labortório ou num labirinto, seja atropelado por esse trem da morte', vomitou em Cobaias de Deus (em parceria com Angela Rô Rô), no duplo do testamento Burguesia.

Mas o aço da navalha vinha sendo temperado ao longo de toda a carreira. A erosão de Só as mães são felizes, a que cita os pontos cardeais de sua cartilha poética, de Allen Ginsberg a Rimbaud ('você nunca sonhou ser currada por animais, nem transou com cadáveres'), data de 85. É contemporânea da autópsia em corpo vivo de codinome Mal nenhum: 'Não me chamem a polícia, não me chamem o hospício, não, eu não posso causar mal nenhum, a não ser a mim mesmo'.

O poeta terminal, cantor da garganta em chamas e voz sem apuro, sempre exorcizou a própria condição de passageiro da agonia. Quando voltou a lente para as mazelas do país, acionou morteiros no rock enredo Brasil ('mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim') ou abriu a metralhadora em O tempo não pára: 'transformam o país inteiro num p..., pois assim se ganha mais dinheiro. Escancarando, sem economizar conseqüências, locutor impune da indignação no país dos seqüestros industrializados. A geração AI-5, comprimida entre o amor livre e a praga da aids, auto-imolou seu mártir a sangue frio.
JB Online

Leia esta notícia no original em:
Terra - Diversão 
http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI2992656-EI1267,00.html

Polícia deve indiciar 4 militares pela morte de jovens em morro do Rio

rprota @ 19:33

19/06/2008 - 14h48

LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O inquérito formulado pelos agentes da 4ª DP do Rio (Central) deve apontar como responsáveis pela morte dos três jovens no morro da Providência (centro do Rio) quatro dos 11 militares do Exército detidos acusados de participação no crime, segundo apurou a reportagem da Folha Online.

Os 11 militares foram presos na segunda-feira. Segundo a polícia eles confessaram que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência. Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

A Polícia Civil já entregou o inquérito ao Ministério Público. Paralelo ao encerramento da investigação sobre a participação dos homens da Força Armada, outro inquérito já foi iniciado. Ela tem como objetivo saber quais foram os traficantes responsáveis pela morte dos jovens no morro da Mineira. Inspetores já detêm nomes de criminosos que podem ter sido os responsáveis pela violência que resultou na morte dos jovens.

Devem ser indiciados pela Polícia Civil por homicídio triplamente qualificado --por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima-- o tenente Vinícius Ghidetti (apontado pela Polícia Civil como o mentor do crime), o sargento Leandro Bueno e os soldados José Ricardo Rodrigues Araújo e Fabiano Eloi dos Santos. Tratam-se dos mesmos nomes que o Ministério Público Militar indicou à Justiça Militar como os autores do crime.

O inquérito da Polícia Civil a respeito da participação dos militares tem cerca de cem páginas. Foram ouvidas 20 pessoas. Além dos 11 homens do Exército, outros militares e também moradores prestaram esclarecimentos a respeito do caso.

Agentes também foram até a casa de Ghidetti para cumprir um mandado de busca e apreensão. Documentos foram apreendidos mas ainda não é possível afirmar se o tenente possui ligação efetiva com os traficantes do morro da Mineira. O que se sabe por ora é que Rodrigues mora no mesmo complexo da Mineira.

Coação

Agentes da Polícia Civil que participam da investigação do caso revelaram que o tenente está coagindo os outros militares detidos no 1º Batalhão da Polícia do Exército para que não prestem declarações para que o caso seja solucionado pela Polícia Civil.

O inquérito enviado ao Ministério Público indica ainda que os demais militares não foram indiciados pois eles não tiveram participação efetiva no caso e foram obrigados pelo tenente a cumprir as ordens.

Os celulares dos 11 militares foram apreendidos pelo Exército. Neles será possível averiguar se algum dos suspeitos têm ligação com traficantes.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, haviam desaparecido no sábado (14), após serem abordados por militares em uma praça do morro da Providência e levados para um quartel do Exército. Os jovens foram encontrados mortos ontem no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (na Baixada Fluminense).

As investigações da polícia apontaram que os jovens sofreram agressões e foram assassinados pelos traficantes antes de serem despejados no aterro.

Reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha aponta que os jovens foram mortos com 46 tiros.

Fonte: Folha uol

(Túnel do Tempo) Playboys Milionários criam e trocam vídeos de estupros boa noite cinderela pela internet

rprota @ 19:08
07 de janeiro, 2003 - Publicado às 09h48 GMT
Polícia busca herdeiro da Max Factor, acusado de estupros
Andrew Luster estava em prisão domiciliar
Andrew Luster estava em prisão domiciliar
A polícia da Califórnia, nos Estados Unidos, está caçando Andrew Luster, de 39 anos, o herdeiro da família que é dona da gigante dos cosméticos Max Factor.

Luster enfrenta 87 acusações de date rapes e de drug rapes e desapareceu em meio a seu julgamento.

No date rape (encontro com estupro, numa traduação livre), a vítima é estuprada depois de ter concordado em sair com seu algoz, sem saber o que ele pretendia. No drug rape - conhecido como "Boa Noite Cinderela" no Brasil -, a vítima é drogada antes se ser estuprada.

Luster chegou a ser preso em 2000, mas conseguiu sair da cadeia para seguir o julgamente em prisão domiciliar depois de pagar uma fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,4 milhões). Ele desapareceu de sua casa nesta semana.

"Solteiros"

O neto e herdeiro da fortuna de Max Factor, o criador da empresa de cosméticos, é acusado de ter drogado a maior parte de sua vítmas e ter feito sexo com elas inconscientes.

Luster também teria gravado uma parte dos ataques.

A polícia diz ter encontrado 17 vídeos em sua casa, nos quais ele aparece tendo relações sexuais com mulheres aparentemente inconscientes.

Várias dessas mulheres ainda têm que ser identificadas.

Luster foi acusado depois que uma de suas supostas vítimas foi à polícia dizendo que ele havia colocado uma droga em sua bebida durante um encontro.

Os policiais estão investigando se o acusado faz parte de um grupo de playboys milionários conhecidos como os "Solteiros", que comercializa e troca filmes na internet em que eles se gravam realizando estupros em mulheres inconscientes.

Luster negou as acusações, dizendo que as mulheres vistas nas fitas de vídeo tinham consentido em fazer sexo com ele.

O juiz do caso afirmou que mesmo com a fuga do acusado o julgamento continuará ocorrendo.

Se for condenado, ele pode pegar prisão perpétua.

Deu-se a sentença condenatória de 124 anos pelos 86 crimes, após decisão unânime do corpo de jurados. Para encerrar a narrativa do filme, a polícia mexicana é acionada e o grande herdeiro da Max Factor deve estar morando em alguma prisão americana desde 2004 (comentário de Leila)

06/07/2008 GMT -3

Violência Contra a Mulher

rprota @ 21:31

 

A violência é um termo de múltiplos significados, e vem sendo utilizado para nomear desde as formas mais cruéis de tortura até as formas mais sutis da violência que têm lugar no cotidiano da vida social, na família, nas empresas ou em instituições públicas, entre outras. Alguns pesquisadores propõem definições abrangentes da violência que levem em conta o contexto social, a distribuição desigual de bens e informações. Para compreender a violência deve-se levar em consideração as condições sociais geradoras de violência - sociais, políticas, econômicas e não apenas os episódios agudos, como a violência física explícita. Distingue-se nesse campo de estudo, a delinqüência (ferimentos, assassinatos e mortes), a violência estrutural do Estado e das instituições que reproduzem as condições geradoras de violência e a resistência às condições de desigualdade.
Outros autores chamam atenção ao fato de que a preocupação com o problema da violência é recente na história, o que estaria relacionado à modernidade e seus valores de liberdade e felicidade, consolidados na concepção de cidadania e dos direitos humanos (1). Com base nesses valores, determinadas práticas passam a serem vistas como formas de violência.
A partir da atuação do movimento de mulheres, comportamentos considerados "naturais" passaram a ser classificados como violência - impedir a mulher de trabalhar fora de casa, negar-lhe a possibilidade de sair só ou de ter amigas, impedi-la de escolher o tipo de roupa que deseja usar, impedir sua participação em atividades sociais, agressões domésticas de pequena monta ou desqualificação e humilhações privadas ou em público, as relações sexuais forçadas dentro do casamento. A violência contra a mulher é uma expressão abrangente, incluindo diferentes formas de agressão à integridade corporal, psicológica e sexual. Fatos mais graves também foram duramente criticados pelas organizações feministas. No Brasil, um marco na história do movimento foi a exigência do fim da impunidade aos criminosos que agiam "em nome da honra". A legítima defesa da honra foi um argumento bastante utilizado por advogados que não hesitavam em denegrir a imagem das mulheres assassinadas, para garantir a absolvição de seus clientes. Invertendo os valores da justiça, as vítimas eram acusadas de sedução, infidelidade, luxúria, levando o homem ao desequilíbrio emocional e à atitude extrema do homicídio.
No pólo oposto a situação enfrentada pelos homens, que na grande maioria das vezes, são agredidos por pessoas estranhas e no espaço público, a violência contra a mulher ocorre principalmente no espaço doméstico, e é cometida por parceiros, ou outras pessoas com quem as vítimas mantêm relações afetivas ou íntimas, incluindo filhos, sogros, primos e outros parentes. Ela está profundamente arraigada nos hábitos, costumes e comportamentos sócio-culturais. De tal forma que, as próprias mulheres encontram dificuldade de romper com situações de violência, e entre outras coisas, por acreditarem que seus companheiros têm direito de puni-las, se acham que elas fizeram algo errado ou infringiram as normas que eles determinaram.
A violência afeta mulheres de todas as idades, raças e classes sociais e tem graves repercussões sociais. Agravos à saúde física e mental, dificuldades no emprego, na aprendizagem, riscos de prostituição, uso de drogas e outros comportamentos de risco. Segundo diversos estudos, com populações de várias partes do mundo, e em diferentes culturas, um grande número de mulheres relata que já foi agredida física, psicológica ou sexualmente, pelo menos uma vez na vida.
Nesse contexto destaca-se a violência sexual, apontada por pesquisadores como uma das principais formas de agressão, que predomina sobre as outras. Embora se classifique a violência em tipos distintos, as diferentes formas de agressão nunca aparecem isoladas. As mulheres estupradas, ou as meninas submetidas ao abuso sexual, em geral são espancadas e sofrem ameaças de toda sorte. Sob o domínio do medo, elas não denunciam, não procuram ajuda, se fecham em si mesmas e sofrem caladas até que um fato como a gravidez venha revelar a situação. A violência física, no mínimo é acompanhada da violência psicológica. Essa diferenciação faz sentido apenas na discussão da abordagem, para que se possa compreender melhor a necessidade que a vítima apresenta ao buscar ajuda. Em qualquer situação, porém, é o olhar sobre o problema deve ser o mais amplo possível, para que a mulher, criança ou adolescente agredida, seja vista e acompanhada na sua integralidade.
Nas últimas décadas, por força das militantes feministas e provavelmente pela constatação das perdas sociais e econômicas, a violência contra a mulher foi incluída na agenda política dos governos e nos acordos internacionais.
A Convenção de Belém do Pará (1994), define "a violência contra a mulher constitui uma violação aos direitos humanos e às liberdades fundamentais e limita total ou parcialmente à mulher o reconhecimento, gozo e exercício de tais direitos e liberdades". (...) "violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado" (2).
"Quem de nós poderia dizer que jamais se deparou com uma situação de violência, durante toda a vida pelo fato de ser mulher? Quem nunca ouviu comentários ofensivos na rua, num ônibus ou espaço público? Ou nunca foi assediada no trabalho por alguém que se deu a liberdade de avançar sexualmente sem ter sido convidado? A violência pode ocorrer de maneira sub-reptícia, dissimulada, mas mesmo em suas formas leves ela se baseia na dominação de um gênero sobre outro" (3).

Bibliografia consultada:

(1) Schraiber, L.B., D'Oliveira, A. F.L.P. Violência contra mulheres: Interfaces com a Saúde. Interface, Comunicação,Educação, vol 3, n. 5, 1999
(2) CEPIA. Traduzindo a legislação com a perspectiva de Gênero n. 1. Instrumentos Internacionais de Proteção aos Direitos Humanos. Rio de Janeiro, 1999.
(3) The Right To Live Without Violence. Woman´s Proposals And Actions. Women´s Health Colection / 1 - Latin American And Caribbean Women´S Health Network - 1996)

Fonte: ipas

PPS oficializa candidatura de Soninha à Prefeitura de SP

rprota @ 16:26

  

Como prometido, candidata foi à convenção de bicicleta.
Esta é 1ª candidatura própria da legenda à prefeitura da cidade.



Do G1, em São Paulo entre em contato

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA


Uma convenção do Partido Popular Socialista (PPS) oficializou neste domingo (15) a candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo. Soninha, conforme havia prometido durante a semana, foi de bicicleta à Câmara Municipal, no Anhangabaú, onde o evento foi realizado, para incentivar a discussão de novas propostas para o trânsito da cidade.

Divulgação

Divulgação
A candidata Soninha, do PPS, foi de bicicleta à convenção do partido, na região central de SP (Foto: Divulgação)

Segundo o presidente do partido em São Paulo, Carlos Fernandes, é a primeira vez que o PPS, em sua curta história – o partido foi fundado em 1992 –, lança um candidato próprio à prefeitura da capital paulista. Nas últimas duas eleições, o partido apoiou José Serra (PSDB) e Luíza Erundina (PSB). "Foi uma reafirmação do grito de guerra para a próxima etapa", disse Fernandes.

 Propostas alternativas

Sobre a convenção, Fernandes afirmou ao G1 que a candidatura da ex-VJ da MTV  - uma antiga militante do PT - tem o objetivo de "dialogar com a sociedade". "Ela veio para dizer com uma candidatura que é para valer, para chegar no segundo turno", disse o presidente do PPS. "(O objetivo é) revigorar a política. Os problemas não são isolados, têm uma interligação entre o conjunto de problemas da cidade."

O fato de Soninha ir de bicicleta à convenção não quer dizer que o uso do veículo não-motorizado será um mote da campanha do partido. "A Soninha é ciclista, não vamos fazer demagogia com isso. A questão do trânsito é um problema estrutural, há uma cultura que incentiva a venda de carros em 72 vezes. Há uma necessidade de deslocamento e uma necessidade de diminuir as distâncias", afirma.

04/07/2008 GMT -3

Mantra

rprota @ 12:28

Pela verdade, pelo seu poder
Paz, Amor e Harmonia
Pela verdade pelo seu poder
Paz, Amor e Harmonia
Paz, Amor e Harmonia

02/07/2008 GMT -3

Brasil tem índices de violência catastróficos

rprota @ 19:35
Criado em 23/11/2006 - 08:26

ENTREVISTA/ Julio Jacobo Waiselfisz 

O Brasil lidera os índices de homicídios de jovens por arma de fogo. É o terceiro quando o critério abrange outras formas de homicídio na faixa etária entre 15 e 24 anos. Para Julio Jacobo Waiselfisz, autor do Mapa da Violência 2006, que trouxe a público esses dados, o problema do país não é a violência pura e simples. “A história da violência no país passa pelo extermínio do jovem brasileiro”, afirmou em entrevista ao Comunidade Segura.

Para o pesquisador, o Estatuto do Desarmamento e a campanha de recolhimento de armas tiveram influência na redução dos índices de homicídio entre 2003 e 2004, mas a descontinuidade das políticas públicas de controle de armas fez com que os avanços conquistados caíssem no esquecimento.

Este é o quinto Mapa da Violência. Desde sua primeira edição, em 1998, os índices de violência no Brasil não se alteraram significativamente e os jovens têm aparecido como as maiores vítimas da triste união entre excesso de armas de fogo e o que o autor chama de “cultura da violência” vigente no país. Para ele, medidas de prevenção e políticas de controle de armas poderiam mudar essa realidade.

Como foi o processo de elaboração deste estudo?

A cada dois anos lançamos novos mapas atualizando informações. A base de dados são certidões de óbitos, que são instrumentos necessários para qualquer tipo de trâmite. Estas certidões de óbito são centralizadas pelas secretarias estaduais de saúde, que enviam os dados para o Ministério da Saúde, que normalmente me envia um CD-Rom com um milhão de registros de óbitos e eu processo essas informações de acordo com o sistema internacional de classificação de doenças, que também contempla causas externas para o óbito. Nestes casos, há informações sobre o que ocasionou a morte. O Whosis [1] (Sistema de Informações Estatísticas da Organização Mundial de Saúde) fornece a base de dados internacional e eu analiso as informações.

Qual é o critério adotado para a escolha dos países?

O critério de seleção foi único: dados posteriores a 2000. Alguns países tinham informações anteriores a isso por motivos variados e elas não serviriam como base para um estudo novo, além de dificultar o processo comparativo. Para fazer a comparação, eu preciso de dados coletados dentro do mesmo período.

Os dados analisados não são novos. Quais os destaques e contribuições deste estudo em relação a estudos anteriores como o "Mortes Matadas por Arma de Fogo" ou o “Vidas Poupadas” da UNESCO?

O estudo Mortes Matadas por Armas de Fogo foi lançado antes de eu ter acesso aos dados de 2004, o primeiro ano do desarmamento. Depois dele, publiquei uma avaliação dos resultados da campanha, quando eu trabalhei com dados preliminares fornecidos pelo Ministério da Saúde. Como houve algumas alterações, julguei que seria bom refazer a análise. O resultado foi uma ligeira alteração nos resultados estatísticos, que fica em torno de 2 ou 3 % de diferença. O Vidas Poupadas foi baseado numa projeção em relação às taxas de crescimento do número de mortes por armas de fogo. Enquanto o primeiro se referia a cerca de 5% a menos no número de homicídios, o segundo falava de algo em torno de 10%, já que considerei que não apenas o número de homicídios diminuiu, mas deixou de seguir a tendência, que era de 5% de crescimento anual nas taxas.

O Brasil lidera um ranking de 65 países em homicídios de jovens por armas de fogo. Na sua opinião, o que ocasiona isso?

Pesquisas feitas com jovens em escola mostraram que cerca de 40% sabiam onde obter armas de fogo. São dois fenômenos juntos, que separados não formariam um quadro tão grave. Há uma grande circulação e disponibilidade de armas de fogo no Brasil. É muito difícil saber o número exato, pois quem tem armas não declara, mas estima-se que sejam 120 milhões de armas de fogo em circulação. Nos EUA também há grande circulação de armas de fogo, mas o número de homicídios é a terça parte do que é registrado no Brasil todos os anos. O que determina essa liderança é a junção do primeiro fator com uma cultura da violência, uma disposição de matar, diante de qualquer conflito, matar o adversário.

Como avaliar a posição do Brasil (3º) no ranking de 84 países sobre homicídios de jovens?

Entre os não-jovens no Brasil, ou seja, os que têm menos de 15 anos e mais de 24, os índices de homicídios não sofreram grandes alterações entre a década de 80 e os dados atuais. Em 1980, este índice estava em 21,3 a cada 100 mil não-jovens. Este número caiu para 18,1 por 100 mil em 1990 e chegou a 20,8 por 100 mil em 2000. Já na faixa etária de 15 a 24 anos, os números já eram maiores e cresceram muito mais no mesmo período. Em 1980, o índice era de cerca de 30 homicídios a cada 100 mil jovens, em 1990 chegou a cerca de 38 a cada 100 mil jovens e em 2004 atingiu 51,7 homicídios a cada 100 mil jovens. A história da violência no país passa pelo extermínio do jovem brasileiro. Não há exatamente um problema de homicídio, mas um problema de jovens. Até que não se enfrente os problemas da juventude brasileira, que se ofereça educação, cultura, trabalho, isso não vai mudar.

O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional de homicídios de jovens. Certamente o tráfico de drogas tem influência. Em sua opinião, o que as autoridades responsáveis podem fazer para solucionar o problema?

O Rio de Janeiro é o único lugar do Brasil onde a criminalidade é associada a organizações criminosas. Um estudo realizado com base nas informações sobre ferimentos à bala que chegam aos hospitais da rede Sara Kubitschek de Salvador e Brasília mostrou que cerca de 60% dos crimes são de proximidade, ou seja, a vítima possuía alguma relação com o agressor. Não conheço nenhuma pesquisa que trate especificamente desta relação, mas dada a estruturação do narcotráfico no Rio de Janeiro, o mais provável é que seja um dos poucos estados do Brasil onde o crime organizado tem maior influência nos índices de homicídio por arma de fogo do que os crimes de proximidade.

Alguns países, mesmo os que não estão em guerra declarada, vivem problemas graves que elevam os índices de homicídios de jovens, como o caso de países da América Central onde gangues juvenis estão envolvidas na violência armada. Quais as razões para o Brasil estar à frente destes países no ranking?

É o mesmo problema: o Brasil não tem conflitos religiosos, de fronteiras, de línguas e apesar disso consegue matar muito mais jovens que conflitos bélicos declarados. Isso é a cultura da violência que existe no Brasil. Países árabes, asiáticos, os demais países da América Latina e os que integravam a antiga União Soviética são países histórico e culturalmente associados à violência. São áreas que encabeçam o ranking da violência e ficam em torno do mesmo patamar estatístico.

O índice nacional de homicídios caiu entre 2003 e 2004, mas aumentou muito em relação a 1994. O que pode ter contribuído para a queda neste período?

A queda dos índices de homicídio no período entre 2003-2004 foi de 5% em números absolutos. Uma cifra significativa que eu atribuo à aprovação do Estatuto do Desarmamento e à campanha de desarmamento voluntário, uma iniciativa que custou barato e eu não entendo por que não é mais mencionada na mídia. Depois do referendo, eu não ouvi mais notícias no jornal perguntando o que acontece com o desarmamento, com o Estatuto.

Estes dados, na sua opinião, justificariam a reedição da campanha de recolhimento de armas como parte de uma estratégia para a redução do número de mortes por armas de fogo?

Nossos índices de violência, ainda hoje, depois do desarmamento, são catastróficos. Caímos um pouco, mas ainda temos 102 mortes por armas de fogo por dia. 37 mil pessoas morreram por armas de fogo em 2004. É muito mais do que se mata na guerra Israel-Palestina, no Iraque. Ainda assim, mesmo depois da população ter entregado meio milhão de armas de fogo, não se ouviu mais falar do desarmamento. O problema é a descontinuidade das políticas relacionadas a isso, ainda que tenham mostrado resultados positivos.

Violência no Brasil

rprota @ 19:26

O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. O índice de assaltos, seqüestros, extermínios, violência doméstica e contra a mulher é muito alto e contribui para tal consideração. Suas causas são sempre as mesmas: miséria, pobreza, má distribuição de renda, desemprego e desejo de vingança.

A repressão usada pela polícia para combater a violência gera conflitos e insegurança na população que nutrida pela corrupção das autoridades não sabe em quem confiar e decide se defender a próprio punho, perdendo seu referencial de segurança e sua expectativa de vida.

O governo, por sua vez, concentra o poder nas mãos de poucos, deixando de lado as instituições que representam o povo. A estrutura governamental torna a violência necessária, em alguns aspectos, para a manutenção da desigualdade social. Não se sabe ao certo onde a violência se concentra, pois se são presos sofrem torturas, maus tratos, descasos, perseguições e opressões fazendo que tenham dentro de si um desejo maior e exagerado de vingança.

Se a violência se concentra fora dos presídios, é necessário que haja um planejamento de forma que se utilize uma equipe específica que não é regida pela força, autoridade exagerada e violenta. Medidas precisam ser tomadas para diminuir tais fatos, mas é preciso que se atente para a estrutura que vem sendo montada para decidir o futuro das cidades brasileiras.

Não é necessário um cenário de guerra com armas pesadas no centro das cidades, mas de pessoal capacitado para combater a violência e os seus causadores. Um importante passo seria cortar a liberdade excessiva que hoje rege o país, aplicar punições mais severas aos que infringirem as regras e diminuir a exploração econômica.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

01/07/2008 GMT -3

Ally Mcbeal

rprota @ 23:00

Alice no Pais das Maravilhas - No Meu Mundo

rprota @ 22:24

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