Inclusão Social e Direitos Humanos
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Lista de bilionários no mundo inclui nome de 18 brasileiros |
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O Brasil tem 18 bilionários, segundo a revista Forbes, que divulgou quinta-feira sua lista completa dos mais ricos do mundo. Além do crescimento da economia e do dinamismo dos negócios, os brasileiros foram beneficiados por um fator meramente contábil: a desvalorização do dólar frente ao real, que foi de 22,2% no ano passado, inflou os valores dos empresários (o ranking é feito com base na moeda norte-americana). O patrimônio do primeiro brasileiro na lista, Antonio Ermírio de Moraes, presidente do grupo Votorantim, cresceu de US$ 3,9 bilhões para US$ 10 bilhões. Ele ocupa a 77ªposição.
A fortuna da família Steinbruch, dona do grupo têxtil Vicunha e do Banco Fibra, também cresceu. A matriarca Dorothea Steinbruch, 160ªno ranking, teve o patrimônio triplicado em um ano, passando de US$ 1,8 bilhão para US$ 6,1 bilhões. As principais inclusões neste ano foram do presidente da EBX, Eike Batista (142º lugar, com patrimônio de US$ 6,6 bilhões), e do vice-presidente executivo da Porto Seguro Seguradora, a maior empresa do setor no país, Jayme Garfinkel (843 lugar, com bens no valor de US$ 1,4 bilhão).
Fonte: Diário de Natal Online Brasil é oitavo país em desigualdade social, diz pesquisa O Brasil é o oitavo país em desigualdade social, na frente apenas da latino-americana Guatemala, e dos africanos Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia, segundo o coeficiente de Gini, parâmetro internacionalmente usado para medir a concentração de renda. O coeficiente de Gini varia de zero a 1,00. Zero significaria, hipoteticamente, que todos os indivíduos teriam a mesma renda e 1,00, mostraria que apenas um indivíduo teria toda a renda de uma sociedade. O índice brasileiro foi de 0,593 em 2003, segundo o relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em 177 países. De acordo com o documento, no Brasil 46,9% da renda nacional concentram-se nas mãos dos 10% mais ricos. Já os 10% mais pobres ficam com apenas 0,7% da renda. Na Guatemala, por exemplo, os 10% mais ricos ficam com 48,3% da renda nacional, enquanto na Namíbia, o país com o pior coeficiente de desigualdade, os 10% mais ricos ficam com 64,5% da renda. Economia O documento destaca ainda que a desigualdade social pode travar a expansão econômica e tornar mais difícil que os pobres sejam beneficiados pelo crescimento. "Altos níveis de desigualdade de renda são ruins para o crescimento e enfraquecem a taxa em que o crescimento se converte em redução de pobreza: eles reduzem o tamanho do bolo econômico e o tamanho da fatia abocanhada pelos pobres", diz o relatório. Ao alertar para a gravidade das diferenças sociais no mundo, o representante do PNUD, Ricardo Fuentes, afirmou que em uma hora cerca de 1,2 mil crianças morrem no mundo, o que equivale a três tsunamis por mês. "As desigualdades limitam o avanço das metas [objetivos do milênio, traçados para 2015], disse. Segundo ele, os progressos não tem sido suficientes, e o relatório do PNUD servirá como um alerta para a Assembléia Geral das Nações Unidas marcada para este mês. "Vai chamar a atenção dos chefes de Estado para estes que são problemas do mundo", disse. Segundo ele, a "extrema desigualdade" limita até mesmo a legitimidade política de alguns governos, e deve ser objeto de políticas públicas específicas. Simulação Uma simulação do PNUD revela que o Brasil cairia 52 posições no ranking do IDH caso o índice fosse calculado com base na renda dos 20% mais pobres e não no PIB (Produto Interno Bruto) per capita. O país passaria, então da 63ª colocação para o 115º lugar entre os 177 países avaliados. Esse resultado seria obtido mudando somente a variável renda, sem alterar os indicadores de educação e longevidade. O estudo revela ainda que a transferência de 5% da renda dos 20% mais ricos do país para os mais pobres seria capaz de retirar 26 milhões de pessoas da linha da pobreza e reduzir a taxa de pobreza de 22% para 7%. Na avaliação do PNUD, segundo o relatório, para que as "Metas do Milênio" sejam atingidas é preciso uma ampliação substancial da qualidade e quantidade de ajuda ao desenvolvimento, além de bases mais justas para o comércio internacional e a redução de conflitos violentos entre os povos. Entre as chamadas "Metas do Milênio", estão a de reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, tanto a porcentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a US$ 1 por dia quanto o percentual da população que sofre de fome. Também fixa a meta de reduzir o índice de mortalidade de crianças com menos de cinco anos em dois terços e o índice de mortalidade de mães, em três quartos até 2015. Fonte: Folha Online Mais pobres do Brasil têm pior acesso à água que população do Vietnã O Brasil tem poucos motivos para comemorar o Dia Mundial da Água, nesta quinta-feira. Apesar de concentrar cerca de 12% da água doce do mundo, 20% da população mais pobre do país tem o pior acesso à água e ao esgoto que os habitantes do Vietnã, de acordo com relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de 2006. Outro característica da má distribuição do recurso, apontado no relatório, é que a parcela de 20% da população mais rica tem o nível de acesso à água comparável ao de países desenvolvidos. Para tentar reverter essa situação e aproveitar o tema do Dia Mundial da Água deste ano --a escassez--, a ANA (Agência Nacional de Águas) lança nesta quinta o movimento em defesa das águas brasileiras. Representantes de diversos setores públicos relacionados aos recursos hídricos, da indústria, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da Câmara, assinarão um documento onde se comprometem a melhorar a gestão do uso das águas. A iniciativa, chamada de "SOS H2O", pretende eliminar a poluição e os casos de doenças relacionadas à falta de saneamento, criar incentivos ao uso sustentável da água e adotar programas educacionais em torno do tema. Discrepância Mesmo concentrando cerca de 12% da água doce do planeta, o Brasil enfrenta problemas em relação à disponibilidade do recurso. De acordo com relatório de 2006 da ANA, há uma discrepância em relação à distribuição geográfica e populacional da água no país. Sozinha, a região amazônica abriga 74% da disponibilidade de água, no entanto, é habitada por menos de 5% da população. Outro aspecto que colabora para a escassez em algumas regiões é a deficiência na coleta de esgoto --somente 54% domicílios brasileiros têm acesso ao serviço. No entanto, mesmo diante de tais indicadores, o Brasil conseguiu aumentar a proporção de habitantes com acesso à água potável de 83% em 1990 para 90% em 2004. O avanço permite que o Brasil se aproxime da meta de elevar o indicador para 91,5% , estabelecida pelos "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" --uma série de metas socioeconômicas que os países-membros da ONU (Organização das Nações Unidades) se comprometeram a atingir até 2015. |



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