Motivos da IV Frota dos EUA voltar a patrulhar as águas da América Latina
Os objetivos declarados de Pentágono são interatuar e treinar as outras armadas , lutar contra trafico ilícito , colaborar com ajuda humanitária em casos de desastres naturais e manter as vias econômicas de comunicação por mar livres e abertas. Os EUA não ocultam a imensa importância que têm os mares de Hemisfério Ocidental e admitem que se aumentará sua a capacidade de atuar , quer dizer, os elementos da Frota vigilarão barcos e aviões , incluindo os civis e comerciais , que navegam ao sul dos EUA.
Iniciarão com 11 navios e um porta-aviões.
Porém, outras declarações deixam a impressão os objetivos estarem mais amplos e implicam uma penetração em território latino-americano preocupante. James Stevenson, comandante da Marinha do Sul dos EUA , precisou que seus navios chegarão até o tremendo sistema de rios do continente, navegando não só em alto mar, mas em águas interiores. Isto significa a instalação de um controle vasto no território dos países latino-americanos.
Entretanto se visam outros motivos. Há um líder, Hugo Chávez, que complica-lhes a vida. E há um país, o Brasil, com projeto de liderança, que não é contra os EUA, mas restringe seu poder. É pouco provável os EUA invadirem Amazonas, ainda não é absolutamente impossível.
Se ganhar Obama, a situação ficará conservada e risco não aumentará. Tanto Venezuela , como Brasil já responderam. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo pediu aos Estados Unidos que explique o motivo da reativação da IV Frota, tema que foi abordado por seu par venezuelano, Hugo Chávez, durante a 35ª Cúpula do Mercosul, informa ANSA.
Durante uma coletiva de imprensa após a Cúpula do Mercosul, e já como presidente de turno do bloco, Lula foi questionado se concordaria com a opinião de Chávez de que a IV Frota seria uma "ameaça" à região.
"Antes de viajar à cúpula, pedi à chancelaria para se comunicar com o Departamento de Estado norte-americano para que nos dê explicações sobre o porquê da reativação da IV Frota", disse Lula.
Após analisar os documentos de Pentágono, a investigadora mexicana Esther Ceceña chegou à conclusão os EUA considerar todo o continente americano como uma grande ilha, como fortaleza em que se pode até lutar contra outra potência. Para países latino-americanos a tarefa principal hoje em dia é criar uma União militar única para a América Latina. Já circulam alguns projetos iniciados pelos governos do Brasil e Venezuela, mas estes têm os objetivos da consultaria e não prevêem a atuação em conjunto no campo militar.
Publicado por Daniel Lavieri
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